Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Parte do rosto de Portugal: Holanda

 

Ana Luísa Fonseca | C13
Aicep Portugal Global
Haia, Holanda

 

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP Portugal Global) tem escritórios que representam o país em todo o mundo – daí a indicação Portugal Global. O grande valor desta realidade é o facto de Portugal se tornar globalmente presente, participando em eventos locais e conseguindo contactos que lhe abram portas para novos projectos. É aquilo que popularmente chamamos de estar no sítio certo à hora certa.
 
Se um holandês quiser importar um produto português, pode (à partida) ter dúvidas quanto ao produto ou relativamente à escolha mais acertada para o seu interesse. A título exemplar, e de grande importância nas relações comerciais entre Portugal e a Holanda, aparece-nos o vinho. Imaginando que um holandês pretende importar vinho português, surgem-lhe algumas perguntas; por exemplo: que vinho escolher, com quem contactar ou qual a legislação a ter em conta. Entrará, em princípio, em contacto com a Aicep, seja porque conhece as suas competências, seja porque para aí é orientado pelos serviços diplomáticos e consulares. A Aicep é, verdadeiramente, parte do rosto de Portugal para os holandeses.
 
A Aicep também apresenta iniciativas de captação de investimento, que se traduzem em dois modos de actuação:
 
- Antes de mais, a aproximação pode ser feita através de uma abordagem directa das empresas potenciais. Esta abordagem é feita após uma pesquisa exaustiva daquelas que são potenciais investidoras, através de alguns critérios como a dimensão da empresa, o facto de já investir no estrangeiro (ou de demonstrar interesse nesse sentido) e a dedicação a sectores que interessem a Portugal. Esta abordagem é feita, primeiramente por escrito e, eventualmente, de forma pessoal. Não podemos esquecer que tratando-se de empresas de grande dimensão, se torna muito complicado chegar a uma efectiva conversação com os responsáveis;
- Outro modo de acção possível é a representação de Portugal em eventos (por si  ou por outrem organizados) onde possam estar presentes potenciais empresas, para aí divulgar o país e as suas potencialidades e conseguir contactos que permitam desenvolver projectos futuros, em Portugal. Porém, para que isto aconteça são necessárias condições, principalmente, orçamentais. Sem estas participações ou mesmo a organização destes eventos, e ficando os pontos de rede confinados ao trabalho que vai aparecendo na secretária, a Aicep no mundo perde grande parte do seu potencial. Afinal, vivemos tempos dominados pela internet e pela informação à distância de um clique em que apenas a presença física das pessoas nos diversos eventos ainda vai sendo insubstituível.
 
Em relação à internacionalização do tecido empresarial português, podemos afirmar que, em fases críticas, como a que vivemos actualmente, sendo as verbas disponíveis muito inferiores ao que seria necessário para levar a cabo as boas intenções existentes, aquilo que a Aicep apresenta de fundamental e precioso é o know how dos seus funcionários. A mais-valia dos pontos de rede é, nas palavras de um deles, o conhecimento do mercado e a bagagem de contactos. Neste campo, grande parte do trabalho da Aicep passa pelo chamado lobby, que foi sendo construído através de campanhas de divulgação - organização de eventos, viagens a Portugal (nomeadamente para jornalistas), entre outros.
 
Hoje em dia, devido à escassez de verbas e consequente escassez de iniciativas promocionais da Aicep, este lobby vai, naturalmente, perdendo força. Muito do que ainda vai subsistindo deste lobby explica-se pelas iniciativas de outrora e pelas boas relações que foram ficando mas que também se vão perdendo (e a verdade é que, com estas perdas, muito perde o país). É importante não esquecer que os restantes países têm continuado a investir em campanhas de divulgação e, com estas, vão puxando para si preciosos contactos que procedem ao investimento e à promoção do país em causa.  
 
Em conclusão, Portugal é um país com grandes potencialidades e os estrangeiros que as conhecem, apostam nelas. O grande problema é que a maioria dos estrangeiros as desconhece, nomeadamente pela falta de divulgação de que padecem. A concorrência é grande demais para nos darmos ao luxo de esperar que os investidores venham ter connosco. Com a Aicep, temos o conhecimento dos mercados estrangeiros e os contactos ideiais dentro destes mercados. Isto leva-me a pensar: até onde iria Portugal se a Aicep tivesse verbas suficientes para investir? Com o reconhecimento estrangeiro da qualidade que temos, não cresceria apenas a economia mas também o orgulho e a motivação dos portugueses. O orgulho em ser português hoje, deixando de centrar tal orgulho nos feitos passados, e, por conseguinte, a motivação desejável para melhorar e aumentar as suas relações comerciais externas.

 

 

 

publicado por visaocontacto às 21:09
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