Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Brasil: O país mais bem preparado para a crise

Madalena Reis | C13

Laboris Farmacêutica

Rio de Janeiro | Brasil

 
 

A Internet é uma ferramenta muito aliciante quando temos um trabalho desta natureza para fazer. Tudo nos aparece de uma forma inteligível, gráficos lindos, tabelas coloridas, números de factores económicos desde há 20 anos, perfeito! Pesquisei, como qualquer um faria, e muitos são os factores que explicam por que a crise não se tem sentido tanto no Brasil. Sim, o Brasil não está a passar à margem da crise. Ela existe, apenas com um impacto menor, não tão generalizado.

 

Eis alguns dos principais motivos que fazem do Brasil o “país mais bem preparado para a crise”:

 

- Aumento das relações externas, fazendo integrações com o Mercosul;

- Potência do mercado interno;

- Deslocação de multinacionais para o país, resultante não só da crise internacional mas também da vasta mão-de-obra e matéria-prima existente;

- Sistema bancário muito concentrado, com grande participação dos bancos oficiais (Banco do Brasil e Caixa Económica Federal) na oferta de crédito;

- Planos governamentais de apoio a alguns sectores, um exemplo foram a suspensão da cobrança do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para dinamizar o sector automóvel;

- Implementação do PAC (Plano de Aceleração de Crescimento). Desafiando as economias de maior envergadura, em momentos de maior tremor económico, este decidiu iniciar uma grande quantidade de projectos a nível de infra-estrutura para fomentar o desenvolvimento, sendo um deles o complexo desportivo da Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro, que se tem tornado ao longo dos tempos uma comunidade muito bem organizada.

 

A realidade descrita pelos números é diferente da que encontrei junto das pessoas. Parece haver dois países distintos.

 

- Temos o Brasil que sente a crise, repensa os investimentos individuais prevenindo o que de pior pode acontecer. Trocar de carro ou casa, ou ate férias prolongadas são agora projectos adiados.

 O Brasil está sentindo o tamanho da crise e ainda não acabou o susto.

- Despedimentos colectivos em algumas empresas (a Embraer, a principal fabricante de aviões do Brasil demitiu cerca de 20% da sua folha de pagamentos);

- Importadores de mercadorias brasileiras cancelaram vários pedidos, pois não tinham dinheiro para pagar;

 

Por outro lado, há o Brasil que parece não se ter apercebido deste crise. Para muitos o dia a dia permanece inalterado. «Quem sabe o brasileiro já tenha se tenha “acostumado” com as dificuldades, o povo se vira muito bem, sempre dá um jeito», “a crise é coisa de rico”. O Brasil que está habituado a apertar o cinto, sempre viveu de uma forma regrada, o dinheiro que há não chega para ser investido em nenhum bem mais supérfluo, dai não ressentir tanto a crise.

 

A confirmação oficial da existência de crise no Brasil aconteceu há pouco tempo, na comunicação social e o tema tem cada vez mais relevo, o que irá reflectir-se na opinião pública. A alegria e o optimismo deste povo sambista não vão acabar nunca, mas certamente que muitos tomarão consciência que nem tudo é Carnaval, Futebol e Praia!

publicado por visaocontacto às 19:57
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