Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Inov Contacto - O Risco do retorno

   Eva Vasconcelos

 

   Logoplaste  |  República Checa  |  Praga  |  C11

 

Quando concorremos ao Inov Contacto assumimos um risco. Estamos dispostos a assumi-lo porque esperamos obter um retorno no futuro. Estabelecendo um paralelo entre o que acontece nos mercados financeiros e o Programa Contacto, podemos encarar este estágio como um investimento pessoal e profissional. Aplicamos os nossos recursos na forma de tempo, conhecimento, experiência, capacidade de aprendizagem, etc., na expectativa de eles gerarem rendimentos no médio/longo prazo. Procuramos reforçar competências, alargar conhecimentos, adquirir experiência de trabalho, desenvolvimento e valorização pessoal e esperamos que o mercado de trabalho valorize no futuro estes activos adquiridos ao longo do estágio. Por outras palavras, esperamos ver aumentado o nosso “valor de mercado”. Obviamente há custos associados à decisão de investimento e se nos mercados financeiros eles podem ser medidos por elementos tangíveis, no caso do INOV Contacto, eles serão expressos em custos de oportunidade - decidimos investir neste projecto os recursos que dispomos mas estamos simultaneamente a abdicar de aplicações alternativas desses recursos.

 

O facto de mudarmos de país e aceitarmos uma vida nova tem um impacto grande sobre a nossa experiência de vida. Aprendemos a lidar com novas situações, realidades distintas, deparamo-nos com dificuldades e barreiras, culturas e estilos de vida diferentes, conhecemos pessoas, novas formas de trabalho em diferentes contextos económicos e empresariais. O risco associado a este projecto, na perspectiva de quem beneficia dele, está relacionado com todos estes factores e com o sucesso que poderemos ou não obter. O retorno esperado será em função do risco e da dedicação que aplicarmos no projecto.

 

Qualquer decisão de investimento exige uma análise cuidada, traçamos objectivos, identificamos as variáveis envolvidas, criamos vários cenários e procuramos prever resultados. No final, cruzamos a informação e decidimos se aquele investimento compensa ou não os recursos que vamos pôr à disposição quando iniciarmos o estágio. Há alguma incerteza nesta decisão tendo em conta que não controlamos uma parte das variáveis, não controlamos a escolha das empresas nem do país, por exemplo. Mas há uma outra variável que controlamos e que poderá ser vista como uma variável chave – a predisposição para aprender e trabalhar fazendo deste um projecto que nos valorize. No meu caso particular, quando decidi concorrer, dediquei uma parte do meu tempo a analisar todas as vantagens, riscos e desvantagens de uma decisão deste tipo. Ponderei e decidi assumir o risco. Passadas as fases de selecção e a semana de formação, a noticia...Logoplaste, Republica Checa. Uma empresa em crescimento, com um conceito de negócio interessante e uma estrutura sólida, um país a desenvolver-se, um estágio por fazer e estavam reunidas as condições para que tudo corresse da melhor forma. A Logoplaste - Consultores Técnicos S.A., foi fundada em 1976 em Portugal e é, hoje em dia, apontada com frequência como um caso de sucesso. Líder no mercado português e terceira a nível europeu na produção de embalagens em plástico rígido, a Logoplaste destaca-se pelo modelo de negócio inovador que a sustenta. Denominado “hole in the wall” (www.logoplaste.com) consiste na instalação da fábrica junto do cliente, formando uma unidade integrada e assegurando uma das fases do processo produtivo. A Logoplaste, tem apostado fortemente na internacionalização e na exploração de novos mercados sendo hoje uma multinacional, com presença em 8 países e um total de 42 unidades produtivas. A minha experiência na Logoplaste tem-se revelado enriquecedora e nesse sentido posso afirmar, agora que me encontro na fase final do estágio, que o risco que assumi há uns meses atrás acabou por ter um retorno visível. Ganhei em conhecimento e em experiência pessoal e profissional, tendo-me sido ainda dada a oportunidade de terminar os dois últimos meses do estágio na Holanda, numa outra fábrica da empresa. A Logoplaste proporcionou-me o contacto com duas realidades distintas: trabalhar num escritório e numa fábrica, dois países com culturas e pessoas diferentes numa área em que tenho grande interesse. Hoje, considero que o risco associado a este projecto/investimento acabou, no meu caso, por se transformar em novas oportunidades.

 

publicado por visaocontacto às 15:00
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