Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Um olhar sobre as Astúrias

Pedro Cadete | C13
Inmofocus / Janela Digital
Barcelona | Espanha
 

Se hoje existe Portugal, podemos agradecer aos povos que outrora habitaram nesta região montanhosa e que iniciaram o movimento cristão no início no século VIII, que visava a recuperação das terras perdidas para os árabes muçulmanos, durante a invasão da Península Ibérica, por parte dos visigodos cristãos.

Aos muçulmanos faltava ocupar a região montanhosa das Astúrias, onde resistiram muitos refugiados; aí surgiu Pelágio (ou Pelaio) que se pôs à frente dos refugiados, iniciando imediatamente o movimento de reconquista do território perdido. Graças a este herói, hoje, podemos orgulhar-nos do nosso pequeno país à beira mal plantado.

O Principado das Astúrias é uma comunidade autónoma uniprovincial de Espanha. É um principado por razões históricas e o herdeiro do trono Espanhol goza precisamente o seu título, Príncipe das Astúrias. A capital das Astúrias é Oviedo mas é Gijón a cidade mais povoada.

A província das Astúrias está situada na costa norte da Espanha. Delimitada, a oeste da província de Lugo (Galiza), a leste pela Cantábria, a sul pela província de León (Castilla y Leon) e ao norte pelo Mar Cantábrico.

Embora o castelhano seja a única língua oficial do Principado, a língua nativa é o Asturiano que, embora não goze de estatuto oficial, é reconhecido como tal pela Organização das Astúrias, de acordo com a sua legislação e estatuto autónomo.

Vários historiadores, psicólogos, sociólogos,… referem que a Cultura Popular não vive em livros ou museus e não necessita de ser protegida e conservada por alguém a tempo inteiro.

A Cultura Popular e milenar que se vive nesta região é uma cultura quase em estado selvagem, que brota em cada rua por onde se passa e por cada paisagem que se fotografa - afinal estamos numa terra de mitos e lendas que deram origem a um mundo de mistérios onde vivemos.

O isolamento secular das Asturias teve a virtude de preservar essa riqueza cultural de um valor incalculável, conservada entre as montanhas, em cada casa que por ali se encontra, e em cada pessoa que se conhece nestas ruas.

A economia da comunidade autónoma das Astúrias, emprega 6% da força de trabalho no sector primário em actividades como a criação de carne de bovino, agricultura (milho, batatas e maçãs) e pesca. O sector secundário emprega 30% da população, através de actividades ligadas ao sector mineiro, siderurgia, energia, construção naval, armas, produtos químicos, equipamento de transporte, etc .

O sector terciário absorve 65% da população e está em  crescimento, o que é sintomático da concentração de população nos centros urbanos e da importância que o turismo adquiriu na região nos últimos anos. Apesar da mudança que atingiu a comunidade industrial nas últimas décadas, a renda per capita tem aumentado acima da média nacional de mudar para 19.868 € em 2006 (89,7% do PIB per capita no país).

A província de Astúrias conta com 1.080.138 habitantes (INE 2008), o que representa 2,38% do total nacional. A densidade populacional é de 101,4 habitantes por km2, sendo ligeiramente superior à média nacional.

Regista a mais alta taxa de mortalidade de Espanha (12 por mil) e a mais baixa taxa de natalidade (6 por mil).

Nos últimos anos temos assistido a um esforço do governo local em “reciclar” pessoas ligadas ao sector mineiro em declínio, para as formar, dando-lhes novas oportunidades no sector do turismo. Mas apesar deste esforço governamental, a população tem migrado para outras províncias em busca de trabalho e melhores condições de vida.

Os estrangeiros aqui presentes são, em média 2,81% (INE 2006), menos que a média nacional. Sendo perto de 15% de origem equatoriana, 9% colombiana e 7% portuguesa.

Actualmente, a nível individual destacamos o piloto Fernando Alonso, duas vezes campeão do mundo de Formula 1 nos anos de 2005 y 2006 e ainda o ciclista Samuel Sánchez, medalha olímpica de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.

Sobre a cozinha Asturiana, quem visitar esta região deve provar as comidas típicas daqui, muitas delas receitas milenares. Os enchidos, “chorizo”, a “bolla”,” bollos preñaos”, o pudim de arroz, a “fabada”, entre outros que devem acompanhar com o vinho da região ou então a cidra local.

Porquê escolher as Astúrias para implementar um negócio? Pelos apoios governamentais, por ser uma das regiões que melhor se tem adaptado à evolução dos mercados e sobretudo pelos recursos humanos disponíveis, gente simples, trabalhadora e muito hospitaleira.

publicado por visaocontacto às 15:57
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