Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Aviso - Contas de E-mail networkcontacto

Na sequência da vontade demonstrada por muitos na manutenção do endereço user@networkcontacto.com e das diversas sugestões enviadas para manter os endereços, foi possível em conjunto com o Tiago Azevedo Fernandes, C1, encontrar uma solução que o próprio se disponibilizou para operacionalizar, através da transferência do DNS para um servidor sem custos, transferência dos endereços de e-mail para o novo servidor onde se pode fazer o reencaminhamento para a conta de e-mail de cada um dos utilizadores, ou ficarem alojadas nesse mesmo servidor.

 

Assim, os endereços de e-mail vão-se manter, embora deixem de ser da responsabilidade técnica da aicep.

 

Esta solução assegura que o endereço user@networkcontacto.com se mantenha, indo ao encontro do vosso interesse, conforme nos foi referido por muitos contacteantes.

 

Neste momento estamos a proceder à operacionalização desta transferência, pelo que queremos reiterar o pedido de procederem à limpeza das mailboxes actuais, para evitar perda de dados, ao longo deste processo!

 

A todos os que enviaram sugestões relativas aos endereços de e-mail o nosso agradecimento.

 

Ao Tiago um agradecimento especial pela disponibilidade.

 

Curiosidade: o Tiago foi responsável pelo módulo de informática de uma das primeiras edições do Programa Contacto e, actualmente, faz a gestão  de várias dezenas de domínios, umas por razões profissionais, outras em regime de voluntariado.

 

http://taf.net

http://taf.net.opiniao

http://twitter.com/taf

 

A Baixa do Portohttp://porto.taf.net
Rede Norte -
http://redenorte.eu

 

Qualquer questão devem contactar:

 


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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Aviso - Contas de E-mail networkcontacto

É com pesar que se publica a informação do término das contas de e-mail networkcontacto. O Programa INOV Contacto, tem realizado esforços no sentido de manter as caixas de e-mail networkcontacto mas a continuidade deste serviço não será possível.

Em 1997 - início do Programa – Era realmente inovador proporcionar contas de e-mail a jovens profissionais, porém, hoje a realidade é diferente. A facilidade de abertura e garantia de qualidade da generalidade das contas de e-mail disponíveis no mercado é enorme e é na maioria dos casos gratuita.

A razão do fornecimento deste serviço aos Estagiários e Contacteantes foi sofrendo ao longo dos anos uma evolução no sentido ser um elemento agregador de uma comunidade. Sempre foi um elemento agregador bastante caro. Ultimamente, foi realizado um investimento muito significativo na nova plataforma networkcontacto, que ao nível financeiro quer ao nível de conteúdos e funcionalidades. A razão deste investimento, cobriu por completo os objectivos das contas contacto. Nas últimas edições do Programa já não foram abertas novas contas.

Uma drástica avaria num dos servidores ao serviço das contas de e-mail networkcontacto, veio assim colocar um ponto final neste serviço. Face a esta situação de emergência, foram criadas condições de funcionamento provisório, tendo como objectivo minimizar o impacto da situação. Assim, todos têm a possibilidade de até dia 18 de Novembro, utilizar as caixas com normalidade, enviando e recebendo correio, salvaguardando a correspondência, criar e-mail’s alternativos, etc.

No final do prazo, dia 18 de Novembro, é encerrado definitivamente o endereço networkcontacto!

Apesar deste revés, a Comunidade Contacteante não pode deixar de estar em contacto, devem todos actualizar a sua informação de contacto na nova plataforma ou contactar directamente o programa através do e-mail networkcontacto@portugalglobal.pt .

 



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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Mais 378 contacteantes entram na rede NetworkContacto

 

No

 

No passado dia 11 de Setembro realizou-se mais uma sessão de encerramento da 2ª edição 2008/2009 do programa Inov Contacto, passando, deste modo, mais 378 contacteantes a interagir com a Network Contacto.

 

As Sessões de Abertura e Encerramento foram feitas pelo Administrador da aicep Portugal Global, Engº José Vital Morgado e Coordenadora do Programa Drª Maria João Bobone.

 

Oito grupos de estagiários partilharam as suas experiências internacionais, designadamente os estagiários das empresas Grupo Pestana e Grupo Dão Sul e dos mercados da Argélia, Holanda, México e Timor.

 

O Dr. Nuno Várzea apresentou os resultados desta edição e comparativo com as edições anteriores

 

No final da sessão de trabalho foram distribuídos os certificados de frequência “Contacto”.

 

As instalações para a realização desta acção foram gentilmente cedidas pelo Instituto Português da Juventude, tendo também estado presentes no início da sessão, a dar as Boas Vindas, a Presidente deste Instituto, Drª Helena Alves e o Director Regional do Centro, Dr. Miguel Nascimento.

 

 

Texto de Fátima Charrua

 


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Sábado, 29 de Agosto de 2009
Ares de Mudança

 

 

Afonso Aires   |   C13
Cisco Systems
Milpitas | EUA
 

 

O Programa Contacto é muito mais do que um estágio profissional, é uma experiência. Uma oportunidade única de apender, de descobrir e de renascer a nível profissional, mas também pessoal.

 

Como contacteantes temos de deixar para trás o coro de vozes cínicas que assombram o quotidiano da nossa sociedade e abafá-las com a nossa experiência, limitada, mas rica em diversidade e horizontes abertos. Com as nossas novas explicações e com o choque que podemos e devemos proporcionar em relação ao passado.

 

Foi-nos dada uma oportunidade única, algo com que só alguns poderão sonhar. Existe um mundo de oportunidades à nossa frente, prontas a saciar os sonhos que inundam o nosso imaginário. Temos a oportunidade para ajudar a curar uma nação, a nossa nação, preparando-a para o encontro com o seu destino  neste novo mundo. O nosso destino neste novo mundo.

 

Num mundo cada vez menos local e cada vez mais global, o futuro do país está entregue à nossa geração, à nossa disposição em encarar o desconhecido e às nossas novas explicações de como as coisas funcionam. O mundo é cada vez mais desafiante e perigoso para economias estagnadas, que não estejam habitadas por pessoas  dispostas a correr riscos e a colocarem-se no mercado sem receio daquilo que possa vir a acontecer. Existe uma nova era de descobrimentos a que temos estado alheios devido à nossa inoperância em tomar decisões difíceis e em preparar a nação para o futuro.

 

Acima de tudo, como contacteantes, devemos ter perguntas a fazer ao mundo, perguntas que não terão resposta vegetando num pequeno canto da terra durante uma vida. Devemos sonhar com o que parece inatingível, procurar conhecer pessoas interessantes, realidades diferentes e entrar em conflito com os nossos dogmas gastos e que têm sofocado o nosso povo. E, no final, apercebermo-nos do nosso papel no nosso futuro, mas não só...no futuro do nosso país.

 

O nosso desenvolvimento pessoal, contribuirá para o desenvolvimento da nosso país. Os conhecimentos, as  experiências e as novas mentalidades adquiridas durante este período no estrangeiro, em que estamos  expostos a novas realidades, servirão de alicerces e base à construção social e económica que vamos erguer como geração de mudança. Temos a responsabilidade de absorver toda a circunstância que nos envolve e trazer o que melhor servirá  as necessidades deste desafio global que Portugal enfrenta.

 

Como herdeiros de um país de exploradores e de conquistadores, pioneiros que lutaram contra nuvens sombrias e tempestades sem misericórdia, temos a obrigação de reconquistar o nosso orgulho nacional e o espírito empreendedor que motivou cada conquista e cada tormenta ultrapassada. Há que atirar fora os nossos medos, velejar para longe do nosso porto seguro e apanhar os ventos que já encheram as velas dos nossos antepassados. Explorar, sonhar e descobrir este novo mundo cheio de oportunidades, mas com muitos mais desafios a terem que ser ultrapassados. Quem melhor  para ser fiel ao legado que nos foi deixado por este país tão rico, do que esta geração? Podemos ser a geração da mudança, temos tudo para o ser, só precisamos de tomar o nosso lugar.

 



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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Alimentos Funcionais

Bruno Albuquerque | C13

Madrid

Espanha

 

“Que a comida seja o remédio e que o remédio seja a comida” – Hippokrates de Cos (ca. 460 BC – ca. 379 BC)

Já Hipócrates, conhecido como o pai da Medicina, defendia não haver melhor remédio que a alimentação. Chegando mesmo a defender que somos aquilo que comemos.

 

É do conhecimento geral a necessidade de uma alimentação saudável para mantermos o nosso organismo em bom funcionamento. O estilo de vida da sociedade actual leva-nos a consumir uma dieta desequilibrada que, aliada ao sedentarismo, tem vindo a ser apontada como um dos factores responsáveis pelo aumento da prevalência de certas doenças crónicas como a obesidade, as patologias do foro cardiovascular, a diabetes e a hipertensão. Neste contexto, aparece na ciência alimentar um novo conceito: alimentos funcionais. Alimentos ditos funcionais ou nutracêuticos são aqueles que colaboram para melhorar o organismo e prevenir problemas de saúde. Na década de 30 o Dr. Minoru Shirota iniciou a investigação e o desenvolvimento do primeiro alimento funcional, tratou-se de um leite fermentado destinado a prevenção de doenças gastrointestinais, utilizando o agora famoso Lactobacillus casei. Só em 1991, após a criação de uma categoria de alimentos designados por FOSHU (do inglês: Food fOr Specific Health Use) é que estes alimentos passaram a ter maior destaque. A partir daqui, a indústria alimentar, que investia sobretudo nos procedimentos de higiene e segurança alimentar, passou a preocupar-se, também, com as questões nutricionais como, por exemplo, a redução dos níveis de sal, do açúcar e da gordura nos seus produtos.

 

Hoje em dia, existe uma grande aposta na introdução de determinados ingredientes que adicionem uma propriedade benéfica extra aos alimentos. Um crescente número de laboratórios de investigação tem como objectivo identificar, provar e explicar o efeito benéfico de determinadas plantas, óleos e outros compostos utilizados na medicina tradicional de forma a serem utilizados como ingredientes em alimentos funcionais. Como exemplo, os produtos enriquecidos com o Ómega-3, um ácido gordo que para além de diminuir nível de triacilglicerídeos no sangue também tem propriedades anti-inflamatórias, reduzindo o risco de doenças cardíacas e diminuindo os efeitos de doenças inflamatórias crónicas como a aterosclerose. No entanto, o efeito destes alimentos na saúde humana ainda está para ser provado, a quantidade de “ingredientes benéficos” a ser adicionada a qualquer alimento está limitada pelo efeito que esse mesmo “ingrediente benéfico” possa ter no próprio alimento. Estas tendem a ser mínimas, para que não haja alteração do sabor, integridade química, textura ou propriedades físicas dos alimentos. É necessário um olhar crítico para os alimentos que se dizem enriquecidos com determinado composto e que origina determinado efeito benéfico na saúde, pois em muitos casos, o alimento é de facto enriquecido, mas não em quantidades que possam ser consideradas benéficas. Tomando novamente o exemplo dos produtos enriquecidos com ómega-3, um litro de leite enriquecido com essa molécula tem apenas 1% do ómega-3 presente numa posta de salmão. Será uma mais-valia o seu consumo? Será uma mais-valia o consumo de leite enriquecido em cálcio quando na maioria dos casos apenas uma baixa percentagem desse cálcio é absorvida pelo organismo? Sendo um ramo da ciência alimentar bastante recente, muitas dúvidas são levantadas sobre os reais efeitos dos alimentos ditos funcionais na saúde humana, sendo que só daqui a uma década e vários estudos em humanos é que se validará ou não a sua eficácia.

 

 


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Sábado, 15 de Agosto de 2009
Mercado de Carbono , um negócio ambiental

Susana Pereira | C13

 

Nemorus Securities

Florianópolis | Brasil

 

Estou actualmente a trabalhar no sul do Brasil, no estado de Santa Catarina, numa empresa de serviços financeiros ambientais, a Nemorus Securities (NS) . A NS é uma pequena empresa que nasceu em 2008 para se dedicar ao mercado de carbono.

 

O mercado de carbono funciona sob as regras do Protocolo de Quioto (PQ), que apresenta mecanismos de flexibilização para auxiliar na redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE). Um destes mecanismos é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que permite que empresas e governos de países ricos invistam em projectos de energia limpa nos países em desenvolvimento. Em troca, eles recebem créditos de carbono (em forma de Certificados de Redução - CREs), que podem ser vendidos ou usados para cumprir as metas de reduções de emissões estabelecidas no PQ. Cada crédito equivale a uma tonelada de CO2. Ou seja, a cada tonelada de carbono (ou outro gás em medida equivalente), economizada por esses projectos de desenvolvimento limpo dos países em desenvolvimento, é emitido um certificado. Os países desenvolvidos podem utilizar esse mecanismo para compensar no máximo 1% de suas emissões, multiplicado por cinco. O resto das reduções deve ser promovido nos próprios países.

 

A geração e transação dos citados CERs, enquadram-se no denominado mercado regulado de carbono. Porém, existem também mercados voluntários a operar paralelamente e que preconizam os mesmos objectivos da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), a estabilização dos gases de efeito de estufa no sistema climático.

 

A NS é uma empresa que proporciona serviços a clientes que queiram desenvolver projectos que se enquadrem em ambos os mercados, regulado e voluntário.  

 

Os projectos são voltados para a mitigação dos GEE e podem abranger as seguintes áreas de actuação:

- Agricultura;

- Emissões fugitivas do consumo de combustíveis, Hexafluoreto de Enxofre e Hidrocarbonetos Halogenados;

- Energia (produção e eficiência energética);

- Florestamento e reflorestamento;

- Gestão e destino final de resíduos;

- Indústria;

- Transportes;

- Uso de Solventes.

 

Além do MDL, o mercado de carbono conta ainda com outros dois mecanismos previstos no PQ:

- Joint Implementation: permite que países desenvolvidos invistam em projectos em nações do Leste Europeu;

- Comércio de Permissões: permite aos signatários negociar unidades de permissão de emissões extras. Ou seja, se um país tem créditos sobrando, pode vendê-lo a outro país que precise.

Actualmente, o MDL configura-se como o principal mecanismo para a redução das emissões de carbono no planeta.

Dados do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) do Brasil mostram que em 2008  o Brasil foi o terceiro país do mundo com maior número de projectos de MDL, depois da China e da Índia, em primeiro e segundo lugares respectivamente. Do total desses projectos no Brasil, 67% estão relacionados com o dióxido de carbono, 32% o metano e, 1%, o óxido nitroso.

 

O papel do Brasil deve ser de emissor e vendedor de créditos, já que não tem metas de redução, mas pode criar projectos para reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa e vender os créditos aos países desenvolvidos, para que estes cumpram suas metas.

 

Em 2008, começou a contagem do tempo para o cumprimento das metas acordadas em Quioto. Os países que se comprometeram em reduzir as emissões de gás carbónico (países do Anexo-1, os desenvolvidos) têm até 2012 para diminuir em 5,2% suas emissões de carbono em relação aos níveis de 1990.

 

 



publicado por visaocontacto às 11:26
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Descobrindo Leiden

 

Ana Gomes|C13


Rotacional
Noordwijk|Países Baixos

Leiden é uma pequena cidade, na província da Holanda do Sul. Desengane-se quem pense que estou a referir-me ao sul da Holanda, coisa que é completamente diferente! Passo a explicar, para muitos de vós que tenham a mesma dúvida, (eu também cometi o mesmo erro, quando cá cheguei): Holanda são apenas duas das doze províncias, Holanda do Norte e Holanda do Sul, dos Paises Baixos, sim este é o nome correcto!

