Terça-feira, 23 de Junho de 2009

O papel da Aicep na Turquia

Ana Mafalda Salgado | C13

 

AICEP

Ancara | Turquia

 

 

 

É curioso verificar que, tal como a Turquia serve de Ponte política, económica e social entre a Europa - Ásia - Médio-Oriente, também a AICEP tem como principal função ser a ponte facilitadora, direccionada para os negócios, entre Portugal e os restantes países.

 

Será que está a conseguir? Respondendo ao desafio que me foi colocado, tentarei analisar o papel da AICEP na Turquia através do modelo de gestão SWOT. Dando assim uma visão externa e interna sobre a actual posição da AICEP Turquia.

 

Contextualização:

A AICEPAgência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal - está presente em Ancara desde, sensivelmente, 1998, sendo que até ao momento recorreram à mesma milhares de empresas Portuguesas e Turcas.

Nas relações comerciais com Portugal e, independentemente ou não da AICEP - de seguida explico o comentário -, assistiu-se a um progressivo aumento das exportações de Portugal para a Turquia. Sendo que, de 2002 a 2008 cresceu em média 7,5%, e apenas no 3º trimestre de 2008 diminuiu devido ao início da crise global.

 

Análise SWOT:

Existem duas formas de as empresas solicitarem apoio à AICEP.

Uma, quando contactam directamente as representações do estrangeiro via internet, fax ou telefone.

E outra, quando se inscrevem na agência e ficam agregadas a um Gestor de Cliente.

 

Fraquezas:

Muitas são as empresas que optam por contactar autonomamente a AICEP Ancara, em vez de se inscreverem na AICEP em Portugal. E devido à inexistência de uma ferramenta de controle, ou da obrigatoriedade de as mesmas reportarem os resultados finais obtidos, fica aqui uma lacuna por colmatar. Pois é devido a essa lacuna, que de momento, não é possível avaliar o impacto dos resultados de cada empresa no total das exportações de Portugal para a Turquia.

 

Outro factor a melhorar seria um maior conhecimento dos sectores considerados importantes para a Turquia. Pois, dessa forma, poderiam ser dadas mais oportunidades a outras empresas além das que recorrem por si mesmas à AICEP. Ou seja, mais do que as notícias diárias da AICEP, poderiam ser feitos workshops ou briefings pela AICEP/Associações Sectoriais, de forma a que esta representação se mantivesse constantemente actualizada sobre o que estes sectores têm de novo para oferecer.

 

A nível dos contacteantes, refiro o exemplo do programa de estágios semelhante ao nosso, “ICEX” de Espanha (www.icex.es), no qual os estagiários destinados a algumas cidades da Ásia e Médio-Oriente têm mais três meses que os outros para aprenderem o idioma local. Sendo que, nesses primeiros meses, vivem numa família de acolhimento e frequentam um curso intensivo da língua. Apenas nos meses seguintes estão no departamento económico da Embaixada da Turquia, e no fim, grande parte deles fica a trabalhar nas empresas espanholas localizadas nesses locais devido, entre outros factores, ao conhecimento da língua.

.

 

Mas, mais do que números, são imensas as ferramentas e mais-valias que a AICEP pode providenciar às empresas que a ela recorrem, sendo para tal apenas necessário: conhecer.

 

Conhecer!

 

Eis a palavra chave indispensável a qualquer actividade, ou entrada num terreno desconhecido. E como pode a AICEP ajudar as empresas portuguesas a conhecer a Turquia?

