Sábado, 14 de Março de 2009

La crisis Ibérica

 

Maria Teresa Pinho Peralta | C12

ISA

Espanha

A principal notícia dos dias de hoje chama-se “Crise”. Nem os maiores especialistas conseguem identificar com precisão a origem, extensão e principalmente a duração.

De acordo com os mesmos, a Europa está mergulhada numa profunda crise. E tudo indica que 2009 vai ser mesmo um ano bastante complicado.

No entanto, cabe às várias empresas estudar e preparar o melhor caminho a seguir para fazer face às dificuldades existentes, bem como eventuais contrariedades que ainda possam surgir.

Espanha não foge à regra! A crise da economia espanhola, anunciada há já muito tempo por vários economistas é agora claramente assumida. Um dos seus principais problemas é o sector imobiliário. As famílias espanholas estão altamente endividadas e começam a ter sérios problemas para resistir à alta das taxas de juro e cumprir com as suas obrigações financeiras.

Assim, Espanha acompanha actualmente a tendência da economia europeia.

Olhando para o mercado bolsista, mesmo com os investidores a especularem que os governos vão intensificar os esforços para revitalizar a economia global, encontramos uma instabilidade constante.

Portugal, como é do conhecimento geral, apresenta um elevado grau de dependência económica de Espanha pelo que obrigatoriamente iremos sentir a crise que por lá passa.

Espanha é o país com a maior fatia do investimento directo estrangeiro em Portugal; é o nosso primeiro mercado de exportação de mercadorias e o segundo na exportação de serviços. Como é de esperar, o pouco investimento efectuado por empresas espanholas é concentrado no mercado doméstico; e o volume de negócios das empresas portuguesas que internacionalizaram a sua actividade em Espanha vai ser cada vez menor.

ISA - Intelligent Sensing Anywhere, S. L.

No caso da empresa onde colaboro – ISA – Intelligent Sensing Anywhere- o ano de 2008 até não pode ser considerado um ano “mau”. A ISA é uma empresa portuguesa, com sede em Coimbra que opera no sector das novas tecnologias, mais concretamente no mercado M2M (machine to machine).

Precisamos de entender que, neste momento de incertezas, a utilização da tecnologia se torna ainda mais importante, uma vez que permite aperfeiçoar os processos, “virtualizar” plataformas, integrar sistemas e ambientes com o objectivo claro de optimizar o tempo e reduzir os custos.

O sector das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), tanto em Portugal como em Espanha, é um dos poucos que, embora afectado pela crise, ainda se encontra em crescimento. Afinal, numa conjuntura de crise, tanto particulares como empresas, reconhecem a necessidade e a importância das TIC para o desenvolvimento económico.

No mercado espanhol, este sector teve um crescimento de cerca de 6% (2007) face ao crescimento dos últimos anos que se situou entre os 9% e 10%. Mesmo assim, e apesar da crise, Espanha é um dos países europeus mais atractivos e desenvolvidos nesta área.

Contudo, e apesar de o sector ainda apresentar sinais de evolução, o mercado espanhol, tal como o mundial, encontra-se em recessão e é cada vez mais difícil encontrar quem esteja disposto a investir ou mesmo encontrar empresas interessadas em estabelecer parcerias. A desconfiança é grande, o capital disponível para investir é cada vez menor e, sobretudo, a incerteza e a insegurança são cada vez maiores.

Para a ISA o ano poderia ter sido muito mais positivo; afinal o sector não está estagnado. No entanto, o crescimento é tão lento que se torna praticamente impossível sentir a evolução que a empresa poderá estar a ter no mercado espanhol. Isso reflectiu-se, obviamente, no desempenho das minhas funções como estagiária nesta empresa e assistente comercial no mercado espanhol. Porém, com as previsões de uma crise continuada para os próximos anos, resta-nos ser optimistas pois as coisas até poderão não correr muito bem, mas temos de acreditar que é algo apenas temporário.

Assim a melhor forma de superar a crise é continuar a trabalhar e a produzir, sempre na expectativa eminente de uma mudança. Mudança essa que, contrariamente ao provérbio, nos traga “bons ventos e bons casamentos”.

 

publicado por visaocontacto às 08:00
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