Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

No país muçulmano mais próximo de Portugal

O país

 

Falar de Marrocos referindo deserto, camelos e xixas é incontornável mas demasiado redutor e até, em parte, enganador.

O rei Hassan II (1929-1999) definiu Marrocos “como uma árvore com as raízes em África, mas cujas folhas respiram o ar europeu”, querendo dizer que este país é “profundamente tradicional e ao mesmo tempo atraído pelo mundo moderno”.

O conceito aculturação é, aqui, relevante pois comparativamente com Portugal verificam-se duas diferenças culturais significativas.

A Religião de cerca de 99% dos marroquinos é a muçulmana sunita ou islamismo e está presente em todos os actos do dia-a-dia, pelos seus hábitos, crenças e tradições, nomeadamente, rezar cinco vezes por dia, fazer jejum entre o nascer e o pôr-do-sol durante 30 dias consecutivos em cada ano ou, simbolicamente como fez o profeta Abraão, degolar um carneiro, na festa do sacrifício.

Outra diferença cultural sentida prende-se com o papel da mulher na sociedade, e apesar de este estar a mudar, assemelhando-se cada vez mais a um papel de mulher europeia, ainda acontece frequentemente que uma mulher que ande sozinha na rua, que não use véu ou jellaba (túnica larga com mangas compridas e capuz) é importunada.

 

Apesar da comunicação entre estrangeiros e nacionais se fazer maioritariamente em francês, sendo que no norte do país também se fala castelhano, a língua oficial de Marrocos é o árabe, o que por vezes dificulta o entendimento entre as pessoas, em que cada uma fala um idioma não perceptível pela outra.

 

A par destas questões, Marrocos apresenta um crescimento das taxas de IDE (Investimento Directo Estrangeiro), que em conjunto com iniciativas do governo ou do Rei impulsionam o desenvolvimento do país. São exemplos disso mesmo, a continuação da construção de auto-estradas, a construção do Tramway, um metro de superfície que ligará as cidades nas margens do rio Bouregreg – Rabat e Salé, esta última onde reside um grande número das pessoas que trabalham em Rabat.

Nos arredores da cidade de Tânger já se encontra em funcionamento o complexo portuário Tânger Med, um dos maiores do Mediterrâneo, sendo que empresas europeias escolhem instalarem-se nas proximidades deste novo porto (em especial em zona franca) que se localiza somente a cerca de 15 quilómetros de Espanha – a porta de entrada para a Europa.

 

Constata-se ainda um forte desenvolvimento habitacional, quer ao nível de apartamentos para classe baixa, disponibilizados pelo governo, quer ao nível da construção de condomínios residenciais fechados, e ainda de empreendimentos turísticos. Este crescimento do sector da construção apresenta-se como uma oportunidade de negócio (prova disso, é o nº cada vez maior de empresas construtoras portuguesas a laborar no mercado marroquino), nomeadamente, para o sector do cimento e betão.

 

A empresa

 

A CIMPOR (cimentos de Portugal) – “maior Grupo cimenteiro português” -  foi constituída em 1976 tendo o início da internacionalização tido lugar em 1992 pela aquisição da holing espanhola Corporación Noroeste, S.A., na Galiza. Actualmente, a CIMPOR desenvolve actividades nos seguintes países: Portugal, Espanha, Moçambique, Marrocos, Brasil, Tunísia, Egipto, África do Sul, Cabo Verde, Turquia, China, Peru e Índia.

A Empresa Cimenteira, Asment de Temara, onde desenvolvo o meu estágio, foi adquirida em 55% pelo grupo em 1996, tendo visto a sua produção de cimento (com a matéria principal, o clinquer, próprio) aumentar em 103%, atingindo hoje uma produção de 1,3 milhões de toneladas/ ano.

Também ao nível de sistemas informáticos integrados em todas as fases de produção e gestão, verifica-se que se realizaram mudanças que fomentam a eficácia e a produtividade.

O investimento em Marrocos continua, prevendo-se a construção de raiz de uma outra cimenteira.

 

Paralelamente, o grupo CIMPOR criou em 1998, a Betocim, empresa especializada no betão que presentemente chega ao mercado via quatro centrais sendo que, no curto prazo, este número também será alargado.

 

 

O balanço do meu estágio INOV Contacto é positivo, principalmente porque se há algo em que uma licenciatura em Gestão, em termos restritos, seja insuficiente, é na gestão de sentimentos e tolerância face a outros povos. Só uma, e qualquer, experiência internacional nos faculta esse confronto.

  

Fontes:

Guia American Express – Marrocos

www.cimpor.pt

www.asment.co.ma/index.html

 

publicado por visaocontacto às 16:10
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