Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Engenharia e Construção Civil no Brasil

 Pedro Santos   | C12

 

Coba

Brasil

Durante década de 70, o Brasil foi marcado por um período de elevado crescimento da economia e este desempenho positivo repercutiu-se directamente ao nível das actividades da Construção Civil. Contudo a seguir surgiu a chamada década perdida, em que após o ciclo expansivo da década anterior, entre 1981 e 1992 a construção conheceu um longo período de desaceleração, com apenas alguns sinais positivos entre 85/86, devido a uma euforia económica proporcionada pelo Plano cinzento. Foi assim necessário, realizar uma outra intervenção de cariz político, o Plano Real, e a consequente estabilidade económica para que em meados dos anos 90 o PIB voltasse a apresentar índices de crescimento que manteve regulares até ao final da década.
No inicio da presente década e até meados de 2006 registou-se, principalmente no mercado imobiliário, crescimentos de 5%, acima da média observada nos sectores industrial, agro-pecuário, de serviços e do próprio Produto Interno Bruto (PIB), consequência de alguma estabilidade económica, da expansão do crédito imobiliário, da redução das taxas de juros e do crescimento dos rendimentos e nível de emprego da população. O Brasil entrou então num clima de confiança contínua e regular.
Nesta altura, o Brasil encarou os investimentos como principal motor do crescimento económico, e para esse alinhamento estratégico o levantamento realizado para o período 2007-2010 aponta para o montante de investimento a rondar os R$ 200 biliões em infra-estruturas nos sectores da energia eléctrica, comunicação, portos, caminhos de ferro e saneamento. Este montante representa um crescimento de 10% ao ano, em média, frente aos R$123,5 biliões, investidos entre 2002-2005, e equivale a um aumento de 0,6% do PIB, entre 2005 e 2010.
Em Abril de 2007, a industria dos materiais de construção registou um crescimento de 19,53% no primeiro trimestre e o emprego nas empresas de construção, registou um aumento de 10,5% relativamente ao mesmo período do ano anterior. É aliás oficial, a escassez de mão-de-obra qualificada. No sector imobiliário, em 2007, vendeu-se mais 10% do que no ano anterior, entrando-se no período chamado denominado de “período quente” da Engenharia e Construção Civil.
Em suma, pode diagnosticar-se os acontecimentos relatados como consequência principalmente de:
Incentivos do Governo
Queda das taxas de juro
Oferta de crédito
PAC – Programa de Aceleração de Crescimento
R$ 274,8 biliões em Energia
R$ 170,8 em infra-estrutura social e urbana
R$ 58,3 em logistica (Rodovias, ferrovias, portos, hidrovias e aeroportos)
Continuando em linha ascendente, a indústria da construção civil vem registando recordes sucessivos em 2008. No mês de Maio, o sector ultrapassou pela primeira vez, desde 1995 quando a metodologia do estudo foi reformulada, a marca de 2 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Só no Estado de São Paulo, foram contratados 52,8 mil trabalhadores nos primeiros cinco meses de 2008 – equivalente a um aumento de 10,2%/ano. Nos últimos 12 meses, terminados em Maio, o crescimento é de 21% e na variação entre Abril e Maio a alta registada é de 0,6%. Com esse desempenho, a de mão-de-obra da construção civil em São Paulo atingiu o patamar de 568,9 mil. Na capital paulista, o índice avançou 10,6% este ano com as 26,4 mil novas vaga formais preenchidas até Maio. Em relação ao mesmo mês de 2007, a alta chega a 23,8% e, em Maio sobre Abril, de 0,8%. Com isso, a cidade de São Paulo concentra 273,6 mil trabalhadores com carteira assinada na construção civil. A variação mensal em (%) é de 0,83 e o número de vagas criadas é de 2.259.

Outras regiões do Brasil – A região Centro/Oeste foi a que apresentou o maior crescimento proporcional no acumulado do ano – de Janeiro a Maio, a subida é de 15,2%. Em seguida está o Sudeste, que no mesmo período registou uma subida de 10,7% no índice.

Em conclusão, um pouco por todas as frentes da Engenharia e Construção Civil, vivem-se tempos desafiantes para este país das bipolaridades económicas. O clima empresarial é de elevada confiança face às oportunidades que a procura proporciona e as iniciativas de empreendedorismo são visíveis. Não esquecendo as barreiras impostas à entrada, criadas pelo mercado Brasileiro principalmente em actividades importadoras de mão-de-obra, é de concluir que o Brasil é uma das grandes potencias emergentes no mercado global da Engenharia e Construção Civil, merecedor de análises e reflexões estratégicas aprofundadas principalmente baseadas numa visão a longo prazo.
publicado por visaocontacto às 09:30
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28

.Artigos recentes

. NOVO LOCAL

. Vila do Bombarral recebe ...

. Empreendedorismo Contacto...

. Encontrão C3

. Contacto 13, solidário em...

. Carreiras: Rui Cristo (C1...

. Existências - Expo de Pin...

. Um pequeno gesto... Um gr...

. Mensagem de Natal

. Os contactos continuam a ...

. PROGRAMA CONTACTO - algun...

. Início do Contacto 14

.Edições

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds