Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Cabo Verde é Sabi!

Sónia Sousa | C13

Consulgal

Cidade da Praia | Cabo Verde

Há tempos, num concerto de um conhecido artista local dizia ele, entre músicas, que Cabo Verde era tão bom que nem a crise cá chegava.

O que pode soar como uma piada ou senso comum tem, na realidade,   fundamento a nível económico.

O facto é que, apesar de o mundo inteiro viver tempos conturbados a nível económico, Cabo Verde tem contrariado esta tendência e encontra-se numa trajectória de crescimento.

A economia de Cabo Verde tem vindo a prosperar nos últimos anos, resultado de uma conjuntura externa favorável, de políticas económicas adequadas e do crescimento do investimento estrangeiro.

Não leva muito tempo a perceber que, apesar deste crescimento, ainda muita coisa falta ou falha no país.

O fenómeno da globalização  trouxe consigo profundas mudanças económicas e sociais, levando a que se encarassem novos problemas e desafios.

Vivemos, indubitavelmente, numa economia baseada no conhecimento, com cada vez mais competitividade e com tendência para o regionalismo, ao invés da especialização sectorial.

Para uma região sobreviver e se desenvolver neste contexto, é necessário que as fraquezas e as ameaças sejam transformadas em oportunidades.

Assim, cada uma das lacunas que existem em Cabo Verde é passível de se tornar uma oportunidade de negócio para alguém com espírito empreendedor e capacidade de investimento.

A falta ocasional de luz (derivada da total dependência do exterior quanto a fontes de energia primária), a precariedade dos sistemas de distribuição de água e tratamento das águas residuais, a falta de infra-estruturas de transporte, ou mesmo, o fraco nível de Serviços Bancários (existindo cerca de 1 balcão para 8775 habitantes) indicam a necessidade de reforçar estes serviços no país.

Além destas, muitas mais situações podem ser referidas.

A nível da indústria, existem diversas oportunidades: desde o ramo das confecções e do calçado até aos produtos alimentares.

É fácil perceber esta necessidade quando são comuns as queixas de que para comprar alguma peça de roupa todos os caminhos vão dar ao Mercado de Rua do Sucupira, ou quando de repente se tem de mudar o menu do jantar por falta de ingredientes específicos.

O sector da construção, em franco desenvolvimento, também carece da produção interna dos materiais utilizados, tendo de recorrer a importações para tal (o que encarece o preço das habitações).

Também ao nível dos serviços se verificam vastíssimas oportunidades: actividades de apoio ao turismo e à indústria, zonas francas comerciais, transportes colectivos de passageiros, serviços de apoio às diferentes áreas de negócio e muito mais.

No entanto, uma das oportunidades que mais destaco relaciona-se com as energias renováveis. Tendo em conta o clima do país (com sol durante o ano inteiro e, em certas alturas, ventoso) e a urgência em arranjar soluções que colmatem as falhas energéticas, é de lastimar que não se aproveite, ainda, o potencial do país em termos de energias renováveis.

A taxa de crescimento nacional do consumo de energia é de cerca de  12%. Para fazer face ao consumo energético e garantir uma margem de segurança operacional, a capacidade instalada teria que aumentar a uma taxa de 20% ao ano.

A concessionária nacional não será, a curto prazo, capaz de responder com um plano de investimentos que cubra um aumento pronunciado do consumo. A concessionária detém o monopólio da distribuição de energia e água, mas a produção está aberta à concorrência.

Assim, seja através de energias renováveis ou de outras hipóteses alternativas, esta é uma questão premente no que diz respeito às necessidades de fornecimento.

A economia cabo-verdiana oferece cada vez mais e mais variadas oportunidades de negócios, em sectores cada vez mais diversos.

É importante também realçar que, além de existirem essas oportunidades, o próprio país tem condições favoráveis à sua materialização: regista um elevado crescimento demográfico, tem uma situação geográfica privilegiada, estabilidade política e social, liberdade económica e parcerias económicas importantes que levam ao acesso preferencial a alguns mercados  e diversos incentivos ao IDE.

Esta conjuntura de oportunidades e incentivos tem levado a que cada vez mais países olhem para Cabo Verde como um Mercado promissor e a apostar: no presente e no futuro.

Cabo Verde é Sabi! Alguns de nós já o descobriram. E você? Está à espera de quê?

publicado por visaocontacto às 09:00
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