Leiden é uma cidade histórica nos Países Baixos e isso é comprovado pela aquitectura das casas, tendo a casa mais antiga sido construida em 1375-1370, onde é actualmente o American Pilgrim Museum. Os museus em Leiden oferecem uma incrível gama de natureza, arte e cultura, com exposições, workshops e eventos excepcionais que dão vida às colecções.

É conhecida por ter a universidade mais antiga do país, datada de 1575. Foi nesta cidade, a 15 de Julho de 1606, que nasceu Rembrandt, considerado um dos maiores pintores da história da arte europeia. Período que os historiadores chamam: A Idade de Ouro holandesa, que corresponde aproximadamente ao século XVII.

Leiden está, convenientemente, localizado no coração do Randstad, parte ocidental dos Países Baixos, que inclui as quatro principais cidades Holandesas: Amesterdão, Roterdão, Haia (Den Haag, em holandês) e Utrecht. As praias ao longo da costa do mar do Norte são apenas a 10 km de distância e do Aeroporto Schiphol dista apenas 20 km.

  

 

 

The very best of….

 

A solução mais fácil, numa visita a qualquer cidade nos Países Baixos, é alugar uma bicicleta e percorrer a cidade, pois assim entra-se no espírito da verdadeira cultura holandesa e há a possibilidade de percorrer a cidade sentindo os seus encantos. Não há nada mais emocionante do que, num belo dia de Junho, percorrer a cidade, com um mapa com os sítios mais importantes.

Keukenhof é o parque mais visitado na Holanda e onde estão reunidas as mais belas e curiosas tulipas, entre outros variados tipos de flores. Fica a 15km de Leiden e pode ser visitado (2010) entre 18 de Março e 16 de Maio. Pode-se ir de bicicleta ou de autocarro (Autocarro 54 na Centraal Station Leiden)

As tascas a não perder são: Omonia, restaurante grego que fica situado na Haarlemmerstraat (rua das lojas), muito apreciado pelos locais, sendo o Sr. Demitri muito acolhedor. Logo ao lado há o International Pub Bad Habits, onde se pode ver jogos de futebol. Na mesma rua existe a tasca de um Turco, também muito agradável. A não perder na praça Besstenmarket junto à estação, possui dois restaurantes de panquecas, um junto ao Mc Donald’s e outro junto ao restaurante Asian Palace. Nessa mesma zona é agradável ir ao Café Pettersson, situado num Barco, óptimo para passar uma tarde a ler.

 

Os bares mais conhecidos são: Einstein (www.einstein.nu, quarta-feira dia de “International Student Network” www.isn-leiden.nl); Odessa (www.odessa.nl, segunda-feira noite de estudantes); City Hall (www.restaurantcityhall.nl, ideal para um sábado, fica no edifíco da Câmara Municipal); In Casa (www.danssalonincasa.nl, perto do “Valk Windmill”/Estação Central de Leiden, ideal no fim-de-semana); CCO (www.cocleiden.nl, é um bar para gays e lésbicas, onde também se organizam eventos anuais para esta comunidade).

Uma nota importante, todos os bares/discotecas fecham à 1:00h durante a semana e às 2:00h, na Sexta-feira e Sábado, no entanto pode-se ficar lá dentro, apenas quem sai não volta a entrar.

Hotéis em Leiden: Tulip Inn Leiden Centre; Kasteel Oud-Poelgeest; Hotel-Restaurant De Beukenhof; Holiday Inn Leiden; Golden Tulip Leiden Centre; Hotel de Doelen; Hotel Nieuw Minerva; Bastion Hotel Leiden/Voorschoten;  Hotel Leiden; Marienpoel Hotel.

Restaurantes em Leiden: El Gaucho, Asian Palace, Einstein, Buddha's e De Malle Jan, são bastante conhecidos no centro.

Sítios a visitar:

1-      Hortus botanicus Leiden (University Botanical Garden www.hortusleiden.nl)

2-      Rijksmuseum van Oudheden (Museum of Antiquities www.rmo.nl)

3-      Naturalis ( Museum of Natural History www.naturalis.nl)

4-      Museum Volkenkunbde (National Museum of Ethnology www.rmv.nl)

5-      Stedelijk Museum De Lakenhal (Golden Century Art www.lakenhal.nl)

6-      SieboldHouse (Japanese Art www.sieboldhuis.org)

7-      Boerhaave Museu (Science/Medicine www.museumboerhaave.nl)

8-      Valk Windmill (www.molenmuseumdevalk.nl)

9-      American Pilgrim Museum (ww.rootsweb.ancestry.com/~netlapm)

10-  De Burcht (www.deburchtleiden.nl)

11-  Pieterskerk (Oldest city church of Leiden www.pieterskerk.com)

12-  Keukenhof (www.keukenhof.nl)

A não perder o museum night in leiden www.museumnachtleiden.nl (Este ano a 4 de Julho,  desde as 20:00h até à 1:00h, podem visitar 7 museus por 10€)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A não perder:

 

- Mercado que se realiza todos os sábados. Encontra-se de tudo, peixe fresco, queijos típicos de Gouda (cidade próxima), as famosas bolachas holandesas (que, cá para mim são belgas) têm um sabor fantástico a mel e caramelo. Se quiserem uma experiência local a melhor hora é às 10:00h, e aproveitar para beber um coffee (latte macchiato) no café Van Engelen (fica em frente ao V&D, centro comercial) e passado 1h percorrer o mercado. É a não perder quando, pelas 11:00h, se vê holandeses a comer Haring (peixe crú) e Kibbeling peixe frito, bem como as batatas fritas com maionese. Tentem encontrar o Draaiorgel, instrumento musical tradicional holandês. Aqui neste espaço, encontra-se a Coornbrug ou Corn Bridge, primeira ponte do rio Rijin em Leiden. (Fica a 10m a pé, da Estação Central)

 

 

 

 

-Poemas de parede que podem ser encontrados nas fachadas das casas, para mais informações ver o site:

 

 

 

http://www.muurgedichten.nl/wallpoems.html “The Wall Poemas” que fornece todas as informações. (quem me dera ter encontrado este site antes, poupava muito trabalho na procura destes poemas, cansei-me na procura de um português e eis que encontrei só um, Álvaro de Campos (Vliet 46, Leiden NL), apesar de este site indicar três.

 

 

 

 

Espero, com este breve resumo, ter despertado o interesse dos que lêem, para uma visita a esta bela cidade holandesa.



publicado por visaocontacto às 08:57
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
De havaiana no pé e espada na mão

Rita Leotte | C13

 

Emfils

Itu SP - Brasil

 

Os cenários à minha volta ganharam cores diferentes, cheiros adocicados, os corpos dançaram e rebentaram com o calor em passos de samba.

E o mais fascinante, o Sol nasce no mar.

 

Uma das primeiras sensações fantásticas que tive foi a forma como os brasileiros olharam para mim. Na Europa costumamos ser vistos como os menos desenvolvidos, os menos capazes, os menos instruídos. Aqui, no meu quotidiano e, principalmente, na empresa, sou encarada como a europeia, aquela que vive num país desenvolvido, aquela que tem acesso privilegiado à informação e ao conhecimento.

 

O facto de sentir que a minha bagagem cultural tinha um valor acrescentado aqui, deu-me uma enorme vontade de superar-me, de não desiludir, de mostrar que o nosso cantinho à beira mar tem um valor inestimável. Sei que todas as pessoas com quem me relaciono no Brasil ficam cheias de vontade de conhecer a minha terra, os sobreiros do Alentejo, as praias do Algarve, as pessoas do Norte, a luz fantástica de Lisboa.

O InovContacto é um programa para Conquistadores!

 

O Brasil é um continente, no seu tamanho, na sua multiculturalidade. Eu moro em Itu, uma cidade no interior de São Paulo, conhecida como a cidade dos exageros, temos um orelhão gigante na praça principal que, apesar da sua falta de interesse, já conquistou o meu íntimo. Porque é o postal de Itu. Porque Itu é, neste momento, a minha casa.

 

A experiência que estou a viver aqui é diferente da de alguém que esteja a morar e a trabalhar em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Amazónia ou em qualquer outra região do vasto território brasileiro. Aqui, conheço cada rua, cada casa, cada pessoa, e também elas me conhecem, as ruas, as casas, as pessoas. Sou a portuguesa de Itu.

 

Aqui tento ser caipira e adoro sê-lo, gosto de música sertaneja, acentuo os R’s e convido toda a gente para jantar em minha casa. Foi assim que fui recebida e é assim que quero receber. Talvez por sempre ter vivido em Lisboa, só agora entenda os encantos do interior, do movimento e stress a passar ao nosso lado e a deixar uma brisa agradável de distância e alheamento.

 

Mas não é por isso que se trabalha menos. Estou a trabalhar na Emfils, uma empresa de implantes dentários com uma pequena quota de mercado, mas uma grande ambição, sustentada na motivação de todos os seus colaboradores. Quando soube que trabalharia no departamento de Marketing de uma empresa brasileira de implantes dentários deitei as mãos à cabeça, no entanto, o seu produto e filosofia conquistaram-me. Mais ainda, a paixão de cada um lá dentro, desde o Director Geral ao assistente de produção é contagiante. Estou a concretizar o sonho que todos temos quando saímos da faculdade, o sonho de pôr em prática o nosso conhecimento, as nossas ideias, e constatar posteriormente que fazemos a diferença.

 

A experiência Inov Contacto tem sido fantástica! É duro estar longe do nosso Mundo, das nossas pessoas, daquilo que nos é familiar, mas é também muitíssimo enriquecedor! Não será pequeno deixarmo-nos morrer no mesmo local em que fomos colocados à nascença por uma qualquer predisposição divina? O Mundo é uma infinidade de possibilidades, de experiências arrasadoras que nos fazem crescer e evoluir a cada dia. Conhecermo-nos fora do nosso ambiente fetal é aventurarmo-nos a destruir barreiras, a criar novos Mundos, a saber quem realmente somos e o que poderemos ser.

 

É uma experiência profissional, claro, mas é simultaneamente um desafio pessoal a cada dia que começa, em que estamos sozinhos e em que lutamos por conquistar o nosso lugar ao Sol.

O InovContacto é um programa para Conquistadores!

 

 Rita Leotte – de havaiana no pé e espada na mão



publicado por visaocontacto às 15:02
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A step ahead

Catarina de Oliveira | C13

 

IIT Research Institute

Chicago | EUA

 

O cancro assume-se actualmente como um grave problema de saúde pública, principalmente nos países industrializados.
Ainda que desde 1971, quando a administração Nixon declarou a War on Cancer, se tenham desenvolvido novos métodos de diagnóstico que têm conseguido melhorar o prognóstico de vários doentes, esta é ainda uma doença associada a uma grave diminuição da qualidade de vida, um longo processo de tratamento e muitas vezes uma sentença de morte precoce.


Os tratamentos convencionais, mais ou menos eficientes, acabam por tratar a consequência imediata, os tumores, sem atacarem a causa primeira destas doenças: a carcinogénese – a formação de células anormais capazes de multiplicar-se indefinidamente e de escapar ao nosso sistema imunitário.
Para tentar reverter este quadro, só nos Estados Unidos são gastos anualmente perto de 5 mil milhões de dólares dos cofres públicos em investigação no cancro, sendo que grosso modo se pode dividir este investimento em procura de novos tratamentos, novos métodos de diagnóstico, melhor entendimento da biologia do cancro e prevenção.


Entender a génese e a biologia do cancro sempre pareceu o caminho mais curto e aliciante para qualquer tentativa de o atacar. Conhecemos já situações em que algumas pessoas têm mais probabilidade que outras de ter um ou outro tipo de cancro, tais como a forte componente familiar de alguns tipos cancro da mama, a infecção por HPV no cancro do cólo do útero ou o papel do tabagismo no cancro do pulmão, mas como, quando e porquê essa maior probabilidade se traduz finalmente em cancro, é ainda, de uma forma geral, uma incógnita.
As dificuldades que esta aproximação tem encontrado prendem-se com o facto desta não ser apenas uma doença, mas uma infinitude de patologias, cuja causa primeira, depende e varia com o órgão afectado, o paciente, e muitas outras variáveis ainda deconhecidas.


Compreender as causas e o mecanismo exacto da carcinogénese, se alguma vez for possível,  poderá ajudar a desenvolver novos mecanismos de prevenção, que mais do que tentar encontrar uma cura para o cancro teriam como objectivo final a sua irradicação.


Cientistas em todo o mundo estudam diferentes formas de ajudar na prevenção, incluíndo, mudanças na alimentação e estilo de vida, métodos que permitam identificar lesões pré-cancerosas num estádio muito inicial e medicamentos quimiopreventivos (que tratem lesões pré-cancerosas ou que evitem a carcinogénese).
 
 O IIT Research Institute, onde me encontro actualmente a estagiar, é um instituto de investigação ligado a uma instituição de ensino superior: o Illinois Institute of Tecnology. São ambas instituições privadas,  sem fins lucrativos e contam com financiamento público e privado.

 

No panomarama da luta contra o cancro, o IITRI, através da Carcinogenesis and Chemoprevention Division e da Drug Discovery Division, visa desenvolver compostos quimiopreventivos, preferencialmente incorporáveis na dieta humana, que possam diminuir as probabilidades de desenvolvimento de vários tipos de cancro, quer em grupos de risco quer na população em geral, e compreender a fundo o seu mecanismo de acção. Nos últimos anos a investigação dos efeitos da Vitamina D nos cancros da mama e do tracto digestivo tem trazido bons resultados e publicações em revistas da especialidade, sendo de realçar um análogo desta Vitamina desenvolvido em parceria com a University of Illinois at Chicago, que entrou na fase de ensaios clínicos em 2006.
 
Ainda que haja um longo percurso pela frente até que este ou qualquer outro composto quimiopreventivo possa estar disponível para a população em geral, esperamos todos que, em breve, nos posicionemos finalmente um passo à frente do Cancro.

  

Referências:

www.cancer.gov

www.iitri.org

 

 



publicado por visaocontacto às 11:49
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Google Wave - Redefinindo a comunicação na Internet
João Ferreira | C13
 
Bank Millennium
Varsóvia | Polónia
 

Todos os anos, a Google organiza uma conferência que tem por base o desenvolvimento de aplicações web – a Google I/O. Nestas conferências, são discutidas várias formas de utilizar as diferentes tecnologias da Google, bem como outras tecnologias open source. Este ano, a Google revelou um novo serviço que está a desenvolver – o Google Wave.

 

Criada pela mesma equipa que criou o Google Maps, o Google Wave é uma ferramenta de comunicação e colaboração, em tempo real, que apenas necessita de um browser para funcionar. O conceito é unificar a comunicação na Internet, já que o Google Wave pode ser considerado um híbrido entre email, chat, instant messaging, wikis, redes sociais e gestão de projectos. No Google Wave podemos juntar os nossos colegas de trabalho e discutir como resolver “aquele” problema ou partilhar ficheiros.

 

O Google Wave tem bastantes funcionalidades inovadoras, mas aqui apresentam-se apenas as mais importantes:

 

·  Tempo real: Na maior parte dos casos, é possível ver o que os outros participantes estão a escrever, carácter a carácter;

·    Embebido: As conversações podem ser embebidas em qualquer site;

·    Aplicações e Extensões: Podem ser desenvolvidas novas aplicações para colocar dentro das conversações. Um bom exemplo é um jogo que pode ser jogado por todos os participantes;

·   Funcionalidades wiki: Tudo pode ser escrito dentro de uma conversação e tudo pode ser editado por qualquer participante;

·    Open source: O código do Google Wave vai ser open source, podendo ser livremente alterado e distribuído;

·    Partilha de ficheiros drag-and-drop: Não existem attachments no Google Wave. Os ficheiros podem ser partilhados através de drag-and-drop para dentro da conversação.

