Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Um cliché?

 

Uma verdade inegável é que a maior economia mundial vive a maior crise desde a Grande Depressão, podendo esta, segundo analistas e comentadores económicos, tornar-se ainda mais grave que esse marco História Económica, se não forem tomadas medidas drásticas, capazes de estancar a hemorragia que fere o âmago da economia Americana.

 

Os passos do presidente Barack Obama para reverter esta profunda recessão e reestruturar o enfraquecido sistema financeiro dos EUA e o grande gasto previsto para estimular a maior economia do mundo e limpar os balanços de bancos de activos tóxicos, enfrentam obstáculos de congressistas influenciados pelo partidarismo e lobbies poderosos, e grandes empresas que não querem largar o poder que lhes pertence há demasiado tempo.

 

Um dos alvos da estratégia para  limpar o sistema financeiro será atrair investidores privados com abundantes empréstimos para comprar hipotecas ruins e outros activos tóxicos e a compra pelo governo americano de activos tóxicos de bancos em dificuldades para que estas instituições possam voltar a conceder empréstimos, o que estabilizará o sistema financeiro. Só assim se restabelecerá a confiança no sector bancário norte-americano - parece ser a crença governamental.

 

Um dos passos mais importantes para a recuperação económica e mudança de mentalidade na direcção económica dos EUA é a aposta nas energias renováveis e consequente menor dependência em termos de importações de fontes de energia.

 

O pacote de estímulos económicos assinado pelo Presidente Obama em Fevereiro, direcciona mais de 80 mil milhões de dólares para a construção de uma nova e mais limpa infra-estrutura energética nacional. Vai ser criado um RPS (Renewable Portfolio Standard) que requererá que 25% por cento da electricidade americana seja derivada de fontes renováveis até 2025, o que tem o potencial de criar centenas de milhares de novos empregos. Este investimento foi saudado como algo sem precedentes, principalmente tendo em conta o contexto dos últimos 30 anos no sector da energia. Numa nação que gasta cerca de mil milhões de dólares todos os dias só em gasolina e que continuamente produz um milhão de milhão de Watts de energia eléctrica, é fácil verificar que este é apenas um primeiro passo. Um primeiro passo mas sem dúvida crucial, no caminho traçado para uma nova e mais limpa economia energética.

 

Ora, a presente crise económica afectou sobremaneira o mercado da energia eólica, nomeadamente a nível de uma maior dificuldade em obter financiamentos e o valor desses financiamentos.

 

Porquê então esta aposta em energia eólica quando esta atravessa um período menos positivo? As razões são várias e a vários níveis:

 

1.       Baixos custos de operação o que leva a uma redução geral do preço da electricidade;

2.       O combustível é grátis, abundante e inesgotável;

3.       É uma fonte de energia limpa;

4.       Melhora  sobremaneira a estabilidade no fornecimento de energia dos Estados Unidos

5.       Uma instalação utiliza, em média, menos de 1% do terreno do projecto, sendo possível continuar a cultivar à volta das turbinas de vento, estradas e linhas de transmissão.

 

Estes benefícios registam-se a nível regional, promovendo o desenvolvimento económico de muitas zonas rurais espalhadas pelo país, o referido uso contínuo de cultivo e pecuária, criando centenas de postos de trabalho temporários e permanentes, e gerando altos valores de impostos directos para a comunidade. Verificam-se também a nível nacional, pois é uma forma de produção de energia amiga do ambiente, que assegura estabilidade no fornecimento de energia e que permite a criação de milhares de empregos verdes qualificados.

 

Esta é uma aposta não só a médio mas, essencialmente, a longo prazo. Isto para a economia de um país que, apesar de tudo, não tem uma tão grande dependência energética como, digamos, Portugal. Na realidade, Portugal tem que rever prementemente a sua política energética. Somos um dos países da UE com maior dependência do exterior para alimentar a indústria nacional. Obviamente, estes altos custos traduzem-se numa clara perda de competitividade no mercado global. A aposta em energias renováveis, como a eólica, podem trazer altos benefícios para a economia portuguesa, deixando esta de ter de suportar custos tão altos e de sofrer fortes impactos com as variações de preços nos mercados internacionais das fontes energéticas tradicionais.

 

É inteiramente possível concretizar esta meta. Só são precisos novos e mais fortes incentivos pois o know-how e a capacidade existem, como é possível comprovar pelo registo da EDP Renováveis, líder mundial no sector das energias renováveis, sendo o quarto maior operador de energia eólica a nível global e o terceiro nos Estados Unidos (país com a segunda maior taxa de utilização de energias renováveis), neste último através da Horizon Wind Energy.

 

Este é apenas mais um exemplo de que, e aqui entra o cliché, “Yes, we can”

Daniel Fernandes Saldanha

Horizon wind Energy (EDP)

EUA

 

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publicado por visaocontacto às 12:23
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