Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Patriotismo norueguês

Pedro Oliveira | C13

NDrive

Oslo | Noruega

Quando falamos do mercado Norueguês estamos a falar de um mercado relativamente pequeno (aproximadamente 4,7 milhões de habitantes), porém com um elevado poder de compra.

A minha experiência até agora prende-se mais com produtos electrónicos, mais concretamente aparelhos de navegação.

Este é um sector já muito maduro na Noruega, logo a taxa de penetração de novas marcas e, ainda por cima, desconhecidas é muito difícil.

Para que se consiga ter uma boa aceitação inicial há que ter uma diferenciação face às restantes marcas já estabelecidas no mercado. Não adianta chegar aqui com uma nova marca, que faz exactamente o mesmo que as outras e, uma vez havendo elevado poder de compra, essa diferenciação não adianta ser de preço baixo, porque os retalhistas não apostam já que não têm margens.

Essa diferenciação tem que ser percebida e valorizada pelo consumidor final - quem dita as regras.

Uma boa estratégia será realizar parcerias estratégicas com marcas locais reconhecidas, de modo a adequar o produto ao mercado local. Desta maneira a nova marca diferencia-se pelo esforço em adaptar-se ao novo mercado, criando assim uma empatia com os consumidores.

É exactamente isso que a NDrive está a fazer com o seu sistema de navegação, inseriu a base de dados da empresa Gule Sider (comparativamente a Portugal será a Páginas Amarelas) de modo a ter no GPS mais Pontos de Interesse locais (restaurantes, bares, lojas, embaixadas, etc. …). Até agora ainda não é possível quantificar com exactidão se está a ter sucesso, porém as reacções até ao momento têm sido positivas.

A um nível mais geral, uma característica que encontro, aqui na Noruega, é um nacionalismo a nível empresarial. Passo a explicar, aqui não encontramos nenhuma Fnac, MediaMarkt ou El Corte Inglés. A cadeia de lojas líder do mercado electrónico é a Elkjop que, embora presentemente faça parte do grupo britânico Dixons Store Group (DSG), mantém o nome original. A segunda maior cadeia, a Expert, também é norueguesa.

O mesmo se passa com a restauração. Nos restaurantes de fast food, por exemplo, é claro que a mega cadeia McDonalds está presente, mas não se vê uma única PizzaHutt; no lugar delas existe a cadeia norueguesa Peppes Pizza, sendo a líder incontestável, no mercado das pizzarias. No que toca a cafés, não se vê nenhum Starbucks, que agora começam a invadir Portugal, mas sim as cadeias norueguesas Kaffebrenneiret e Deli de Luca. Como podem ver há um grande número de marcas norueguesas que importam os conceitos e têm muito sucesso.

Por que é que em Portugal esperamos que nos venham explorar em vez de sermos nós a tomar iniciativa?

publicado por visaocontacto às 11:00
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