 

O core do Google Wave são as waves. Uma wave pode ser considerada um objecto que representa a conversação e que é partilhado por todos os participantes. No mínimo, cada wave incluí um participante e não há limites para o número máximo de participantes. Tudo o que se passa na conversação é armazenada na wave e fica disponível para todos.

 

Vale também a pena mencionar que é possível adicionar gadgets às waves. Um gadget é uma aplicação com a qual os participantes podem interagir, muito semelhante às gadgets do iGoogle e do Facebook. A diferença é que estes gadgets estão disponíveis para todos os participantes de uma wave.

 

De acordo com a Google, os gadgets têm como principal função alterar o look and feel das waves. No entanto esta função é bastante redutora dos gadgets. Qualquer gadget do iGoogle e do OpenSocial pode ser executado dentro de uma wave, o que significa que milhares de aplicações já existentes vão funcionar com o Google Wave. Além disso, um gadget dentro de uma wave pode interagir com todos os participantes dessa wave, criando uma experiência partilhada por todos. Se analisarmos estes dois pontos, vemos que a capacidade de um gadget vai bem mais além do que apenas alterar o look and feel das waves.

 

E como é que tudo isto se apresenta ao utilizador? Actualmente ainda não é possível experimentar o Google Wave, apenas podemos ter uma noção de como funciona através de imagens e vídeos.  

 


 

 

O design do Google Wave segue as linhas das outras aplicações da Google, sendo a mais semelhante o Gmail. O foco, neste caso, passam a ser os contactos, ou seja, os possíveis participantes para as conversações. No centro temos a lista de waves disponíveis, muito semelhante a uma lista de emails e à direita os detalhes da wave seleccionada.

 

Actualmente o Google Wave está apenas disponível para um conjunto restrito de pessoas, principalmente software developers. A previsão é que este novo serviço esteja disponível para o público em geral no final de 2009. Para os mais ansiosos está disponível aqui um vídeo que explica e exemplifica com bastante pormenor as várias funcionalidades do Google Wave.

Dadas as suas características, já há quem esteja a prever que o Google Wave vá redefinir o email e a comunicação web. O hype já está lançado mas só quando o Google Wave estiver disponível para o público em geral é que será possível confirmar se realmente estamos perante uma revolução na forma como comunicamos na Internet.

 



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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
Espanha: Uma proeminencia em Biotecnologia

 

Bárbara Amorim | C13

  

Proyecto Artemis

Madrid | Espanha

 

Quando o INOV Contacto me enviou para o Parque Cientifico de Madrid para um projecto de investigação em células estaminais fiquei sem palavras. Integrar uma equipa multicultural, com vasta experiência científica era mais do que aquilo que alguma vez tinha pedido.

Cá chegada comecei a absorver entusiasticamente todo o conhecimento transmitido no projecto onde me insiro. O Projecto Artemis – projecto europeu de investigação neurobiológica enquadrado no campo da biotecnologia aplicada – tem como objectivo a investigação e desenvolvimento de um sistema de análise in vitro capaz de melhorar os actuais sistemas de investigação animal através da criação de um tecido tridimensional constituído por redes de conexões sinápticas a partir de células estaminais. Ao estar integrada no mundo da ciência onde a imaginação e o conhecimento não têm limites, fui-me apercebendo que em Espanha, no espelho da diversidade cultural e social em que acontecem os desenvolvimentos, a biotecnologia emerge rapidamente do seu profundo sono (de há poucos anos) e encontra-se hoje em pleno processo de desenvolvimento. Embora na biotecnologia os ciclos dos seus produtos sejam extremamente longos, e as receitas só surjam por vezes ao fim de alguns anos as empresas biotecnológicas vão materializando-se sob formas de progresso ou retrocesso económico e social. A isto junta-se o facto de as empresas exigirem investimentos cada vez mais elevados, devido sobretudo aos custos do trabalho de I&D.

 

Um dos aspectos mais particulares da indústria biotecnológica é a sua necessidade de actuar em grandes mercados para poder rentabilizar o enorme esforço realizado na fase de investigação. As possibilidades de atrair investidores, aspecto crucial neste campo, aumentam proporcionalmente ao tamanho do mercado: é uma estratégia que o caracteriza. Embora esteja em crise, o mercado biotecnológico espanhol aproveita todas as oportunidades para conhecer as possibilidades oferecidas pela progressiva criação do mercado e acima de tudo para investir nelas. Através de parcerias com diversos países, incluindo Portugal, reconhece que o investimento feito no potencial tecnológico e científico é um factor estratégico e que permite criar a competitividade necessária, gerar emprego altamente qualificado e dinamizar as relações entre a indústria e as universidades.   Os dados mais significativos da indústria biotecnológica em Espanha demonstram que na actualidade existem 225 empresas, com um total de 24,808 trabalhadores, e uma facturação de 4,292 milhões de euros.

Quais as principais actividades destas empresas? O bolo reparte-se da seguinte forma: 40% agricultura; 22% saúde; 15% alimentação; 23% ambiente e outros. As principais regiões com actividade na biotecnologia são Madrid, Catalunha, Andaluzia e Valência. No campo da saúde a actividade de diagnóstico é a mais bem representada (46%); a seguir o campo da terapia (31%) e da prevenção (23%.) O sector agro-alimentar apresenta um número de actividades mais variado, com especial destaque para a criação de novas variedades (18%), melhoria da produção (18%), técnicas de cultivo (17%), fertilizantes e pesticidas (14%), e diagnóstico (14%.) Estes dois subsectores somam quase 90% dos lucros totais da indústria*. A estes investimentos junta-se o facto de este país ser o único na União Europeia a fazer crescer milho OGM para comercialização. O mercado ibérico começa a afirmar-se positivamente no mercado da biotecnologia mundial, o que mostra a mente aberta de Espanha para este importante sector.

 

O sector biotecnológico é difícil, complexo e exigente, mas ao mesmo tempo cativante e desafiante. Os espanhóis trabalham com gosto e fazem com que a vida não seja apenas trabalho e investimento, mas também diversão. Falo um pouco da cidade onde me encontro a viver nestes últimos 6 meses. À primeira vista, Madrid parece uma cidade europeia como outra qualquer: impressiona pelo confronto entre a modernidade e a história e pela beleza arquitectónica que revela a elegância e grandiosidade que consagrou o Império Espanhol ao longo dos séculos. Mas essa impressão inicial logo se desfaz. Madrid é mais! Com um ritmo incansável e uma arquitectura única, na capital de Espanha, podemos encontrar uma vasta selecção de museus, parques, monumentos e edifícios históricos, atracções culturais e belezas naturais que nos deixam sem fôlego. É o lugar para conhecer o Prado, o Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza. É uma cidade para se caminhar sem pressa pelas praças e avenidas largas, para parar num café e saborear umas tapas, beber umas cañas e no final pedir churros y chocolate. É uma cidade viva, com uma energia envolvente. Talvez seja da energia do povo espanhol ou da constante agitação das “calles”.

 

Seja qual for o motivo, Madrid é uma cidade para ser vivida e sentida com toda a intensidade!

 

* Antonio Viñal Menéndez-Ponte. A Biotecnologia em espanha e o desafi o Ibérico. Boletim de Biotecnologia. pp 23- 24. Acesso a 17 de Junho. Disponível em <http://deqb.ist.utl.pt/bbio/76/pdf/biotech%20espanha.pdf>

 

 

 


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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
The Green Temple and the PowerLeap - Iniciativas verdes
Renato Silva | C13
 
VinoVisit.com
San Francisco | EUA
 
 
PowerLeap girls
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No passado mês de Abril, desloquei-me à cidade de Los Angeles para um fim de semana prolongado, onde tive a oportunidade de rever amigos de longa data e conhecer alguns dos espaços da cidade mais cinematográfica do mundo – Sunset Strip, Hollywood Boulevard, Venice Beach, Rodeo Drive...

Na viagem de regresso a San Francisco, após uma troca de lugares no avião, iniciei uma conversa informal com o passageiro do lado - Mike Zuckerman da Green Temple. Conversámos ininterruptamente durante toda a viagem e descobrimos que tínhamos uma paixão em comum – as tecnologias verdes. Discutimos várias iniciativas e trocámos conhecimentos e contactos. No final da viagem, ofereci-me, prontamente, para colaborar indirectamente com as suas iniciativas e espalhar a palavra na língua de Camões e, desde então, acompanhamo-nos mutuamente através do Twitter e, por vezes, encontramo-nos em alguns dos espaços onde foram implementadas algumas das suas iniciativas.

 

Mike Zuckerman, da Green Temple, é um jovem invulgar que vive num barco na baía de San Francisco e dedica-se à causa da sustentabilidade, dando palestras em todo o mundo, com o objectivo muito concreto de sensibilizar os grandes empresários a aderirem às suas medidas ecológicas contribuindo, em paralelo, para a diminuição dos seus custos operacionais. A Green Temple, está numa fase inicial e, actualmente, colabora directamente com o espaço de lazer - The Temple em San Francisco. Este espaço nocturno, do proprietário - Paul Hemming, tem como objectivo criar o primeiro espaço de lazer completamente verde, que permita o entretenimento, a cultura e a educação, aderindo à premissa: People, Profit and Planet.

 

Em Janeiro de 2007, o The Temple contratou Mike Zuckerman como director de sustentabilidade, iniciando um processo de transformação do espaço, através da implementação de medidas que visam a diminuição dos gastos energéticos, a transformação dos óleos alimentares em combustível e a reciclagem. Actualmente, no The Temple: 71% dos materiais utilizados são reciclados e/ ou biodigeridos, não são permitidos materiais à base de petróleo, como copos descartáveis ou palhinhas e todo o óleo utilizado na cozinha é doado para a GotGrease (www.gotgrease.org), para ser transformado em biocombustível.

As iniciativas propostas pela Green Temple, permitem, de facto, uma transição sustentável dos recursos nas suas vertentes ecológicas, económicas, sociais e culturais. Essas medidas são extremamente bem aceites pela comunidade empresarial, já que permitem a economia de gastos em tempos de crise e alteram positivamente a imagem das mesmas. Porém, o pensamente verde, é algo recente e pouco implementado na mentalidade da população do planeta. Alguns dos produtos ecologicamente correctos, têm um preço elevado devido à sua produção em pequena escala e estão ao alcance de poucos. Este paradigma altera-se a um passo acelerado e pode vir a transformar-se em verdadeiras oportunidades de negócio no mercado das tecnologias verdes, que propõem produtos realmente inovadores. Entre esses produtos, uma das propostas, com as quais tive a oportunidade de contactar através de um twitte da Green Temple, foi o POWER LEAP.

 

O Power Leap é um sistema energético que pode ser implementado no chão de qualquer edifício ou superfície horizontal, permitindo converter a energia do tráfego humano em electricidade. O sistema utiliza tecnologia piezoelétrica e circuitos para converter a força aplicada pela pressão do tráfego humano em energia. A piezoeléctricidade é um fenómeno que ocorre naturalmente em certos materiais que geram um campo magnético quando deformados. Estes materiais podem ser cristais, cerâmica ou polímeros. Nestes materiais, quando a força não é aplicada, a sua estrutura atómica mantém-se em equilíbrio, não produzindo electricidade. Porém, quando a força é aplicada, uma onda energética é criada, gerando uma voltagem ao longo do material que pode ser integrada num circuito produzindo uma corrente eléctrica. Os componentes que colectam a energia podem ser alojados numa base assente no chão, permitindo a sua aplicação em diferentes espaços, tais como: vias pedestres, terminais de aeroportos, estações de comboio, estádios, espaços de lazer, campus universitários ou empresarias, etc.

 

A Powerleap LLC é uma empresa de energias alternativas criada por Elizabeth Redmond em 2008, enquanto estudava na Universidade de Michigan. A empresa tem a sua sede em Chicago e encontra-se em processo de finalização do produto para uso comercial. O objectivo final, é a criação de um sistema robusto, eficiente e viável para a colecta de energia humana. Em 100 metros de uma passadeira pedestre de uma qualquer cidade do mundo, podem ser gerados pelos pedestres, 1 kW de electricidade a cada hora. A electricidade gerada pelo sistema piezoelétrico pode ter várias aplicações, mas quando aplicada ao sistema de iluminação podemos verificar uma poupança até 80%.

O horizonte do século XXI, apresenta-se com demasiados obstáculos e provações ao desenvolvimento humano, como meio de reconfigurar o paradigma civilizacional, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e, ao mesmo tempo, preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planeando e agindo de forma a atingir a proficiência na manutenção indefinida desses ideais.

 

A ideologia vigente num determinado momento histórico só pode ser alterada através de uma rotura ou mudança com os dogmas do passado. Para que tal aconteça, é necessário que pessoas abdiquem dos seus valores carnais e dediquem a sua vida em busca de soluções que permitam um Futuro para as gerações vindouras. Essas soluções podem ser contributos pequenos, como aqueles apresentados neste artigo, mas que, em conjunto, podem ser as medidas simples e economicamente viáveis que resultarão na mudança do paradigma actual para uma sustentabilidade real.

 

"We must invest in a clean energy economy that will lead to new jobs, new businesses and reduce our dependence on foreign oil," (...) "The steps I am announcing today help bring us closer to that goal. If we are to be a leader in the 21st century global economy, then we must lead the world in clean energy technology. Through American ingenuity and determination, we can and will succeed." , Barack Hussain Obama – Presidente dos Estados Unidos da América.

 

Contactos:
 
Green Temple (Twitter)- http://twitter.com/greentemple
The Temple (site) - www.templesf.com
Powerleap LCC- http://www.powerleap.net/


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Sábado, 1 de Agosto de 2009
Próxima parada: Madrid

Maria Gama | C13

 

Parque Científico de Madrid

 

Madrid | Espanha

 

A sequenciação de ADN é uma técnica utilizada na Biologia Molecular, que consiste na determinação dos nucleótidos (unidades constituintes do DNA). Esta técnica tem vindo a ganhar cada vez mais importância, sendo das poucas utilizadas nas ciências da vida que não se baseia em modelos experimentais prévios ou hipóteses. A partir do momento em que se começou a sequenciar fragmentos de ADN, foram descobertos dados relevantes sobre a estrutura e funcionamento de genes, sobre a interacção entre eles e até novos genes.

 

Com o principal objectivo de sequenciar o genoma humano na sua totalidade nasceu, em 1990, o Projecto Genoma Humano (HGP), desenvolvido em parceria por vários países, nomeadamente os Estados Unidos da América, Reino Unido, Japão, França, Alemanha e China. Esta tarefa foi concluída em 2003, um momento de extrema importância para a ciência. Neste projecto também foram sequenciados outros organismos não humanos, como a bactéria Escherichia coli, causadora de enfermidades do estômago, e a mosca da fruta, que possui semelhanças genéticas com os humanos. O conhecimento destes organismos é de extrema importância para que seja possível conhecer as suas capacidades naturais, podendo este conhecimento ser aplicado em áreas tão distintas como a saúde, agricultura, produção de energia, bioremediação, entre muitas outras. Todo este projecto foi acompanhado por um Comité de Ética, Legalização e Questões Sociais (ELSI) para legislar a informação proveniente do HGP.

