Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Obama | Obama

Verónica Leitão | C12
Companhia das Quintas
Newark | USA 
 

Sem dúvida que Barack Obama é definido como a pessoa e/ou produto out of the box mais marcante dos últimos tempos.

 

 Desde que cá cheguei em Julho, que ainda estava no ar quem seria o próximo candidato pelos democratas para a presidência dos Estados Unidos da América. No que diz respeito ao contexto social dos E.U.A., Obama conseguiu unir as massas, devolver a esperança já esquecida em tempos de crise, não só financeira, como também uma profunda crise de valores. Esperança para as comunidades afro-americanas, de demonstrar como é um país de oportunidades, de criar a hipótese de um senador afro-americano ser eleito como presidente de uma potência mundial. Estas eleições tiveram um impacto gigantesco para quem cá está. Ninguém é indiferente às constantes formas de marketing utilizadas pelos dois partidos. Em Julho não estava ainda definido quem seria o candidato democrata. Estava mais que decidido que seria Hillary Clinton, quando, do nada, Barack Obama é escolhido. Porquê? Puro Marketing. Marketing “viral” tomou novas proporções nestas eleições. Websites como Facebook, Youtube e MySpace tornaram-se ferramentas vitais de comunicação e propagação de ideais, de crenças e de aproximação entre um candidato e o segmento jovem.

 

Segundo Webster, Marketing pode ser definido como o processo ou técnica de promoção, venda e distribuição de um produto ou serviço. Barack Obama é tanto um produto como um serviço. A genialidade de definir Obama como uma marca, foi um ponto estratégico para a sua vitória esmagadora.

 

Sem dúvida alguma que Clinton tinha um budget superior em comparação com Obama, mas a estratégia deste último foi pioneira em focar-se em nichos de mercado, em lugar de gastar recursos a tentar atingir o mercado no seu todo. Após ter assegurado a nomeação democrata, Obama teve que contrariar uma América conservadora, agarrada às suas tradições, tão representativas do que McCain garantia. Enquanto este último demonstrava, através da sua idade e do facto de ser um prisioneiro de guerra, que as tradições se devem manter, Obama tentou uma vez mais mostrar que existe uma contínua crise de valores, de descrença no poder e que essa tendência deve ser contrariada. Apostou em publicidade on-line direccionada para segmentos tão diferentes como os gays, estudantes, desportistas ou mulheres.

        

 

Segundo dados fornecidos pela Nielsen Online, em Julho de 2008 a campanha McCain tinha 15.1 milhões de sponsored link impressions- o número de vezes que é feito o download de um anúncio do ecrã de um computador, em comparação com 1.2 milhões alcançados por Obama. Por outro lado, a Campanha Obama focou-se em gastar o seu budget em publicidade de displays. Dessa forma atingiu 416.7 milhões de image-based ad impressions em contraste com os 16. 5 milhões de ad impressions de McCain.

 

Outra estratégia fundamental para o confirmado sucesso de Obama foi o marketing boca-a-boca. Esta estratégia, alinhada com o marketing “viral”, foi utilizada de uma forma nunca antes vista. Figuras públicas deram a cara a uma definição de politica, fosse por que partido fosse. Ambos os lados usaram e abusaram dos média e despenderam em TV., somas nunca antes imaginadas. TNS Media Intelligence estimou que os candidatos gastaram mais de 7 milhões de dólares em publicidade on-line e 300 milhões de dólares em TV desde Fevereiro de 2007.

 

Embora estejamos na véspera de ver história a ser escrita, o buzz não padeceu com a vitória de Barack Obama. Todos os seus movimentos foram analisados á lupa. O título de “President Elect” nunca antes tomara tamanhas proporções. Desde as decisões de quem pertenceria á sua equipa, ao cão escolhido pela família, tudo girou em volta da marca Obama.

 

Palavras como Change, Hope ou mesmo a frase mais marcante de todo o percurso de Obama – Yes We Can ficarão para sempre na história. Qualquer pessoa que coloque estas palavras nos parâmetros de busca do Youtube, encontrará uma série de vídeos, resultados perfeitos de marketing “viral”.
 
Se estas eleições nos ensinaram alguma coisa, foi que qualquer pessoa, desde que siga o rumo certo, e com uma brilhante estratégia de marketing, pode ser o próximo Presidente dos Estados Unidos da América.
publicado por visaocontacto às 10:00
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