Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Um briefing sobre a Roménia

Filipa Maldonado Reis  |  C12

 

Consulgal

Roménia

 

Para quem se lembra do passado ainda recente da Roménia, à data em que integrava o chamado Bloco de Leste e também o Pacto de Varsóvia, liderados pela antiga URSS, a Roménia é surpreendentemente um país com um enorme potencial de desenvolvimento económico.

Efectivamente, o regime comunista então existente, liderado de modo soberano pelo ditador Nicolae Ceauşescu, enquadrava um país pobre e sem empreendedorismo.

Com a desagregação da URSS e consequentemente com a falta do poderoso apoio por esta dada a Ceausescu, o regime absoluto romeno fragilizou-se e o ditador acabaria por ser condenado à morte e executado em 1989.

Desde então, pese embora os avanços e recuos que seguiram, muito fruto do vazio de Poder e das lutas que se seguiram à morte do ditador, com muitos avanços e recuos, a Roménia iniciou um processo de estabilização no sentido de uma democratização morosa. Para isto contribuiu muito o esforço feito para entrar na União Europeia, o que conseguiu em 2007, ano em que uma das suas principais cidades, Sibiu, foi Capital Europeia da Cultura.

Assim, nos últimos anos o desenvolvimento do país tem sido significativo. Apesar dos ainda existentes problemas de corrupção, falta de transparência no sector público e fraca competitividade económica, a Roménia possui uma grande diversidade territorial com grandes capacidades agrícolas e turísticas. No entanto, para o desenvolvimento destas capacidades nos sectores primário e terciário e futuramente para o desenvolvimento de indústrias do sector secundário e de mais áreas do sector terciário, são fundamentais boas redes de rodovias, de ferrovias e de telecomunicações que, de modo fácil e expedito, ligue o país entre si e ao exterior. Bem como, um ordenamento territorial adequado a nível rural e urbano, boas edificações e sistemas de saneamento.

Deste modo, creio que as prioridades passarão certamente pela construção de estradas funcionais (nomeada­mente auto-estradas), por um sistema de transporte ferroviário eficaz, pela implantação de redes telefónicas eficazes, por boas cadeias de distribuição, pela aposta na melhoria construtiva de edificações, pela urgente melhoria do sistema de saneamento básico e pela requalificação de parte do território que permanece pouco cuidado desde 1989.

Naturalmente que estas prioridades são também oportunidades de negócio que, com a entrada na União Europeia e o vagaroso melhor funcionamento das estruturas governa­mentais, nomeadamente em termos burocráticos e de combate à corrupção, têm vindo a diminuir de risco.

Neste momento, a presença portuguesa, começa a ter expressão significativa no sector de construção civil. Empresas como a Consulgal, Mota-Engil, Soares da Costa e Lena Construções já estão a actuar em território romeno, com resultados interessantes. No entanto, há ainda um leque enorme de oportunidades para as empresas portuguesas, nomeadamente nas referidas áreas de construção civil, saneamento básico, telecomuni­cações e distribuição. A oferta de empresas romenas que satisfaçam as necessidades do país é escassa, pelo que este é o momento ideal para a internacionalização das nossas empresas na Roménia.

Paralelamente, existe um vasto mercado de turismo de natureza por explorar. A Roménia tem todas as condições para ser um dos destinos de eleição dos turistas apaixonados pela natureza, à semelhança do que já acontece em países da antiga Jugoslávia e que lhe estão relativamente próximos, como a Eslovénia ou Croácia. A Roménia tem tudo o que é necessário para um desenvolvimento turístico com sucesso: Mar, Rio, Floresta e Montanha. Assim, também este poderá ser um sector a ser desenvolvido por empresas portuguesas, tendo a vantagem de toda a parte de operacionalização poder ser feita a partir de Portugal, designadamente através de Agências de Turismo que organizem viagens a partir de Portugal para diferentes destinos da Roménia.

Em síntese, a Roménia constitui um país com grande margem de oportunidade nos sectores de construção, saneamento básico, telecomunicações, distribuição e turismo. Poderemos ainda acrescentar que a cultura latina da Roménia poderá ser um factor altamente favorável à presença de empresas portuguesas neste país, bem como a sua recente adesão à União Europeia e OTAN e a presumível entrada na Zona Euro.

 

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publicado por visaocontacto às 08:00
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