 

Como a maior parte das doenças tem uma componente genética, o desvendar do genoma permitiu encarar novas formas de diagnóstico, tratamento e prevenção. Nasce assim a Terapia Génica, uma forma de tratamento que consiste na modificação e manipulação directa do material genético afectado, de modo a corrigir a anomalia genética causadora de doença. Surgem também os primeiros testes genéticos baseados na análise de DNA, que hoje em dia já são utilizados regularmente. Entre os cerca de 1000 testes que actualmente se encontram no mercado temos, como exemplos, o diagnóstico de doença de Alzhmeir, doença de Huntington ou Fenilcetanuria. A comunidade científica continua a estudar a melhor forma de transmitir a informação apreendida destes testes aos pacientes já que, a sua interpretação ainda não se encontra totalmente segura e há ainda o receio que a informação possa cair em mãos erróneas (seguradoras, etc). Com estes avanços surgem também as primeiras consultas de aconselhamento genético para doenças hereditárias, para que seja possível saber qual o risco de contracção de determinada doença.

 

O próximo grande desafio para a genética será investigar a função de cada um dos genes, com importante enfoque para o papel dos genes causadores de doença.

 

O meu estágio, que se realizou no Departamento de Genómica do Parque Científico de Madrid, centrou-se especialmente na sequenciação de ADN. Dado que durante o meu curso não tive oportunidade de aprender esta técnica, o início do estágio foi marcado pela necessidade de reter muita informação em pouco tempo. Houve um período de adaptação, em que tudo era novo e em que eu sentia que o peso da responsabilidade era muito, para alguém de que ainda estava a aprender. Assim foram os primeiros dias de trabalho. Agitados. Com o tempo, ganhei prática e uma crescente desenvoltura no trabalho em si.

 

Recentemente foi contratada uma nova técnica para o laboratório. Nesse momento, fui incumbida de lhe ensinar alguns procedimentos dentro do laboratório e, percebi que realmente tinha aprendido muita coisa, e que já podia partilhar algum conhecimento.

 

Destes meses de trabalho intenso, retive o que é trabalhar num laboratório com profissionais de excelência e equipamentos de topo. No laboratório recebia diariamente amostras de vários utentes, provenientes de laboratórios de investigação ou de pacientes de hospitais da comunidade de Madrid. Ao contactar com este cenário, apercebi-me da importância e do potencial da aplicação dos resultados da técnica de sequenciação de ADN. Ainda há um longo caminho a percorrer, uma vez que 98% da função do genoma humano continua desconhecido. Por isso, caminhemos



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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Para onde nos levam as tecnologias de informação

Telmo Pereira | C13

 

Cisco-Systems, Inc

San Jose, EUA

 

 

O mundo da informação é cada vez mais vasto, mas simultaneamente mais complexo e incerto, colocando-nos perante numerosos e constantes desafios individuais e colectivos.

 

Com o surgimento da grande rede, a Internet, o acesso a um mundo de informação passou de uma simples visão utópica para uma realidade inabalável.

 

Hoje, termos como a Web 2.0, instigam a nossa mente para uma nova geração de serviços e surge associada a diversos ícones da Internet actual, os Blogues, a Wikipedia, o Facebook, o Twitter ou talvez, a bandeira mais luzente da web 2.0, os sites de partilha de vídeos como o YouTube ou o GoogleVideo.

 

Mas afinal do que falamos? Web 2.0? Trata-se de um termo usual nos dias de hoje, mas os limites da sua definição são preponderantemente indeterminados dada a sua abrangência. Sinteticamente podemos referir-nos à  web 2.0 como uma suposta segunda geração de serviços de Internet, que visam a partilha de informação e comunicação entre os internautas, promovendo a interactividade e a participação de todos, numa percepção e concepção da web como plataforma. Presentemente, praticamente todos nós somos utilizadores directos e consumidores da informação, estamos quotidianamente em contacto com o  digital, mas somos em muitos casos, também, os criadores desta informação, ajudando a tecer esta teia do Conhecimento. É desta forma que  assumimos um papel interventivo, mais presente e participativo no mundo da informação. Se como receptores da informação o nosso papel passa por filtrar criteriosamente a informação a que acedemos, na maioria das vezes não mediada por qualquer entidade ou organização confiável, realça-se que como criadores de informação, a nossa responsabilidade é catapultada para um outro patamar, pelo que metodologia, responsabilidade, coerência, bom senso, honestidade são características que devem estar subjacentes nas nossas páginas on-line, ou nos nossos blogues. Só desta forma podemos contribuir para o consolidar, e não, o degradar desta teia de informação.

 

Nas últimas duas décadas assistiu-se ao desenvolvimento da comunicação a uma velocidade estonteante, tendo as tecnologias de informação invadido, praticamente todas áreas da vida da sociedade. Mudança que fez nascer toda uma geração de comunicadores.

 

Uns dos principais veículos da informação, sustentáculo essencial em todo este processo de revolução tecnológica, foram os telemóveis. Estes contribuem para um contacto mais directo com o mundo do digital, seja através de SMSs, MMSs, blogues, sites de Internet, listas de correio electrónico, video-on-demand, movileTV, tudo está disponível nos mais sofisticados dispositivos móveis, que nos ligam ao Mundo.

 

Outro factor de realce para esta evolução da comunicação, foi o portátil que se tornou comum na vida universitária e no mundo empresarial e começa a ser comum em muitos meios da sociedade. A mobilidade é hoje também palavra de ordem. Existem actualmente milhares e milhares de hotspots, redes metropolitanas e celulares que suportam todo este disseminar de informação.

 

Pessoalmente acredito que o futuro passará por tecnologias como o WiMAX e LTE, que abrirão alas para as redes da quarta geração fornecendo larguras de banda superiores e cobertura superior às tecnologias actuais. No entanto, a minha percepção é muito clara quanto a isso. Não existe nenhuma tecnologia capaz de substituir e suplantar todas as outras existentes sendo também ela economicamente viável para figurar como a tecnologia de eleição nas redes da próxima geração. Logo, do ponto de vista do operador de telecomunicações o suporte desta nova geração de serviços passa pela integração de redes heterogéneas e integração dos diversos serviços e plataformas de controlo e gestão, que permitirão o fornecimento de mais e melhores soluções.

   

A convergência tecnológica aponta para uma integração das redes de informação e comunicação e a mutação dos serviços que passarão de uma perspectiva vertical para uma perspectiva horizontal (multi-serviço), sendo que será indiferente a tecnologia que estaremos a utilizar.

 

Estão abertos os caminhos para o “Fantastic Four” ou dito quadruple-play e para toda uma nova geração de serviços, o que impõe consequentemente novos desafios às operadoras de telecomunicações, nesta sinergia constante de desafio/progresso tecnológico.

 

 

No contexto nacional, parece evidente que qualquer evolução significativa na melhoria das condições actuais de exploração das TI, passa forçosamente por um empenhamento político determinado e esclarecido, assente num conjunto claro de objectivos alicerçado em metas realistas predefinidas e auditáveis. O Plano Tecnológico é um pequeno passo com metas ainda algo distantes.

 

Não restam dúvidas que tudo parece convergir para a evolução do digital. A tecnologia tem um papel catalisador para o desenvolvimento da sociedade. A sociedade por um lado impõe e influencia a inovação tecnológica e adopção de novas tecnologias. No entanto, estas surgem também de perspectivas visionárias, muitas vezes futurologistas, que não têm como base essencial o suprir de uma necessidade.

 

O tema Tecnologia prolonga-se muito para além do que foi traçado nestas linhas e muito fica por dizer. Contudo e por enquanto termino por aqui. Espero ter cativado a sua atenção, para este mundo paralelo em que vivemos.



publicado por visaocontacto às 12:38
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Estruturas de inovação espanholas
  Ana Sofia Esteves  l C13
 
   Parque Científico de Madrid
   Madrid l Espanha
 

As infraestruturas de suporte à inovação

          A transferencia de tecnologia 

                   A criação de valor entre tapas e cañas.

 

As primeiras infra-estruturas de suporte à inovação surgiram nos princípios do seculo XX, para preencher a falha existente entre o desenvolvimento científico e a aplicação comercial, bem como para auxiliar as empresas que dificilmente conseguiam assumir isoladamente os custos de criação e manutenção de instalações técnicas que se apresentavam cada vez mais complexas.

 

No ano de 1998 surgem em Espanha os primeiros Parques Cientícos – um novo modelo de parque que se caracteriza por um tamanho menor, pela predominância de actividades de I+D e que se especializam na criação de empresas de base tecnológica.

 

Neste momento, existem em Espanha 80 Parques Científicos e Tecnológicos (número de parques membros da Associação de Parques Científicos e Tecnologicos de Espanha no final de 2008), sendo que 3% dos sectores de actividade das suas empresas pertencem às  áreas de agro-alimentação e biotecnologia (disciplinas que apresentam uma grande exigência a nível de financimento). Dentro destes, encontramos o Parque Científico de Madrid (PCM), que conta neste momento com 125 empresas associadas, (representando este valor uma taxa de ocupação de 98%). Dentro das empresas associadas encontra-se  uma predominância nas áreas das novas tecnologias de informação e comunicação - 47% do total - e da biotecnologia - 32% do total.

 

Um dos pontos fulcrais para o sucesso dos Parques Científicos e Tecnológicos, em geral, centra-se na criação de infraestruturas de apoio e desenvolvimento de estudos de transferência de tecnologia e suas aplicações às empresas associadas, enfocando a criação de valor.

Esta é uma prioridade notada no PCM, e o meu estágio nesta organização permitiu-me uma consciencialização da importância das estruturas referidas, já que este Parque Científico apresenta um notável esforço nestas áreas, onde a criação de valor assenta em alicerces como uma sólida transferência de tecnologia e uma visão visando a internacionalização.

 

Para isto o PCM conta com unidades próprias, como o Departamento de Transfêrencia de Tecnologia, bem como com sedes de importantes redes de transferência de tecnologia, como o MADRI+D ou a Enterprise Europe Network.

 

Recorrendo a uma das definições dadas a parque tecnólogico ou científico, estes são considerados como organizações, cujo objectivo principal é promover e aumentar a riqueza da comunidade onde se inserem, por via da promoção da cultura da inovação e da competitividade, dos negócios e das instituições baseadas em conhecimento a ela associadas.

 

Na “Espanha tecnológica” melhoram-se as estruturas de inovação, aposta-se fortemente na transferência de tecnologia e reconhece-se o potencial da ciência e tecnologia na criação de valor.

 

Em terras de “nuestros hermanos”, onde a curta distância nos proporciona várias semelhanças culturais, podem também destacar-se algumas diferenças na forma de ser e de estar que se repercrutem no dia-a-dia laboral.

As habituais cañas y tapas pós-laborais e a jornada mais curta de los viernes, propiciam uma cultura mais sociável, bem como um ambiente mais descontraído (onde se omite o tratamento formal a que estamos habituados).

Neste ambiente, tudo tem o seu tempo e poderá ser feito com calma, apesar de não se verificar decréscimo do nível de exigencia.

 

Apesar de a Espanha, tal como já foi referido, se encontrar aberta a grandes apostas de internacionalização dos seus produtos, as suas fronteiras encontraram-se mais fechadas quando o mercado português as tenta atravessar e aproveitar estes recursos e know-how, trazendo o seu conhecimento.

 

A Espanha aposta no produto nacional, e porque “O Que é Nacional é Bom”, esta será uma aposta vantajosa para este país vizinho. A maioria das empresas desenvolve uma cultura de defesa do produto nacional, o que apesar das suas vantagens, pode também tornar-se prejudicial para o espírito de um empreendedor, que necessita de saber abandonar um projecto, sendo que por vezes sair a perder é mais importante que uma vitória.

 

E porque em tempos de crise nunca é de mais insistir na importancia das Novas Empresas de Base Tecnológica (NEBTS), dentro deste panorama, aproveito para frisar que:

Constituindo as PME´s e, dentro destas, as NEBT`s, um dos grandes motores de crescimento da economia, estas representam oportunidade em tempos de crise e porque a Crise e as Oportunidade estão intrinsecamente associadas, cabe a cada um optar entre a acomodação ou o investimento sustentado nos tempos que correm.

 

Porque só um tempo é o nosso e o tempo é hoje!



publicado por visaocontacto às 08:34
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Domingo, 12 de Julho de 2009
...

António Farinha | C13

Hewlett-Packard
Galway | Irlanda

Com os estágios desta edição 13 do INOV Contacto a chegar ao fim, muitos estagiários se deparam com a questão do que fazer a seguir. Enquanto alguns mal podem esperar para voltar ao seu cantinho, muitos são aqueles que preferem continuar a explorar o Mundo fora do nosso pequeno Portugal. E enquanto alguns têm a sorte de lhe ser oferecido um lugar na empresa que os acolheu durante o estágio, também os há que vão ficar sem emprego daqui a poucas semanas e estão à procura de algo para fazer a seguir.


E é principalmente para estes últimos que este artigo é direccionado. Também poderá ser útil aos que voltam a Portugal, mas estes gozam de um outro nível de conforto que lhes permite a utilização de meios mais convencionais. Vou falar de 3 websites que podem ser úteis na tarefa de encontrar emprego.

LinkedIn

 

O LinkedIn é uma rede social online para contactos profissionais. É como que um Facebook ou Hi5 mas direccionado para criar relacionamentos profissionais, entrar em contacto com potenciais parceiros de negócio e encontrar emprego. Lançado em 2003, o site conta com mais de 40 milhões de utilizadores e continua com um rápido crescimento. Isto significa que é possível encontrar lá pessoas de todo o Mundo e de todas as indústrias.
Como em qualquer outra rede social, cada utilizador preenche o seu perfil, que neste caso tem o formato semelhante a um currículo. A partir daí é começar a adicionar contactos profissionais. Estas "ligações" directas permitem chegar a novos contactos, através de introductions, um mecanismo +ar que um dos nossos contactos nos apresente (através do site) a um novo contacto. Este sistema permite o alargamento da rede de contactos.


Estão também presentes os grupos cujo objectivo é juntar pessoas com características comuns: trabalharam juntas ou na mesma empresa, estudaram juntas ou na mesma escola/universidade, ou que simplesmente tenham interesses comuns.
O sistema de recomendações permite dar feedback sobre o trabalho desempenhado, servindo assim como se fosse uma carta de recomendação.


Por último, a pesquisa oferece a possibilidade de refinar os resultados segundo vários parâmetros, permitindo facilmente encontrar quem se procura.

Glassdoor
 

O objectivo do Glassdoor é utilizar o conhecimento das massas e o excelente poder agregador que as novas tecnologias e a Internet nos proporcionam para reunir informação que de outra forma estaria espalhada e, na prática, inacessível. O site permite encontrar e partilhar (de forma anónima) opiniões, avaliações e detalhes salariais de empregadores específicos.


Para quem quer saber mais sobre o ambiente de trabalho de determinada empresa, o Glassdoor faz questionários de satisfação aos seus utilizadores sobre a empresa onde trabalham/trabalharam e apresenta os resultados de forma agregada.


Se o que procuram é informação sobre salários, é possível consultar os salários por cargo, cidade e empresa.
A mais recente adição ao site é uma secção de entrevistas, que disponibiliza relatos de utilizadores que passaram por processos de recrutamento e que partilham a sua experiência como forma de ajudar futuros candidatos.
A única "falha" deste site é o facto de a maior parte da informação ser referente a empresas nos Estados Unidos, mas já se consegue encontrar alguma informação relativa a outras grandes cidades mundiais.

oDesk

 

Se a ideia não é arranjar um emprego fixo mas sim trabalhar como freelancer, o oDesk pode ser uma boa solução.
Além de fornecer uma forma fácil de procurar trabalhos, é também dada informação sobre cada cliente, incluindo trabalhos adjudicados no passado e feedback dado pelos fornecedores dos serviços sobre os mesmos. A gestão dos pagamentos é também gerida pelo site, o que pode facilitar em muito as burocracias associadas a tal.


A obtenção de trabalhos começa com uma candidatura que é avaliada pelo empregador, que consulta o perfil dos candidatos onde pode encontrar informação sobre trabalhos anteriores e qualificações (complementadas por testes de aptidão realizados no site). Uma vez obtido um trabalho, o site disponibiliza ferramentas que facilitam a comunicação entre as duas partes.


