Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Estruturas de inovação espanholas

  Ana Sofia Esteves  l C13
 
   Parque Científico de Madrid
   Madrid l Espanha
 

As infraestruturas de suporte à inovação

          A transferencia de tecnologia 

                   A criação de valor entre tapas e cañas.

 

As primeiras infra-estruturas de suporte à inovação surgiram nos princípios do seculo XX, para preencher a falha existente entre o desenvolvimento científico e a aplicação comercial, bem como para auxiliar as empresas que dificilmente conseguiam assumir isoladamente os custos de criação e manutenção de instalações técnicas que se apresentavam cada vez mais complexas.

 

No ano de 1998 surgem em Espanha os primeiros Parques Cientícos – um novo modelo de parque que se caracteriza por um tamanho menor, pela predominância de actividades de I+D e que se especializam na criação de empresas de base tecnológica.

 

Neste momento, existem em Espanha 80 Parques Científicos e Tecnológicos (número de parques membros da Associação de Parques Científicos e Tecnologicos de Espanha no final de 2008), sendo que 3% dos sectores de actividade das suas empresas pertencem às  áreas de agro-alimentação e biotecnologia (disciplinas que apresentam uma grande exigência a nível de financimento). Dentro destes, encontramos o Parque Científico de Madrid (PCM), que conta neste momento com 125 empresas associadas, (representando este valor uma taxa de ocupação de 98%). Dentro das empresas associadas encontra-se  uma predominância nas áreas das novas tecnologias de informação e comunicação - 47% do total - e da biotecnologia - 32% do total.

 

Um dos pontos fulcrais para o sucesso dos Parques Científicos e Tecnológicos, em geral, centra-se na criação de infraestruturas de apoio e desenvolvimento de estudos de transferência de tecnologia e suas aplicações às empresas associadas, enfocando a criação de valor.

Esta é uma prioridade notada no PCM, e o meu estágio nesta organização permitiu-me uma consciencialização da importância das estruturas referidas, já que este Parque Científico apresenta um notável esforço nestas áreas, onde a criação de valor assenta em alicerces como uma sólida transferência de tecnologia e uma visão visando a internacionalização.

 

Para isto o PCM conta com unidades próprias, como o Departamento de Transfêrencia de Tecnologia, bem como com sedes de importantes redes de transferência de tecnologia, como o MADRI+D ou a Enterprise Europe Network.

 

Recorrendo a uma das definições dadas a parque tecnólogico ou científico, estes são considerados como organizações, cujo objectivo principal é promover e aumentar a riqueza da comunidade onde se inserem, por via da promoção da cultura da inovação e da competitividade, dos negócios e das instituições baseadas em conhecimento a ela associadas.

 

Na “Espanha tecnológica” melhoram-se as estruturas de inovação, aposta-se fortemente na transferência de tecnologia e reconhece-se o potencial da ciência e tecnologia na criação de valor.

 

Em terras de “nuestros hermanos”, onde a curta distância nos proporciona várias semelhanças culturais, podem também destacar-se algumas diferenças na forma de ser e de estar que se repercrutem no dia-a-dia laboral.

As habituais cañas y tapas pós-laborais e a jornada mais curta de los viernes, propiciam uma cultura mais sociável, bem como um ambiente mais descontraído (onde se omite o tratamento formal a que estamos habituados).

Neste ambiente, tudo tem o seu tempo e poderá ser feito com calma, apesar de não se verificar decréscimo do nível de exigencia.

 

Apesar de a Espanha, tal como já foi referido, se encontrar aberta a grandes apostas de internacionalização dos seus produtos, as suas fronteiras encontraram-se mais fechadas quando o mercado português as tenta atravessar e aproveitar estes recursos e know-how, trazendo o seu conhecimento.

 

A Espanha aposta no produto nacional, e porque “O Que é Nacional é Bom”, esta será uma aposta vantajosa para este país vizinho. A maioria das empresas desenvolve uma cultura de defesa do produto nacional, o que apesar das suas vantagens, pode também tornar-se prejudicial para o espírito de um empreendedor, que necessita de saber abandonar um projecto, sendo que por vezes sair a perder é mais importante que uma vitória.

 

E porque em tempos de crise nunca é de mais insistir na importancia das Novas Empresas de Base Tecnológica (NEBTS), dentro deste panorama, aproveito para frisar que:

Constituindo as PME´s e, dentro destas, as NEBT`s, um dos grandes motores de crescimento da economia, estas representam oportunidade em tempos de crise e porque a Crise e as Oportunidade estão intrinsecamente associadas, cabe a cada um optar entre a acomodação ou o investimento sustentado nos tempos que correm.

 

Porque só um tempo é o nosso e o tempo é hoje!

publicado por visaocontacto às 08:34
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