Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Oportunidades no BRIC Índia

Nuno Manuel Leal Lopes | C13
 
AICEP - Portugal Global
Nova Deli | Índia
 

Pequeno olhar sobre a Índia

 

A evolução da cultura milenar tradicional indiana tem-se pautado por uma assinalável continuidade até ao século XXI. Porém, esta situação tende a mudar. O exponencial crescimento económico indiano, registado na última década, permitiu uma mobilidade social e a emergência de uma classe média jovem que começa a pôr em causa valores sócio-culturais e a adoptar comportamentos e estilos de vida ocidentalizados.

 

Numa primeira análise da sociedade indiana, o que ganha especial relevância é, inevitavalmente, o sistema de castas ainda vigente que tem grande impacto na dinâmica nacional ao nível da estruturação e organização. Apesar da  proibição ao nível constitucional, é praticado pelo Hinduísmo, ou seja,  por cerca de 80% da população. Assim, torna-se difícil a tarefa de compreensão da dimensão deste fenómeno, de uma compreensão da entidade nacional indiana, bem como, da matriz política e sócio-cultural.

 

A maior democracia do mundo é resultado de uma diversidade cultural, racial e  religiosa acentuada (foi o berço de duas das mais importantes religiões do mundo: Hinduísmo e Budismo), alicerçada numa rica herança cultural de 5.000 anos e na primeira experiência unificadora do domínio cultural britânico (administração centralizada), que converteu uma das mais antigas civilizações do mundo num Estado-Nação.

 

Temos que ter em conta que se trata do segundo país mais populoso do planeta, com uma densidade demográfica de 332, 2 habitantes/km2.

 

 

Oportunidade

 

Apesar das relações históricas e seculares entre Portugal e a Índia, houve um corte das relações diplomáticas, até 1975, entres os dois países aquando da expulsão por ordem de Jawaharlal  Nehru (então primeiro-ministro) das colónias de Goa, Damão e Diu em 1961.

 

Como mercado emergente e potência económica pertencente ao grupo dos BRIC (grupo criado pela Goldam Sachs em 2003), a Índia é um mundo de oportunidades para as empresas portuguesas. O mercado indiano tem-se expandido continuamente desde a reforma económica de 1991, então protagonizada pelo actual Primeiro-Ministro (na altura Ministro das Finanças) Manmohan Singh. Com a liberalização da economia, o crescimento económico indiano tem revelado um rápido crescimento do PIB, incentivos ao IDE e às exportações. O aumento dos níveis de emprego deveu-se, principalmente, à aposta no sector das tecnologias de informação e na formação de quadros. Não é de descurar a subida do índice de transacções da bolsa de valores desde 2001 (200%) até à actual crise.

 

O desenvolvimento económico indiano está concentrado em meios urbanos e, sobretudo, em cinco grandes metrópoles, a saber: Deli, Mumbai (Bombaim), Bangalore, Kolkota (Calcutá) e Chenai (Madras) e, ainda, a cidade de Hiderabab, que tem ultimamente ganho dimensão e vindo progressivamente a juntar-se ao grupo das outras cinco. É, pois, nestes centros urbanos que vive e trabalha a emergente classe média indiana de 200 milhões de pessoas , dos quais, 50 a 70 milhões (as opiniões divergem)  terão um nível de vida que se aproxima dos níveis ocidentais tendo também apetência para consumirem produtos ocidentais, que são por eles considerados sinais emblemáticos de ascensão social,  entre os quais o vinho.

 

 Além da sua posição geográfica, a Índia é favorecida pelo respectivo fuso horário que representa mais um elemento atractivo às multinacionais, que na procura de ganhos de eficiência concentram os seus recursos no core business e sub-contratam as empresas de tecnologias e de terceirização de serviços tecnológicos para os restantes processos. Serviços de programação, back offices e call centers (por exemplo: BPO- Business Process Outsourcing) são uma realidade intrínseca à economia indiana.

 

Em comparação com as restantes economias asiáticas, a Índia tem a vantagem de não depender tanto das exportações para o crescimento económico, sendo sustentada pela procura interna. A Índia, de modo a fazer acompanhar este desenvolvimento económico assente no mercado interno (com cerca de 250 a 300 milhões de consumidores da classe média em termos de paridade de poder de compra), da sustentabilidade requerida vai necessitar de um forte investimento nas infra-estruturas indispensáveis à base industrial.

 

Melhoramentos necessários ao nível da rede rodoviária, aeroportuária, de energia e telecomunicações e os sub-sectores relacionados, são a OPORTUNIDADE de negócio que merece ser explorada pelas empresas portuguesas.

 

AICEP

 

No escritório da AICEP em Nova Deli, respondemos às solicitações das empresas portuguesas e indianas que tenham o objectivo da internacionalização, em ambos os sentidos.

 

O pedido de contactos de Clientes Finais, para eventuais parcerias, é uma constante. Nas múltiplas pesquisas de mercado que efectuámos, indicamos desde os distribuidores e produtores aos importadores e exportadores, que consideramos serem os mais adequados, para cada produto/serviço, neste gigante asiático. A resposta quanto a eventuais dúvidas mais específicas, como por exemplo, ao registo de princípios activos, taxas alfandegárias impostas, documentos necessários à exportação/importação, são outros casos típicos dos pedidos de informação das empresas portuguesas, aos quais respondemos com urgência.

 

Na captação de investimento para o mercado Português, seleccionamos e contactamos as empresas com historial de investimento no estrangeiro e experiência em lidar, com sucesso, com diferentes realidades económicas, culturais e sociais. Empresas que têm uma política de reinvestimento em I&D, ou seja, capacidade para introdução de competitividade, inovação e maior produtividade às economias onde operam.

 

São sectores dereferência:

Automóvel, Pasta de Papel, Produtos Minerias não Metálicos, Energia, Turismo, Actividades e Tecnologias Marinhas, Nanotecnologias diversas, Software, Biotecnologia, Equipamentos Médicos, Design (industrial, etc.).

 

Depois do envio de e-mails e posteriores follow-ups procedemos à marcação de reuniões e à apresentação do nosso País. A representação de Portugal em eventos é, obviamente, uma das nossas responsabilidades.

 

É assim o quotidiano na Embaixada Portuguesa em Nova Deli, com um calor suportável e esporádicas quedas de energia, no bairro de Chanakyapuri.

  

Números e percentagens:

- cerca de 800 milhões de pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia

- cerca de 500 milhões vivem abaixo do limiar de pobreza

- 200 milhões não têm comida sufciente para satisfazer as necessidades básicas de nutrição

- existem 4 principais castas: 5% a 10% da população é Brahman (actividades religiosas e do foro intelectual), 30% é Kshatriya (preservação e defesa da sociedade, hoje em dia os indivíduos podem ser funcionários, cientistas ou professores) 20 a 30% pertence aos Vaishiyas (actividade comercial ou empresarial) e a restante população é Shudra (actividades manuais e de limpeza). Este sistema de castas é simbolizado pelos vários membros da Deusa Ganesh. De notar que a casta mais baixa, os Intocáveis, não é considerada neste simbolismo religioso.

- 72% da população é rural, sendo a restante 28% urbana

- a Índia é o quarto produtor farmacêutico mundial

- em 2005-2006, 54% do PIB era representado pelo sector dos serviços

- a rede ferroviária transporta 12 milhões de pessoas diariamente e emprega 1.6 milhões de pessoas, representado o maior quadro mundial de funcionários (Indian Railways)

publicado por visaocontacto às 12:34
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