Enquanto que uma boa parte dos trabalhos estão relacionados com webdesign e desenvolvimento de software, já se encontra um grande número de trabalhos na área de escrita, tradução, contabilidade, finanças e marketing.



publicado por visaocontacto às 11:54
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Sábado, 11 de Julho de 2009
A política dos descontos com cupões e cartões
Ricardo Tomás
 
Cisco Systems inc
Milpitas | EUA
 

Em Portugal estava habituado a coleccionar alguns cartões de supermercado e prestar atenção a algumas promoções para fazer compras mais dispendiosas, mas não estava preparado para o que ia encontrar nos EUA.

 


Desde o primeiro dia, descobri que a primeira coisa a fazer ao entrar numa loja   é  perguntar,  no   balcão  ou  nas  informações,  se  a  loja  tem um cartão de cliente e quais são os benefícios.
Qual a razão? Gosto  de  coleccionar cartões  (tenho  mais  de  uma  dúzia
de cartões na carteira) e além disso, apenas por preencher um documento com a nossa morada e telefone, é possível ter descontos que vão desde 1 a 85%, o que faz uma grande diferença na hora de pagar.


Um  exemplo  muito  prático:  O s upermercado  onde  vou  mais vezes é o Safeway e, quando chega a hora de pagar, é normal a conta passar para metade. Geralmente até deixo passar todos os produtos e entrego o cartão apenas no final, para ver todos os descontos a passarem e o total a baixar.


Apenas existe um problema para pessoas que se encontram cá na mesma situação que eu: algumas  lojas não  permitem  adquirir  o  cartão   sem  ter número de segurança social, o que faz com que se perca dinheiro efectuar pagamentos, já que não existe outra forma de obter os descontos a não ser com o cartão de cliente.

 

Em Portugal tenho na caixa do correio o papel a dizer “ publicidade aqui não!”, mas nos EUA demorei alguns dias a obter informações sobre como

Existe uma página que acumula informação dos descontos para empregados Cisco : cisco.corporateperks.com
conseguir este papel, e se existia essa filosofia aqui. Descobri que existe, mas ao fim de dois ou três dias estava distraído a ver a publicidade que tínhamos   recebido  e  comecei  a  achar  que  alguma  tinha  valores interessantes. Qual é o valor da publicidade que se recebe aqui? Muito valor,   posso  afirmar!  São  muitas   as  promoções   e  muitas   delas verdadeiramente úteis, mas as promoções pelos cupões não ficam por aqui!  Depois disto, decidi  investigar  um bocado  e descobri  que  existe a “filosofia do cupão”, que consiste em adquirir cupões de desconto na caixa de correio, em fórum, comprar cupões ( sim, é possível encontrar cupões à venda na Internet!)

Conclusão:


Nos EUA é possível diminuir o orçamento para metade se se tiver número

de segurança social e uma carteira que dê para umas dezenas de cartões, é preciso também ter uma caixa do correio bem grande para receber toda a publicidade (e um papelão para enviar para reciclagem a que não se usa!) e se a necessidade obrigar, a grandes poupanças, então é possível reduzir ainda mais a despesa, indo ao google pesquisar fóruns onde podemos obter informações sobre cupões ou ir a sítios como o ebay ou craigslist para comprar cupões de desconto.


Para mostrar que esta filosofia é realmente muito usada aqui vai uma curiosidade: Existe uma página que acumula informação dos descontos para empregados Cisco : cisco.corporateperks.com.  Por isso, já sabem: se vierem aos Estados Unidos, comecem a procurar antes uns cupões, para começarem a poupar assim que chegarem. E durante a estada cá lembrem-se de perguntar: este cupão é válido?



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Terça-feira, 7 de Julho de 2009
FlashBack - Campus C13

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Domingo, 5 de Julho de 2009
Barack Obama – Savior or Puppet Edit

 

 
Telmo Agostinho | C13
 
Cisco Systems
Milpitas, CA | USA
 

Barack Hussein Obama foi eleito o 44º Presidente dos Estados Unidos da América a 4 de Novembro de 2008. É o primeiro presidente afro-americano da história americana e também o primeiro novato na política nacional americana a consegui-lo na primeira tentativa. Apelidado como o Salvador, a sua eleição veio, nesta altura de crise, encher os americanos, e também o resto do mundo, com esperança e crença num futuro melhor. Mas será ele o salvador que todos esperam, ou será apenas mais uma marioneta levada ao colo até ao poder por quem realmente manda no governo americano? A marioneta com uma cara carismática, o ar simpático e de confiança, que os americanos pediam nesta altura, em que o país estava à beira do colapso financeiro e de uma pseudo-revolução?

 

Em 1913, o poder monetário do país foi retirado do povo americano através da execução do Acto da Reserva Federal, dando assim ao Federal Reserve Bank (banco privado não controlado pelo governo americano) o poder de decidir qual o uso a dar ao dinheiro do país. Os actos executados pelo Federal Reserve Bank foram a principal causa das maiores crises financeiras do último século, assim como da Grande Depressão dos anos 30. A 4 de Junho de 1963, John Fitzgerald Kennedy, o então presidente dos Estados Unidos, tentou retirar esse poder monetário das mãos dos grandes banqueiros e devolvê-lo ao povo americano ao assinar a Executive Order 11110. Esta acção falhou depois da sua morte e muitos julgam ser esta a razão que levou ao seu assassinato. Desde então, nunca mais os Estados Unidos tiveram um verdadeiro presidente. Todos os que lhe sucederam foram apenas fantoches/marionetas, colocados no poder pelos líderes das grandes corporações que mandam no mercado financeiro mundial. E o actual presidente, será diferente?

 

Numa altura em que o Congresso Americano apresentava uma taxa de aprovação de 9%, surge  Barack Obama prometendo mudança. Mas ninguém disse que a mudança era para melhor, pelo menos para o povo americano não foi. O dinheiro que ele injectou no mercado foi direitinho para os cofres dos bancos principais, que o usaram depois para comprar, ao preço da chuva, os outros bancos, empresas e seguradoras que estavam à beira da falência. E é estranho, porque esse dinheiro veio do Federal Reserve Bank, que é comandado, na maioria, pelos donos desses grandes bancos. Ele prometeu retirar as tropas do Iraque mal começasse o seu mandato, depois adiou essa acção para 6 meses e depois para 16. Agora já diz que vai deixar 50 mil soldados no Iraque por tempo indeterminado e que vai mandar mais 30 mil para o Afeganistão (as guerras são sempre feitas para manter e não para acabar). Tudo isto só alimenta e enriquece todo o complexo militar industrial. Prometeu fechar a prisão de Guantanamo para depois assinar uma ordem executiva a dizer que estava a pensar em fechar a prisão mas que, até ver, não iria ser feita qualquer acção nesse âmbito, continuando assim o governo americano a praticar as Renditions. Prometeu, também, dar um período de espera de 5 dias entre a proposta de uma lei e a sua votação para dar tempo de análise ao Congresso e ao povo americano, e aprovou a injecção de dinheiro uma hora depois de a proposta ser apresentada, alegando urgência máxima. Prometeu ainda ter uma administração livre de lobbyists e doadores de dinheiro de campanha e fez o oposto, após ser eleito. A grande maioria do seu corpo administrativo é composto por lobbyists de Wall Street. Aliás, o actual Secretário da Tesouraria é o ex-presidente do Federal Reserve Bank de Nova Iorque. Além disto tudo, continua a apoiar o Patriot Act iniciado pelo George Bush e tem, ainda, a Directiva 51 que lhe dá um estatuto muito próximo de ditador se alguma vez for declarada uma emergência nacional catastrófica.

 

Numa sociedade mundial onde manda o imperialismo monetário e onde, cada vez menos, o povo é quem mais ordena, é difícil confiar nas acções políticas e sociais implementadas pelos líderes mundiais. Resta-nos analisar, por nós próprios, todos os factores e variáveis que nos rodeiam, tirar as nossas próprias conclusões e ver além do que nos mostram os media.

 

Carta de 1802 para Albert Gallatin (Secretário Nacional da Tesouraria):

“I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around [the banks] will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered. The issuing power should be taken from the banks and restored to the people, to whom it properly belongs.”

Thomas Jefferson
3º  presidente dos Estados Unidos da América (1743 - 1826)



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Sábado, 4 de Julho de 2009
Enzymes in Biotech
Rafael Almeida | C13

Anacor Pharmaceuticals
Palo Alto, CA | USA

The quest for biotechnologically important enzymes has focused on a new field – extremophile organisms.

 

What are enzymes? Little cellular machines that provide a microenvironment for a chemical reaction to occur. They are not consumed in the reaction, they greatly increase its rate, they are only needed in very minute quantities, and they are very particular about the substrate that they act upon. Because they are proteins codified by genes, they are produced in cells of every living thing - from bacteria, fungi, plants and animals – and can be separated from these cells and continue to function.

 

Why do we care? Because they can do for industry what they do in their cells, where a merely chemical biosynthesis pathway would impossible. Enzymes have been used for a long time – for such an ancient purpose as cheese making when we didn’t even know what enzymes were, to more sophisticated uses such as medical diagnosis, or digesting the gluey sticky pulp that is part of the paper recycling process. They are used in many different industry segments - detergents, food, feed, technical, pharmaceutical, microorganisms and biofuels. 1 kg of enzyme can cost anything from $5 when used unpurified in bulk quantities, to $100 000 for purified, diagnostic enzymes.

The thing is, often the industry processes that lead to the product need to occur under special conditions, such as high temperatures, acidic or caustic conditions, high pressure, etc - which damages the enzyme. Or if it is used in detergents, it will need to be active when the laundry machine is throwing hot water at it. And they are very particular about this – even a slight increase in temperature can completely abolish the enzyme’s activity.

So how can we solve this problem? The answer lies in Nature. For there is life even in the harshest of places - the deepest part of the ocean, the saltiest of the lakes, the hottest underwater vents. And where there is life, there are enzymes. These extremophiles - mainly bacteria or similar organisms, archea - are adapted to function in these places, which means their enzymes function in a temperature or pH range where normally enzymes do not function. Now, we don’t actually need to grow the particular organism that harbors our enzyme in the factory. Because it is codified by a gene, we can use genetic engineering to introduce that gene in a regular, moderate-condition growing organism. And thus we have a mesophyllic organism producing a high-temperature resisting enzyme, which we can then isolate.

Lipolase, developed by Novozymes for its laundry detergent, is a robust lipase with good all-round performance on fatty and oily stains! It is effective under alkaline conditions and across a broad temperature range, and was found in the thermophyle fungus Thermomyces lanuginose. The radioresistant Deinococcus radiodurans is a bacterium that has an enzyme – mercuric reductase – that has been used to detoxify radioactive waste generated from nuclear weapons manufacture. In a molecular biology lab, the routine polymerase chain reaction that involves a series of high-temperature steps uses an enzyme – taq – first isolated in Thermophylus aquaticus, a bacterium discovered to thrive at Yellowstone Park’s hot springs. It is used in genetic fingerprinting (read ‘TV series DNA testing’), diagnosing hereditary and infectious diseases, etc.

The enzyme market is a significant one, estimated at €3.4 billion with an annual growth of about 6.5 to 10%. There are institutions whose sole business is to research and develop extremophile organisms for their clients!

 



publicado por visaocontacto às 14:55
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Relacionamento
Rafaela Nascimento   |   C13
 
Fundação Parque Científico de Madrid
Madrid | Espanha
 

A palavra relacionamento tem como definição:

- Acto ou efeito de relacionar ou relacionar-se;

- Estabelecimento de ligação entre coisas diferentes;

- Ligação afectiva ou profissional, relação;

- Comportamento em relação aos outros;

- Capacidade de conviver ou comunicar com outras pessoas.

 

 

Em todos as áreas das nossas vidas fala-se de relacionamentosrelacionamentos profissionais, pessoais, interpessoais…em cada momento da nossa evolução como seres humanos, como profissionais, como amigos, como amantes vamos sentindo, identificando e aprendendo a melhor forma de nos relacionarmos, de interagir com os outros…também o marketing tradicional sentiu essa evolução.

 

Os marketeers não se devem cingir a um simples desenvolvimento dos famosos 4 P´s (Product, price, placement, promotion), é conveniente desenvolver a relação com o outro, aprimorar a relação da empresa com o cliente. A isto chama-se marketing relacional.

 

A emergência do marketing relacional surge com a progressão de diferentes áreas substantivas para as respectivas teorias específicas que, posteriormente, através da experiência prática e do senso comum, dão origem à teoria geral do marketing relacional. Este terá a sua aplicação em diversas situações de marketing, com os devidos ajustamentos específicos. Esta posição é apresentada por Gummesson (1998). No fundo, o marketing relacional tem como objectivo principal a determinação e satisfação das necessidades individuais de uma forma única. Esta construção de relacionamentos tem como base o desenvolvimento de programas, isto é, formas de actuação para uma empresa conquistar e fidelizar o seu cliente. Estas estratégias podem ir desde programas de continuidade onde o cliente é recompensado pela sua lealdade com o fornecedor; programas de pertença que, tal como o nome indica, vão beneficiar o cliente por pertencer, por exemplo, a um clube de sócios; e por fim, programas de parceria com o objectivo de fidelizar o cliente através da combinação de benefícios de outras empresas associadas. Uma estratégia de marketing relacional, inclui, a maior parte das vezes, combinações dos diferentes aspectos dos três tipos de programas.

 

Um dos factores críticos para o estabelecimento de relações de one-to-one reside no sistema de informação sobre o cliente e a sua potencialidade. Como devemos, então, estabelecer um “bom relacionamento”?

As empresas devem lembrar-se do cliente e ajustar-lhe o seu comportamento em cada interacção, não se podem esquecer de cada característica individual, é necessária uma memória…é essencial uma boa base de dados.

 

A tecnologia de informação é o coração do marketing one to one e, se planeada com cuidado e tratada correctamente, o sucesso bate à porta. Um website é a forma, é o ambiente ideal para desenvolver o marketing relacional de uma forma eficaz e, desta forma deve identificar cada visitante ou dar um incentivo para que ele se identifique; diferenciar cada um deles, em cada visita tendo como base as suas necessidades passadas e futuras; obter todos estes dados sem submeter o visitante a questionários extensos; acompanhar e compreender o percurso do visitante dentro do site; reter toda essa informação; e adaptar-se para ir de encontro às necessidades e preferências de modo individual.

 

O relacionamento com o cliente pode ser aperfeiçoado com a implementação de um sistema de CRM (Customer relationship management). O CRM operacional vai aplicar as tecnologias de informação, prevendo todos os produtos de tecnologia para melhorar a eficiência do relacionamento entre a empresa e o cliente, proporcionando um atendimento o mais eficaz possível. A nova economia promoveu e obrigou a integração de sistemas, funções e processos nas empresas, assumindo a internet um papel preponderante e estratégico na gestão.

 

A internet veio para quebrar barreiras…até onde é que ela nos pode levar?!

 



publicado por visaocontacto às 08:52
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Gente que rala em harmonia

Rita Amaro | C13

 

TIMwe

São Paulo| Brasil

 

Li num artigo da revista Veja que um estudo da Gallup Organization tentou identificar a relação entre amizade e satisfação profissional, revelando que, quem tem um amigo no trabalho é sete vezes mais produtivo, criativo e envolvido nos projectos da empresa, do que o funcionário que mantém um relacionamento frio e distante com os colegas. Achei que era o tema perfeito para o meu artigo de opinião, já que o factor que mais tem marcado a minha passagem pelo Brasil é o ambiente de trabalho fantástico em que fui integrada.

