Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Em Espanha, Inovação é factor de competitividade para as empresas

Sofia Pinho da Costa | C12

 

Parque Científico de Madrid

Madrid | Espanha

 

A crescente globalização da economia exige um esforço constante em matéria de inovação. Por isso, a inovação empresarial é hoje vista como um elemento chave no desenvolvimento regional e constitui um dos factores mais importantes no aumento da produtividade e da competitividade da empresa, contribuindo, dessa forma, para a sustentação do emprego e melhoria do bem-estar.

Inovar é um processo que consiste em converter ideias em novos ou melhorados produtos ou serviços que tragam rendimentos para o mercado e para a sociedade e, consequentemente, benefícios para a empresa que leva a cabo o processo inovador. A inovação é um conceito que ultrapassa a evolução da tecnologia, incluindo também a criação de processos inovadores sob uma perspectiva comercial e organizativa.

A importância da inovação é cada vez maior para a empresa devido à situação actual do mercado, caracterizado pela feroz dinâmica da concorrência, que torna impossível a sobrevivência das empresas que não a saibam enfrentar com êxito.

O processo inovador não pode ser considerado como uma moda passageira, ou uma simples opção de mercado, mas sim como um requisito.

Como resposta às constatações e considerandos referidos, surgiu o Sistema Nacional de Inovação Espanhol, para fazer face a estes desafios actuais. Entende-se como Sistema Nacional de Inovação um conjunto de organizações de natureza institucional e empresarial que, dentro do território correspondente, interactuam e interagem entre si, com o objectivo de afectar recursos à realização de actividades orientadas à geração e difusão de conhecimentos sobre os quais se suportam as inovações, principalmente as tecnológicas. Entre estas organizações encontram-se os OPI (Organismos Públicos de Investigação), as Universidades e as empresas inovadoras.

 

Estes sistemas de inovação podem estruturar-se em torno de quatro elementos:

1) O que faz referência ao contexto económico e produtivo em que se inserem as organizações do sistema;

2) O que engloba as actividades de investigação científica realizadas pelos OPI e Universidades;

3) O que alude às empresas inovadoras e ao seu papel no desenvolvimento tecnológico;

4) O que se preocupa com as políticas que corrigem as falhas de mercado que afectam a afectação de recursos às actividades de criação de conhecimento.

Os investimentos e os recursos humanos em I&D, assim como o stock de capital científico e tecnológico acumulado, constituem os meios destinados pela sociedade às suas actividades de criação de conhecimento.

Contudo, esta afectação de recursos às actividades de I+D+i está sujeita a falhas de mercado que obrigam à intervenção pública, exigindo políticas de ciência e tecnologia. Estas orientam-se em duas direcções: para a criação de infra-estruturas e instituições que favoreçam a interacção entre organizações do sistema de inovação e, por outro lado, para a provisão dos meios financeiros necessários a uma investigação científica e tecnológica sustentável.

Em Espanha, a criação do CDTI (Centro para o Desenvolvimento Tecnológico Industrial) em 1997, o arranque dos primeiros programas de subvenções à I+D empresarial (1985) de iniciativa do Ministério da Indústria, a promulgação da Lei da Ciência (1986) e Planos Nacionais de I+D dela derivados, são exemplos das políticas anteriormente referidas. Políticas mais recentes são o caso do VI Plano Nacional de I+D+i (instrumento de programação com que conta o Sistema Espanhol da Ciência e Tecnologia, no qual se estabelecem os objectivos e prioridades da política de investigação, desenvolvimento e inovação) e a Estratégia Universidade 2015 (iniciativa para uma mudança e modernização das universidades espanholas).

É no contexto referido que surge o Centro de Estudos de Inovação e Tecnologia – CEINNTEC, projecto no qual estou inserida desde Junho de 2008.

Este Centro, criado pela Universidade Complutense de Madrid (UCM) no Parque Científico de Madrid (PCM), tem por objectivo estratégico fomentar o desenvolvimento de actividades inovadoras.

As suas principais funções são promover e impulsionar, de maneira eficaz, a criação e aplicação de conhecimento no âmbito da inovação, particularmente:

- Tornando produtiva a investigação científica e a aplicação do conhecimento acumulado na UCM e nos seus centros;

- Facilitando as interacções interdisciplinares entre ciências experimentais e sociais;

- Apoiando a projecção externa das empresas “incubadas” do Parque Científico de Madrid através de actividades de investigação, formação e assessoria.

 

Este Centro é um exemplo de iniciativas que podem também ser levadas a cabo em Portugal para estimular a necessária cooperação entre Universidades, Empresas e Organismos Públicos, para que juntos concorram para uma significativa melhoria da situação económica do país.

 

 

publicado por visaocontacto às 08:00
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