 

Uma segunda-feira cheguei ao escritório e estava todo remodelado. Na minha mesa tinha um envelope que dizia Gente que rala em harmonia... e dentro explicava a iniciativa: Foi com todo o carinho, dor nas costas, nas pernas, nos braços, nos dedos, que isso foi feito para vocês. Não houve a menor pretensão de fazer um trabalho profissional, por isso não encha o saco se perceber pequenos defeitos – ou mesmo grandes!

Chega de paredes brancas e um escritório sem vida. Que venham as cores, os pufes, as balinhas na sala de reunião para quebrar o clima azedo que às vezes fica por lá, e mais um monte de detalhes “bobos” – mas que esperamos que façam uma diferença danada.

Não importa que a Exame não nos escolha para a lista do ‘Great Places to Work’. Eles é que perdem por não descobrir uma empresa com pessoas como você. E contamos justamente com você para que a gente tenha cada dia mais prazer em trabalhar aqui. Stresses? Sempre existirão. Mas pelo menos agora são mais coloridos. Um beijo de boas vindas ao nosso novo escritório.

 

Três pessoas tinham dedicado o fim de semana a colorir e renovar o ambiente do escritório e o resultado foi sensacional! Esta iniciativa, juntamente com muitas outras (happy-hour última quinta do mês, pequenos-almoços às sextas, etc.) têm criado um ambiente de trabalho invejável e uma relação de amizade e espírito de equipa incríveis, que fazem com que eu vá trabalhar todos os dias cheia de vontade e com um sorriso na cara.

 

Numa sociedade cada vez mais individualista, onde a grande maioria das pessoas passa, no minimo, 50% do tempo que está acordada no trabalho, parece-me inacreditável que ainda haja escritórios onde colegas de trabalho pouco ou nada se relacionem. É fundamental criar laços com as pessoas com quem convivemos diariamente grande parte do nosso tempo, não só para a nossa saúde mental, mas também porque um melhor aproveitamento é conseguido quando as pessoas se sentem comprometidas com a organização e equipa em que trabalham. É dada pouca importância a coisas simples como ter alguém com quem conversar, pedir conselhos, ou mesmo partilhar um olhar de cumplicidade, mas são pormenores que podem fazer toda a diferença e contribuir em muito para a produtividade da empresa. Quando a relação das pessoas é fluída e positiva, a comunicação fica mais fácil, o tempo despendido na coordenação de actividades de equipa é menor, os processos de resolução de problemas são mais dinâmicos e torna-se mais simples reunir diferentes perspectivas e expertises num único ambiente, pois existe um maior sentido de cooperação. O empenho de uma pessoa num ambiente de trabalho sério, pouco pessoal e com relações débeis é bastante inferior – toda a sua produtividade fica afectada, pois grande parte do tempo a pessoa fica consumida a gerir emoções.

 

Talvez  por ser um país tropical, com pessoas mais emotivas, no Brasil presta-se mais atenção às emoções e investe-se mais nas relações interpessoais. Fala-se muito em Inteligência Emocional nos dias de hoje, mas nem todos entendem o seu real significado e utilidade. Num mercado cada vez mais inseguro, onde a competitividade e tensão reinam,  acredito que as empresas que, não só sabem gerir pessoas, mas também as suas expectativas e emoções, saem a ganhar, promovendo um ambiente de trabalho saudável, acolhedor e divertido que estimula o empenho e criatividade dos seus trabalhadores.

 



publicado por visaocontacto às 13:20
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Guanxi, um elemento essencial nos negócios chineses

A cultura chinesa distingue-se da ocidental em muitas maneiras, e a forma como os negócios são conduzidos não é excepção.  Se queremos perceber quem manda na China, hoje em dia, temos que entender o significado da palavra guanxi. Traduzida literalmente, significa contactos. Mas é muito mais do que ter frequentado a mesma escola. Na Europa ou na América quem se conhece pode ajudar a arranjar um emprego, ou fazer entrar um filho numa boa escola. Na China, com quem se tenha guanxi pode significar a diferença entre liberdade ou cadeia, justiça ou discriminação, fortuna ou pobreza.

O termo chinês guanxi, traduzido, significa relacionamento e serve para qualquer tipo de relação. Mas no mundo empresarial chinês é entendido como a rede de contactos e conhecimentos entre várias partes que cooperam juntas e se apoiam umas às outras.

Guanxi é uma expressão fundamental e designa a complexa rede de relações indispensáveis ao funcionamento social, político e organizacional na China. Guanxi descreve a dinâmica básica na natureza complexa das redes de contactos influentes e relações sociais e o seu conceito central na sociedade chinesa. A mentalidade do empresário chinês é muito do género “Toma lá, dá cá”. Em suma, isto resume-se na troca de favores, que são esperados regular e voluntariamente.

Na sua forma mais básica, guanxi descreve uma ligação pessoal entre duas pessoas em que uma poderá realizar um favor ou serviço à outra. Guanxi também pode ser usado para descrever uma rede de contactos, com a qual um indivíduo pode contar quando algo precisa de ser feito, e através da qual ele pode exercer influência em benefício de outrem. O termo não é geralmente usado para descrever relações familiares, embora as obrigações guanxi possam ser descritas em termos duma família extensa. Também não é usado para descrever relações que possam encaixar noutro tipo de relações sociais já bem definido (patrão-empregado; estudante-professor; amizade). Os relacionamentos formados através do guanxi são pessoais e não transmissíveis.

Portanto, é um conceito importante para se aprender e entender se alguém quer funcionar correctamente e fazer negócios na sociedade chinesa. Considerando o crescimento da China, esta é, provavelmente, uma boa ideia. 

A importância do guanxi

Independentemente da experiência de negócios no seu país natal, na China é o guanxi certo que faz toda a diferença para assegurar que o negócio vai ter sucesso. Ao ter o guanxi certo, a organização minimiza os riscos, frustrações e desilusões ao ter negócios na china.

Frequentemente, é adquirindo o guanxi certo com as autoridades relevantes que se vai determinar o posicionamento competitivo de uma organização a longo prazo na China. Além disso, os riscos inevitáveis, as barreiras e armadilhas que se vão encontrar na China, serão minimizados quando se tem a rede de guanxi certa a trabalhar para nós. É por isso que o guanxi certo é tão vital para qualquer estratégia de negócio de sucesso na China.

Embora desenvolver e manter o guanxi na China seja muito exigente a nível de tempo e recursos, esse tempo e dinheiro necessários para estabelecer uma rede forte de contactos vale bem o investimento. O que o negócio pode obter em retorno através dos favores para os seus parceiros é, muitas vezes, muito mais valioso, especialmente a longo prazo, ou se se está em apuros. Até negócios familiares, na China, estabelecem vastas redes com os seus fornecedores, retalhistas, bancos e oficiais do governo local. É muito comum que indivíduos de uma organização visitem as casas dos seus conhecidos de outras organizações, trazendo presentes (como vinho, cigarros, etc). Apesar deste hábito poder parecer intrusivo, à medida que vamos aprendendo a cultura chinesa, torna-se mais fácil de entender e fazer parte deste costume que é tão central para o sucesso duma actividade comercial chinesa. 

Os chineses preferem lidar com pessoas que conhecem e confiam quando se trata de fazer negócios. Apesar de parecer não ser muito diferente de fazer negócios no mundo ocidental, esta confiança imensa nos relacionamentos significa que as companhias ocidentais têm que se dar a conhecer aos chineses, antes que qualquer negócio possa ter lugar. Além disso, esta relação não é simplesmente entre empresas mas também entre indivíduos, a um nível pessoal. A empresa tem de manter esta relação se quiser fazer mais negócios com os chineses.

Em primeiro lugar, o guanxi não tem de ser baseado em dinheiro. Tratar alguém com decência, quando outros o tratam injustamente, pode resultar numa boa relação. Segundo, começa com, e é construído, através da fidedignidade do indivíduo ou da empresa. Em terceiro lugar, ser confiável e fidedigno definitivamente vai reforçar a relação. É como serem amigos, e os amigos podem contar um com o outro nos bons e maus momentos. Quarto, contactos frequentes entre eles fomentam o entendimento e os laços emocionais e os chineses frequentemente sentem-se obrigados a fazer negócios com os amigos primeiro.

No contexto chinês, o guanxi assume um carácter muito semelhante ao contrato no caso da empresa ocidental, em geral representado por pessoas ou entidades. Quando alguém faz um pedido a um detentor de recursos (quaisquer que eles sejam), este, ao invés de se debruçar sobre um papel, considera o tipo de guanxi existente entre ambos, para depois adoptar comportamento de acordo com regras específicas de interacção social. Se não se conhecer o detentor de recursos, pode ser solicitada a intervenção de um intermediário, de preferência de posição elevada.

O guanxi é usado como uma fonte de conhecimentos e especializações, para encontrar parceiros de negócios e fornecedores. Outras razões são arranjar melhores relações de maneira a criar novos negócios e gerar novos clientes. Através de referências, as oportunidades surgem e apoiam o negócio. Guanxi é também usado para cooperar, estar informado, e manter clientes existentes. Consultoras também usam guanxi para ajudar, fazer acordos negociais, explorar compradores potenciais e como uma ferramenta de marketing.

O guanxi é completamente legal na cultura chinesa e não considerado como suborno de qualquer forma. Por isso, não há necessidade nenhuma de nos sentirmos desconfortáveis em relação a isso. Mas, por vezes, as obrigações guanxi têm precedência sobre deveres civis, levando ao nepotismo e amiguismo. Quando uma rede guanxi quebra regras burocráticas, pode levar a corrupção.

E há também riscos neste sistema. Quando alguma coisa corre mal, as relações são desafiadas, e as amizades rapidamente desaparecem. Guanxi pode também ser muito unilateral. Quando está envolvido guanxi, existe o risco de obter uma factura com o dobro do valor pelo qual se negociou.

Curiosidade: A resposta mais comum para aceitação de uma desculpa em Mandarin é  méi(yǒu) guānxi , que literalmente traduzido significa “não tem guanxi” (implicações).

O desenrascanço à portuguesa

A propósito de características culturais, e como nota final, refiro-me agora a uma grande tendência portuguesa, que muito jeito nos dá (e falo por experiência própria) quando decidimos embarcar em aventuras na China.

Um site norte-americano fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais falta fazem à língua inglesa. A palavra portuguesa "desenrascanço" é a que lidera (ilustrada com o protagonista da série MacGyver).

“Desenrascanço: a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios. O que é interessante sobre o desenrascanço - a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura. Enquanto a maioria de nós crescemos sob o lema dos escuteiros 'sempre preparados', os portugueses fazem exactamente o contrário. Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos. E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas. Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanço".

E não é que temos mesmo? 

 

Maria João Bacelar | C13

Shaoxing Lorenz Bell

Shaoxing | China



publicado por visaocontacto às 12:29
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Fare il portoghese
João Calapez | C13
 
Sonae Sierra
Milão | Itália
 
 

Ao saber que vinha morar para Itália, não previ grandes dificuldades relativas à aculturação, muito menos um choque de culturas. Passados quase cinco meses posso dizer que tinha razão. As diferenças culturais naturalmente existem e provocaram alterações no dia-a-dia, mas se é a isso que se chama processo de aculturação, então o meu correu da melhor forma possível.

 

Começando pela alimentação, a cozinha italiana é uma das mais difundidas a nível internacional, pelo que qualquer pessoa conhece minimamente a oferta disponível e não tem grandes surpresas quando vai a um café ou restaurante. Ainda assim, começar o dia com um cappuccino em vez de um galão e uma brioche (que na verdade é um croissant) em vez de uma torrada teve que passar a fazer parte da rotina. Uma acqua naturale não é aquela que não está fria, mas sim a que não tem gás. A pasta deixou de ser um acompanhamento e passou a ser um primo (um primeiro prato) e, supostamente, depois dele ainda viria o secondo (que seria um prato de carne ou peixe). Felizmente é aceitável comer apenas um deles. Mas caso se comam os dois, inverter a ordem dos pratos (comer primeiro o bife e só depois a massa) ou pedir que venham em simultâneo é visto com alguma estranheza. Se todas as refeições, em geral, são boas ocasiões para se conhecer pessoas, o aperitivo milanês é, por excelência o evento social mais apreciado da cidade. Na prática, é um motivo de encontro com os amigos ao final da tarde, onde a bebida é acompanhada por um buffet, e que acaba por substituir o jantar num restaurante (de forma bastante mais económica).

 

A par dos aperitivos, jogar calcetto (futebol de cinco) à segunda-feira à noite com os colegas de trabalho foi para mim um dos mais importantes factores de integração. Entre interistas, milanistas, romanistas ou juventinos, falar de futebol será uma das formas mais fáceis de socializar com um italiano. Na verdade, o calcio, mais do que o desporto preferido, é uma das paixões deste povo, um tema de conversa recorrente de manhã nos cafés, durante as pausas do trabalho, ou fora delas, e até às refeições. Ao dizer que sou português, recebo automaticamente um de dois comentários, sempre ligados a este tema: ou adoram o José Mourinho (os interistas) ou detestam-no (os restantes). E muita gente pensa até que todos os portugueses têm o feitio especial do nosso notável compatriota. Se acontecer estar em casa e não ter ninguém com quem falar de calcio, basta ligar a televisão e assistir a um dos muitos programas (pelo menos um por dia) exclusivamente dedicados a este desporto.

 

A televisão é de facto outro dos aspectos característicos deste país. Para além da já referida omnipresença dos programas sobre futebol, há outros elementos que se encontram facilmente em qualquer programa, desde os talkshows aos concursos, nomeadamente a bela apresentadora (ou bailarina ou até a simples assistente que lê os e-mails dos espectadores) que usa sempre um vestido que realça os seus dotes corporais e em torno dos quais gira toda a emissão. Todos os filmes e séries estrangeiros são dobrados. Por último, e associado ao temperamento dos italianos, é também frequente assistir-se a acesas discussões sobre temas que vão desde o Grande Fratello à política nacional.

 

Estes são alguns dos aspectos que resolvi realçar, mas obviamente há mais, como por exemplo a obsessão pela imagem e pela moda (levada ao extremo aqui em Milão), ou a facilidade com que nos podemos de transportes públicos (desde a bicicleta até ao comboio). Em suma, pondo tudo numa balança, o resultado é uma adaptação extremamente simples, facilitada pelo espírito receptivo dos italianos e tornada mais interessante pelas suas peculiaridades.



publicado por visaocontacto às 08:17
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Oportunidades no BRIC Índia
Nuno Manuel Leal Lopes | C13
 
AICEP - Portugal Global
Nova Deli | Índia
 

Pequeno olhar sobre a Índia

 

A evolução da cultura milenar tradicional indiana tem-se pautado por uma assinalável continuidade até ao século XXI. Porém, esta situação tende a mudar. O exponencial crescimento económico indiano, registado na última década, permitiu uma mobilidade social e a emergência de uma classe média jovem que começa a pôr em causa valores sócio-culturais e a adoptar comportamentos e estilos de vida ocidentalizados.

 

Numa primeira análise da sociedade indiana, o que ganha especial relevância é, inevitavalmente, o sistema de castas ainda vigente que tem grande impacto na dinâmica nacional ao nível da estruturação e organização. Apesar da  proibição ao nível constitucional, é praticado pelo Hinduísmo, ou seja,  por cerca de 80% da população. Assim, torna-se difícil a tarefa de compreensão da dimensão deste fenómeno, de uma compreensão da entidade nacional indiana, bem como, da matriz política e sócio-cultural.

 

A maior democracia do mundo é resultado de uma diversidade cultural, racial e  religiosa acentuada (foi o berço de duas das mais importantes religiões do mundo: Hinduísmo e Budismo), alicerçada numa rica herança cultural de 5.000 anos e na primeira experiência unificadora do domínio cultural britânico (administração centralizada), que converteu uma das mais antigas civilizações do mundo num Estado-Nação.

 

Temos que ter em conta que se trata do segundo país mais populoso do planeta, com uma densidade demográfica de 332, 2 habitantes/km2.

 

 

Oportunidade

 

Apesar das relações históricas e seculares entre Portugal e a Índia, houve um corte das relações diplomáticas, até 1975, entres os dois países aquando da expulsão por ordem de Jawaharlal  Nehru (então primeiro-ministro) das colónias de Goa, Damão e Diu em 1961.

 

Como mercado emergente e potência económica pertencente ao grupo dos BRIC (grupo criado pela Goldam Sachs em 2003), a Índia é um mundo de oportunidades para as empresas portuguesas. O mercado indiano tem-se expandido continuamente desde a reforma económica de 1991, então protagonizada pelo actual Primeiro-Ministro (na altura Ministro das Finanças) Manmohan Singh. Com a liberalização da economia, o crescimento económico indiano tem revelado um rápido crescimento do PIB, incentivos ao IDE e às exportações. O aumento dos níveis de emprego deveu-se, principalmente, à aposta no sector das tecnologias de informação e na formação de quadros. Não é de descurar a subida do índice de transacções da bolsa de valores desde 2001 (200%) até à actual crise.

 

O desenvolvimento económico indiano está concentrado em meios urbanos e, sobretudo, em cinco grandes metrópoles, a saber: Deli, Mumbai (Bombaim), Bangalore, Kolkota (Calcutá) e Chenai (Madras) e, ainda, a cidade de Hiderabab, que tem ultimamente ganho dimensão e vindo progressivamente a juntar-se ao grupo das outras cinco. É, pois, nestes centros urbanos que vive e trabalha a emergente classe média indiana de 200 milhões de pessoas , dos quais, 50 a 70 milhões (as opiniões divergem)  terão um nível de vida que se aproxima dos níveis ocidentais tendo também apetência para consumirem produtos ocidentais, que são por eles considerados sinais emblemáticos de ascensão social,  entre os quais o vinho.

 

 Além da sua posição geográfica, a Índia é favorecida pelo respectivo fuso horário que representa mais um elemento atractivo às multinacionais, que na procura de ganhos de eficiência concentram os seus recursos no core business e sub-contratam as empresas de tecnologias e de terceirização de serviços tecnológicos para os restantes processos. Serviços de programação, back offices e call centers (por exemplo: BPO- Business Process Outsourcing) são uma realidade intrínseca à economia indiana.

 

Em comparação com as restantes economias asiáticas, a Índia tem a vantagem de não depender tanto das exportações para o crescimento económico, sendo sustentada pela procura interna. A Índia, de modo a fazer acompanhar este desenvolvimento económico assente no mercado interno (com cerca de 250 a 300 milhões de consumidores da classe média em termos de paridade de poder de compra), da sustentabilidade requerida vai necessitar de um forte investimento nas infra-estruturas indispensáveis à base industrial.

 

Melhoramentos necessários ao nível da rede rodoviária, aeroportuária, de energia e telecomunicações e os sub-sectores relacionados, são a OPORTUNIDADE de negócio que merece ser explorada pelas empresas portuguesas.

 

AICEP

 

No escritório da AICEP em Nova Deli, respondemos às solicitações das empresas portuguesas e indianas que tenham o objectivo da internacionalização, em ambos os sentidos.

 

O pedido de contactos de Clientes Finais, para eventuais parcerias, é uma constante. Nas múltiplas pesquisas de mercado que efectuámos, indicamos desde os distribuidores e produtores aos importadores e exportadores, que consideramos serem os mais adequados, para cada produto/serviço, neste gigante asiático. A resposta quanto a eventuais dúvidas mais específicas, como por exemplo, ao registo de princípios activos, taxas alfandegárias impostas, documentos necessários à exportação/importação, são outros casos típicos dos pedidos de informação das empresas portuguesas, aos quais respondemos com urgência.

 

Na captação de investimento para o mercado Português, seleccionamos e contactamos as empresas com historial de investimento no estrangeiro e experiência em lidar, com sucesso, com diferentes realidades económicas, culturais e sociais. Empresas que têm uma política de reinvestimento em I&D, ou seja, capacidade para introdução de competitividade, inovação e maior produtividade às economias onde operam.

 

São sectores dereferência:

Automóvel, Pasta de Papel, Produtos Minerias não Metálicos, Energia, Turismo, Actividades e Tecnologias Marinhas, Nanotecnologias diversas, Software, Biotecnologia, Equipamentos Médicos, Design (industrial, etc.).

 

Depois do envio de e-mails e posteriores follow-ups procedemos à marcação de reuniões e à apresentação do nosso País. A representação de Portugal em eventos é, obviamente, uma das nossas responsabilidades.

 

É assim o quotidiano na Embaixada Portuguesa em Nova Deli, com um calor suportável e esporádicas quedas de energia, no bairro de Chanakyapuri.

  

Números e percentagens:

- cerca de 800 milhões de pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia

- cerca de 500 milhões vivem abaixo do limiar de pobreza

- 200 milhões não têm comida sufciente para satisfazer as necessidades básicas de nutrição

- existem 4 principais castas: 5% a 10% da população é Brahman (actividades religiosas e do foro intelectual), 30% é Kshatriya (preservação e defesa da sociedade, hoje em dia os indivíduos podem ser funcionários, cientistas ou professores) 20 a 30% pertence aos Vaishiyas (actividade comercial ou empresarial) e a restante população é Shudra (actividades manuais e de limpeza). Este sistema de castas é simbolizado pelos vários membros da Deusa Ganesh. De notar que a casta mais baixa, os Intocáveis, não é considerada neste simbolismo religioso.

- 72% da população é rural, sendo a restante 28% urbana

- a Índia é o quarto produtor farmacêutico mundial

- em 2005-2006, 54% do PIB era representado pelo sector dos serviços

- a rede ferroviária transporta 12 milhões de pessoas diariamente e emprega 1.6 milhões de pessoas, representado o maior quadro mundial de funcionários (Indian Railways)



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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
O papel da Aicep na Turquia

Ana Mafalda Salgado | C13

 

AICEP

Ancara | Turquia

 

 

 

É curioso verificar que, tal como a Turquia serve de Ponte política, económica e social entre a Europa - Ásia - Médio-Oriente, também a AICEP tem como principal função ser a ponte facilitadora, direccionada para os negócios, entre Portugal e os restantes países.

 

Será que está a conseguir? Respondendo ao desafio que me foi colocado, tentarei analisar o papel da AICEP na Turquia através do modelo de gestão SWOT. Dando assim uma visão externa e interna sobre a actual posição da AICEP Turquia.

 

Contextualização:

A AICEPAgência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal - está presente em Ancara desde, sensivelmente, 1998, sendo que até ao momento recorreram à mesma milhares de empresas Portuguesas e Turcas.

Nas relações comerciais com Portugal e, independentemente ou não da AICEP - de seguida explico o comentário -, assistiu-se a um progressivo aumento das exportações de Portugal para a Turquia. Sendo que, de 2002 a 2008 cresceu em média 7,5%, e apenas no 3º trimestre de 2008 diminuiu devido ao início da crise global.

 

Análise SWOT:

Existem duas formas de as empresas solicitarem apoio à AICEP.

Uma, quando contactam directamente as representações do estrangeiro via internet, fax ou telefone.

E outra, quando se inscrevem na agência e ficam agregadas a um Gestor de Cliente.

 

Fraquezas:

Muitas são as empresas que optam por contactar autonomamente a AICEP Ancara, em vez de se inscreverem na AICEP em Portugal. E devido à inexistência de uma ferramenta de controle, ou da obrigatoriedade de as mesmas reportarem os resultados finais obtidos, fica aqui uma lacuna por colmatar. Pois é devido a essa lacuna, que de momento, não é possível avaliar o impacto dos resultados de cada empresa no total das exportações de Portugal para a Turquia.

 

Outro factor a melhorar seria um maior conhecimento dos sectores considerados importantes para a Turquia. Pois, dessa forma, poderiam ser dadas mais oportunidades a outras empresas além das que recorrem por si mesmas à AICEP. Ou seja, mais do que as notícias diárias da AICEP, poderiam ser feitos workshops ou briefings pela AICEP/Associações Sectoriais, de forma a que esta representação se mantivesse constantemente actualizada sobre o que estes sectores têm de novo para oferecer.

 

A nível dos contacteantes, refiro o exemplo do programa de estágios semelhante ao nosso, “ICEX” de Espanha (www.icex.es), no qual os estagiários destinados a algumas cidades da Ásia e Médio-Oriente têm mais três meses que os outros para aprenderem o idioma local. Sendo que, nesses primeiros meses, vivem numa família de acolhimento e frequentam um curso intensivo da língua. Apenas nos meses seguintes estão no departamento económico da Embaixada da Turquia, e no fim, grande parte deles fica a trabalhar nas empresas espanholas localizadas nesses locais devido, entre outros factores, ao conhecimento da língua.

.

 

Mas, mais do que números, são imensas as ferramentas e mais-valias que a AICEP pode providenciar às empresas que a ela recorrem, sendo para tal apenas necessário: conhecer.

 

Conhecer!

 

Eis a palavra chave indispensável a qualquer actividade, ou entrada num terreno desconhecido. E como pode a AICEP ajudar as empresas portuguesas a conhecer a Turquia?

 

Pontos Fortes:

Fazem parte dos seus pontos fortes os vários produtos de que as empresas localizadas em Portugal podem beneficiar. Tais como: o “ABC” sobre o mercado, a abertura de portas à criação de parceiros, clientes, distribuidores, importadores, ou análises sectoriais e estatísticas. Enfim, toda uma panóplia de informação, que sendo local, acaba por ser também uma fonte priveligiada de conhecimento. Pois encontra-se no mercado há cerca de 10 anos, sendo vários os contactos e as informações que angariou ao longo dos tempos. Para saber mais: www.portugalglobal.pt

 

No caso da Turquia, torna-se ainda mais imprescindível, pelo factor idioma, dado que, tanto em organismos públicos, como privados, actualmente, 90% das empresas que contactei, não falavam inglês, ou ao fim de algum tempo, lá se encontrava alguém que falava com alguma a muita dificuldade (dependendo da empresa e região). No entanto, muitos falam alemão, russo, chinês, francês, ou outros dialectos de países vizinhos, mas muitas vezes não falam inglês. Sendo, portanto, um factor a ter em conta no caso de serem as próprias empresas a contactá-los. Dado que Portugal, em comparação com outras ofertas que já tenham de outros países, pode ser-lhes completamente indiferente.

 

Exemplo, a China, com preços incomensuravelmente mais baratos, a Alemanha, França, ou Itália com quem têm relações antigas, fortes, e às quais associam produtos de qualidade (os primeiros principalmente).

Enquanto que o contacto através da AICEP Ancara, localizada na Embaixada, é um organismo ao qual dão maior importância, e pelo menos reconhecem-no, sendo que assim a história poderá ser outra!

Tornando a AICEP num alicerce muito importante nestas relações.

 

 

Ameaças:

Quanto à Turquia, a principal ameaça é o facto de a marca nunca ter tido uma grande ou incisiva projecção.

De 90% das empresas Turcas contactadas, raras são as que conheçem ou ouviram falar no nome AICEP.

Sendo que, em Ancara, estando localizada na Embaixada, tem podido utilizar esse facto a seu favor. Apresentando-se como uma espécie de “secção” comercial que as outras embaixadas têm.

No entanto, com a nova abertura de um escritório em Istanbul, terá que se utilizar outra estratégia, e de maior impacto, ao mesmo tempo que se apresenta uma nova oportunidade de se diversificar a forma como se tem dado a conhecer.

 

A economia turca é caracterizada por ciclos de elevado crescimento seguidos de grandes crises, o que pode assustar as empresas portuguesas, dificultando o trabalho da AICEP. Facilmente, de um momento para outro, as empresas cortam abruptamente as importações, ainda que as tenham referido numa factura proforma. No entanto, relembra-se que, normalmente, se trata apenas de um “ciclo”. E nem todas actuam assim, mas alerta-se para o facto a precaver.

 

 

Oportunidades:

Há dois dados externos que abonam a seu favor. Um, o facto de nunca ter havido quaisquer problemas com Portugal e sermos vistos como um país “simpático”.

E outro, o facto da população jovem turca, e não só, ser muito adepta do que está na moda. Recentemente foi a ocasião dos ecrãs plasma,  todos queriam ter um. Antes, os telemóveis e ipods (mesmo que pelo mercado negro), as roupas, etc. São um povo muito trendy e fashion! Todas as raparigas se maquilham desde a preparatória. O que os torna num povo muito receptivo às coisas novas e fashion. Mesmo no turismo, os jovens gostam de viajar e comprar algo de fora (para ostentarem no seu país). Não é superficialidade, é vaidade e exibicionismo. Ou no nosso simples português: Não é defeito, é feitio.

Sendo que estes dados e, principalmente o facto de serem receptivos, comunicativos e consumistas, torna o ambiente comercial muito favorável às relações com a AICEP e empresas de Portugal. Depois, é uma questão de “quem apresenta o melhor produto ou argumento?”. E quem sabe, não fica Portugal na moda (para além do Ronaldo e das Laranjas*)?

 

 

Casos de Sucesso e outros..

A empresa Microfil, que muito corajosamente, participou num concurso da NATO, no qual ficou em 2º lugar, pois o preço da empresa turca era imbatível. Fica o exemplo da iniciativa a ser seguido. Diz o provérbio que “dos 2º lugares não reza a história”, pois aqui fica a sua história.

A Sparks começou por aumentar as suas exportaçoes e depois fez um investimento na Turquia. A SiMoldes que conseguiu vender moldes directamente à Ford! Bem como todas as outras que já têm investimento na Turquia, como a Mota Ceramics, Tim We, Millenium, Cimpor, a Emparque, e a última investidora portuguesa - Portek, entre muitas outras, com presença na Turquia.

 

Portanto sao muitos os exemplos a seguir... E muitas as chances de sucesso. Bastando para tal: conhecer-se bem, conhecer os outros e, por fim, arriscar de acordo com a oportunidade que se vislumbre, sem ter que “dar um tiro no escuro”.

Podendo agora contar com a “luz” (ou ajuda) da AICEP de Ancara e Istanbul, ou ainda com um Gestor de Portugal.

 

Boa sorte! Qualquer que seja a vossa opção!

 

 

*Noutro artigo.



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Brasil: Até quanto um país irmão?
André Gomes | C13
 
Prio Agricultura e Extracção Ltda
 
São Luís | Brasil
 

É quase do uso geral designar o Brasil como o País Irmão, contudo para além da língua (que tem variações no vocabulário e sintaxe em relação ao português europeu) e de apresentarem vestígios culturais nossos, pouco mais existe a unir-nos. As diferenças são mais que muitas, inclusivé dentro do próprio país, desde a multietnicidade (desde o Sul predominantemente "europeu" ao Norte e Nordeste "indígena" e afro-americano), passando pelo clima, gastronomia, infra-estruturas até à mentalidade e cultura de trabalho.

 

Profissionalmente, deparei-me com uma realidade de trabalho diferente da que conheci em Portugal. Eu, que sou formado em Eng.ª Civil e que estava habituado ao uso de equipamento e tecnologia em detrimento de mão-de-obra, confrontei-me com o inverso e confesso que foi útil para a minha formação, permitindo aprender como poupar em processos construtivos pois, até tarefas consideradas tão simples como amarrar armadura, são feitas de modo diferente. Uma das barreiras que tive que enfrentar foi o vocabulário técnico diferente do nosso, concreto (betão), formas (cofragem), picão (perfurador hidráulico), sapão (compactador) entre outros, são termos que tive que usar no meu dia-a-dia e que me saem já de forma espontânea e fluente.

 

Uma das situações mais hilariantes com que me confrontei, foi quando contactei um fornecedor por telefone para saber se fazia "vedação com pilaretes de betão armado e com 5 fiadas de arame liso" ao qual ele respondeu que não fazia. Colegas meus de trabalho que são brasileiros assistiram à conversa por telefone, riram-se e explicaram-me como deveria ter dito porque o fornecedor não tinha entendido nada. Voltei a contactá-lo e perguntei de outra forma: " Você faz cercas com postes de concreto armado e com 5 fiadas de arame liso?" à qual ele dessa vez respondeu que sim. São estes pequenos detalhes que, por vezes, podem prender negócios.

 

Pessoalmente, também está a ser bastante enriquecedor. O Maranhão, onde trabalho, é um dos estados mais pobres e subdesenvolvidos do Brasil, com um PIB per capita comparável ao dos países africanos, mas, esse facto por si só, não tira a felicidade e simpatia às pessoas. Agora pergunto eu, nós portugueses, que andamos sistematicamente a queixar-nos das condições de vida do nosso país e que é de  longe muito mais desenvolvido do que todas as áreas que o Maranhão, como nos comportaríamos nestas condições?!

 

Sem qualquer sombra de dúvida, a interculturalidade alarga-nos os horizontes e faz-nos mudar determinados preconceitos.

 



publicado por visaocontacto às 08:08
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Parte do rosto de Portugal: Holanda

 

Ana Luísa Fonseca | C13
Aicep Portugal Global
Haia, Holanda

 

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP Portugal Global) tem escritórios que representam o país em todo o mundo – daí a indicação Portugal Global. O grande valor desta realidade é o facto de Portugal se tornar globalmente presente, participando em eventos locais e conseguindo contactos que lhe abram portas para novos projectos. É aquilo que popularmente chamamos de estar no sítio certo à hora certa.
 
Se um holandês quiser importar um produto português, pode (à partida) ter dúvidas quanto ao produto ou relativamente à escolha mais acertada para o seu interesse. A título exemplar, e de grande importância nas relações comerciais entre Portugal e a Holanda, aparece-nos o vinho. Imaginando que um holandês pretende importar vinho português, surgem-lhe algumas perguntas; por exemplo: que vinho escolher, com quem contactar ou qual a legislação a ter em conta. Entrará, em princípio, em contacto com a Aicep, seja porque conhece as suas competências, seja porque para aí é orientado pelos serviços diplomáticos e consulares. A Aicep é, verdadeiramente, parte do rosto de Portugal para os holandeses.
 
A Aicep também apresenta iniciativas de captação de investimento, que se traduzem em dois modos de actuação:
 
- Antes de mais, a aproximação pode ser feita através de uma abordagem directa das empresas potenciais. Esta abordagem é feita após uma pesquisa exaustiva daquelas que são potenciais investidoras, através de alguns critérios como a dimensão da empresa, o facto de já investir no estrangeiro (ou de demonstrar interesse nesse sentido) e a dedicação a sectores que interessem a Portugal. Esta abordagem é feita, primeiramente por escrito e, eventualmente, de forma pessoal. Não podemos esquecer que tratando-se de empresas de grande dimensão, se torna muito complicado chegar a uma efectiva conversação com os responsáveis;
- Outro modo de acção possível é a representação de Portugal em eventos (por si  ou por outrem organizados) onde possam estar presentes potenciais empresas, para aí divulgar o país e as suas potencialidades e conseguir contactos que permitam desenvolver projectos futuros, em Portugal. Porém, para que isto aconteça são necessárias condições, principalmente, orçamentais. Sem estas participações ou mesmo a organização destes eventos, e ficando os pontos de rede confinados ao trabalho que vai aparecendo na secretária, a Aicep no mundo perde grande parte do seu potencial. Afinal, vivemos tempos dominados pela internet e pela informação à distância de um clique em que apenas a presença física das pessoas nos diversos eventos ainda vai sendo insubstituível.
 
Em relação à internacionalização do tecido empresarial português, podemos afirmar que, em fases críticas, como a que vivemos actualmente, sendo as verbas disponíveis muito inferiores ao que seria necessário para levar a cabo as boas intenções existentes, aquilo que a Aicep apresenta de fundamental e precioso é o know how dos seus funcionários. A mais-valia dos pontos de rede é, nas palavras de um deles, o conhecimento do mercado e a bagagem de contactos. Neste campo, grande parte do trabalho da Aicep passa pelo chamado lobby, que foi sendo construído através de campanhas de divulgação - organização de eventos, viagens a Portugal (nomeadamente para jornalistas), entre outros.
 
Hoje em dia, devido à escassez de verbas e consequente escassez de iniciativas promocionais da Aicep, este lobby vai, naturalmente, perdendo força. Muito do que ainda vai subsistindo deste lobby explica-se pelas iniciativas de outrora e pelas boas relações que foram ficando mas que também se vão perdendo (e a verdade é que, com estas perdas, muito perde o país). É importante não esquecer que os restantes países têm continuado a investir em campanhas de divulgação e, com estas, vão puxando para si preciosos contactos que procedem ao investimento e à promoção do país em causa.  
 
Em conclusão, Portugal é um país com grandes potencialidades e os estrangeiros que as conhecem, apostam nelas. O grande problema é que a maioria dos estrangeiros as desconhece, nomeadamente pela falta de divulgação de que padecem. A concorrência é grande demais para nos darmos ao luxo de esperar que os investidores venham ter connosco. Com a Aicep, temos o conhecimento dos mercados estrangeiros e os contactos ideiais dentro destes mercados. Isto leva-me a pensar: até onde iria Portugal se a Aicep tivesse verbas suficientes para investir? Com o reconhecimento estrangeiro da qualidade que temos, não cresceria apenas a economia mas também o orgulho e a motivação dos portugueses. O orgulho em ser português hoje, deixando de centrar tal orgulho nos feitos passados, e, por conseguinte, a motivação desejável para melhorar e aumentar as suas relações comerciais externas.

 

 

 



publicado por visaocontacto às 21:09
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Domingo, 21 de Junho de 2009
Pas de problème
Cristina Mendes   |   C13
 
Arcofina Holding - Hotel Hilton Alger
Argel | Argelia
 

A semana passada o meu chefe, à hora de saída, diz-me o seguinte :

 

- Christinaaa, vous êtes entrain de devenir algérienne! Ahaha.

Ao que respondi:

- Quoi ? Moi ? Porquoi?

Não me quis responder, disse que ficaria para o final do estágio.

 

Fiquei a pensar no assunto, tentando descobrir o que o levou a fazer semelhante observação.

Acabei por perceber que, realmente, há coisas que executo inconscientemente e que são reflexo inato das influencias culturais a que estou inevitavelmente submetida.

 

Estou a viver em Argel há quase 4 meses e a bijutaria que uso é berbere, a música do meu mp3 é o Raï (musica popular folclórica oriunda de Oran – Argélia ocidental) e dou por mim frequentemente a empregar palavras francesas em pleno discurso português.

 

Noto, também, que estou mais descontraída em relação a certas exigências a que estava habituada sobretudo no que respeita a comida, condições de higiene e até de conforto. Tive de me habituar às casas de banho turcas e copos e talheres menos higienizados, pas de problème, o que se perde em exigência e rigor, ganha-se em imunidade e capacidade de improviso.

 

O mesmo se passa com a minha tolerância para com irregularidades na estrada. Rotundas contornadas em sentido inverso e ultrapassagens pela berma da auto-estrada, pas de problème, assim evita-se o trânsito infernal muito mais facilmente.

 

Também estou a habituar-me um pouco ao ritmo do povo argelino, que deixa tudo para o último segundo. As situações são tratadas à custa de sucessivos pas de problème até haver mesmo um problème pois não foram resolvidas a tempo. Talvez por causa da religião, que influencia todos os momentos da suas vidas.  Segundo o Al Corão, o percurso de um ser humano é pré-definido e "não é dado ao fiel, nem à fiel, agir conforme seu arbítrio, quando Deus e Seu Mensageiro é que decidem o assunto." (Surata 33, versículo 36). Para além disso, a verdadeira vida é aquela que se vive após a morte; não sendo a vida que vivemos real, mas um mero sonho e por isso não devêmos levá-la muito a sério.

 

Não me consigo adaptar com facilidade no que toca a relação desproporcional entre homem e mulher em termos de relevância na sociedade. Aqui, o homem é um ser superior, e nem vale a pena questionar porquê; está escrito no livro sagrado. Há bastantes mulheres emancipadas, especialmente na área de negócios, mas em posições de liderança prevalecem sempre os homens, e as próprias mulheres preferem ser lideradas por uma figura masculina, pois , segundo consta, têm mais capacidades. O simples facto de andar sozinha na rua em pleno dia é uma aventura, é preciso coragem para enfrentar os comentários menos elegantes e comportamentos que visam unicamente reprimir a liberdade feminina.

 

Contudo, não posso deixar de sublinhar a hospitalidade e prestabilidade dos argelinos, que é absolutamente inacreditável para um povo que sofreu tanto na historia (de realçar que não foi há mais de 10 anos que havia recolhimento obrigatório e massacres terroristas em doses diárias).

 

E lembro aquela frase do meu chefe. Provavelmente por ser morena e com traços mediterrânicos sinto-me parecida com a tipologia da mulher argelina. Nesta cidade de contrastes e mística, com o mar para onde se estendem os olhares, de qualquer ponto que nos situemos, encontro, de certo modo, algumas afinidades com Lisboa, e talvez por isso me sinta bem integrada no cenário de Argel.



publicado por visaocontacto às 16:07
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Sábado, 20 de Junho de 2009
A Energia Eólica e os mitos na Polónia
 
 
 
Patrícia Silva | C13
 
Martifer Energy Systems
 
Gliwice | Polónia
 
 

O desenvolvimento actual da energia eólica na Polónia face ao desenvolvimento Europeu

 

Muitos países decidiram fixar metas quantitativas ambiciosas para a quota de energia eólica no seu cabaz energético. Actualmente, a geração eólica cobre mais de 20% do sector doméstico de energia na Dinamarca e quase 9% em Espanha, sendo que a demanda coberta pela energia gerada a partir do vento na UE - 25 é de 3,3%.

 

A Alemanha, líder no sector, tem uma capacidade total instalada que excede os 20.600MW; a esta segue-se a Espanha, com mais de 11.500MW. No território da Europa, totalizando, existem turbinas eólicas que perfazem uma capacidade maior que 48.500MW, valor este que tem aumentado consideravelmente a cada ano.

 

A utilização de energia eólica na Polónia ainda se encontra numa fase inicial, sendo ainda um dos países com menor densidade da Europa (capacidade instalada per capita 0,0037 kW, e 0,45 kW/km2).

 

Neste território, actualmente, existem cerca de 142 turbinas, perfazendo uma capacidade de geração de energia total de 463MW no passado mês de Fevereiro. A utilização desta energia no consumo doméstico de energia eléctrica tem vindo a aumentar, como esperado: em 2004 assumia o valor de 0,1% e, em 2008, já conta com 0,51%.

 

De momento ainda não existem projectos de parques eólicos realizados offshore na Polónia, enquanto em países como a Grã-Bretanha, Dinamarca ou Holanda, este investimento offshore é o principal foco no desenvolvimento do sector.

 

 

 

 

Parques eólicos na Polónia

[Imagem: Os parques eólicos distribuem-se mais pela secção Norte, Centro e Sul do país, sendo que as regiões a Este e Sudoeste estão ainda por investir]

 

 

Subsídios para produção de energia eólica na Polónia

 

Actualmente na Polónia, investidores de parques eólicos podem solicitar apoio para a realização dos investimentos da construção destes parques do Fundo da Defesa Nacional de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Poucos parques têm este apoio, pois as regras de concessão de empréstimos e amortização e concessão das garantias, créditos e doações de recursos deste fundo não são especialmente favoráveis para a energia eólica. No entanto, os investidores interessados no financiamento de projectos neste sector podem também inscrever-se nos fundos Europeus 2007-2013, que oferecem a oportunidade de co-financiar projectos em fontes de energia renováveis.

 

Perspectivas de desenvolvimento

 

A necessidade de aumentar a utilização de fontes de energia renovável resulta nas obrigações internacionais da Polónia respeitantes à União Europeia. A adesão à EU e respectivas directivas relativamente a fontes de energia renovável, impõem sobre a Polónia a obrigação de estas participarem com 7,5% no consumo energético nacional bruto em 1010. Por cima de tal valor, está a decisão do Ministério da Economia Polaco, onde consta o aumento desta meta para 10,4% (estes planos dizem respeito à instalação de 2000MW de energia eólica e 2,3% das quotas de produção desta no consumo energético nacional).

 

Futuro mais longínquo

 

Outros objectivos, a longo prazo, após o de 2010, também já estão em curso: a Polónia, à semelhança de outros países membros, trabalha actualmente mediante a determinação de objectivos no âmbito da utilização de energias renováveis para 2020, aprovando (a criação e, consequentemente, negociação com a Comissão Europeia) metas nacionais obrigatórias no âmbito da quota das energias renováveis no cabaz energético até 2020, o que será essencial para o desenvolvimento das FER nos próximos anos.

Apesar de a Polónia estar ainda muito atrás dos grandes (Alemanha, E.U.A., Espanha, Dinamarca...), este país tem um potencial de desenvolvimento significativo. Empresas como a Martifer Energy Systems, Iberdrola Renewables, Invenergy entre outras, estão a apostar nesta região para expandir o seu mercado.

 

Mitos

 

O cidadão comum ainda traz consigo alguns mitos sobre a energia eólica, por exemplo, no que respeita a impactos negativos como o barulho e influência nos pássaros. Claramente, como todas as aplicações técnicas, o funcionamento de uma torre eólica liberta algum ruído (devido à rotação das pás, cada uma podendo chegar aos 45m), mas este, quando as turbinas estão devidamente localizadas, é absorvido pelos arredores (árvores e plantas ao moverem-se com o vento). Estando localizado a 350m de uma turbina em funcionamento, o volume desta poderá chegar aos 40dB. Este valor, comparado com as emissões sonoras do dia-a-dia, é um valor muito reduzido:

Tráfego nas cidades – 80dB

Ar condicionado – 60dB

Restaurante cheio – 70dB

Criança a chorar – 115dB

Aspirador – 70dB

Máquina de lavar – 78dB

 

Por outro lado, existe também o mito de que as torres eólicas em funcionamento são responsáveis pela morte de aves numa grande quantidade. É certo que as turbinas eólicas são um obstáculo para as aves. No entanto, na maioria dos casos as aves conseguem visualizar as torres e adaptar a sua passagem por estes. Também é de ter em conta que as usuais rotas de aves ocorrem a uma altura superior à das turbinas eólicas (150m). De realçar, também, que a influência da energia eólica na mortalidade de aves é ínfima em comparação com outras formas de actividade humana. Em cada 10000 casos, a mortalidade dos pássaros relaciona-se com as seguintes actividades:

Turbinas eólicas - <1

Torres de telecomunicação – 250

Pesticidas - 700

Veículos – 700

Linhas de alta voltagem – 880

Outras formas de actividade humana - 1000

Gatos – 1000

Edifícios – 5500

 

http://www.pnoconsultants.com/http://www.cleantech.com/

http://www.governo.gov.pt/

 

 

http://www.pwea.pl/

 

 

 



publicado por visaocontacto às 20:04
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