 

Pontos Fortes:

Fazem parte dos seus pontos fortes os vários produtos de que as empresas localizadas em Portugal podem beneficiar. Tais como: o “ABC” sobre o mercado, a abertura de portas à criação de parceiros, clientes, distribuidores, importadores, ou análises sectoriais e estatísticas. Enfim, toda uma panóplia de informação, que sendo local, acaba por ser também uma fonte priveligiada de conhecimento. Pois encontra-se no mercado há cerca de 10 anos, sendo vários os contactos e as informações que angariou ao longo dos tempos. Para saber mais: www.portugalglobal.pt

 

No caso da Turquia, torna-se ainda mais imprescindível, pelo factor idioma, dado que, tanto em organismos públicos, como privados, actualmente, 90% das empresas que contactei, não falavam inglês, ou ao fim de algum tempo, lá se encontrava alguém que falava com alguma a muita dificuldade (dependendo da empresa e região). No entanto, muitos falam alemão, russo, chinês, francês, ou outros dialectos de países vizinhos, mas muitas vezes não falam inglês. Sendo, portanto, um factor a ter em conta no caso de serem as próprias empresas a contactá-los. Dado que Portugal, em comparação com outras ofertas que já tenham de outros países, pode ser-lhes completamente indiferente.

 

Exemplo, a China, com preços incomensuravelmente mais baratos, a Alemanha, França, ou Itália com quem têm relações antigas, fortes, e às quais associam produtos de qualidade (os primeiros principalmente).

Enquanto que o contacto através da AICEP Ancara, localizada na Embaixada, é um organismo ao qual dão maior importância, e pelo menos reconhecem-no, sendo que assim a história poderá ser outra!

Tornando a AICEP num alicerce muito importante nestas relações.

 

 

Ameaças:

Quanto à Turquia, a principal ameaça é o facto de a marca nunca ter tido uma grande ou incisiva projecção.

De 90% das empresas Turcas contactadas, raras são as que conheçem ou ouviram falar no nome AICEP.

Sendo que, em Ancara, estando localizada na Embaixada, tem podido utilizar esse facto a seu favor. Apresentando-se como uma espécie de “secção” comercial que as outras embaixadas têm.

No entanto, com a nova abertura de um escritório em Istanbul, terá que se utilizar outra estratégia, e de maior impacto, ao mesmo tempo que se apresenta uma nova oportunidade de se diversificar a forma como se tem dado a conhecer.

 

A economia turca é caracterizada por ciclos de elevado crescimento seguidos de grandes crises, o que pode assustar as empresas portuguesas, dificultando o trabalho da AICEP. Facilmente, de um momento para outro, as empresas cortam abruptamente as importações, ainda que as tenham referido numa factura proforma. No entanto, relembra-se que, normalmente, se trata apenas de um “ciclo”. E nem todas actuam assim, mas alerta-se para o facto a precaver.

 

 

Oportunidades:

Há dois dados externos que abonam a seu favor. Um, o facto de nunca ter havido quaisquer problemas com Portugal e sermos vistos como um país “simpático”.

E outro, o facto da população jovem turca, e não só, ser muito adepta do que está na moda. Recentemente foi a ocasião dos ecrãs plasma,  todos queriam ter um. Antes, os telemóveis e ipods (mesmo que pelo mercado negro), as roupas, etc. São um povo muito trendy e fashion! Todas as raparigas se maquilham desde a preparatória. O que os torna num povo muito receptivo às coisas novas e fashion. Mesmo no turismo, os jovens gostam de viajar e comprar algo de fora (para ostentarem no seu país). Não é superficialidade, é vaidade e exibicionismo. Ou no nosso simples português: Não é defeito, é feitio.

Sendo que estes dados e, principalmente o facto de serem receptivos, comunicativos e consumistas, torna o ambiente comercial muito favorável às relações com a AICEP e empresas de Portugal. Depois, é uma questão de “quem apresenta o melhor produto ou argumento?”. E quem sabe, não fica Portugal na moda (para além do Ronaldo e das Laranjas*)?

 

 

Casos de Sucesso e outros..

A empresa Microfil, que muito corajosamente, participou num concurso da NATO, no qual ficou em 2º lugar, pois o preço da empresa turca era imbatível. Fica o exemplo da iniciativa a ser seguido. Diz o provérbio que “dos 2º lugares não reza a história”, pois aqui fica a sua história.

A Sparks começou por aumentar as suas exportaçoes e depois fez um investimento na Turquia. A SiMoldes que conseguiu vender moldes directamente à Ford! Bem como todas as outras que já têm investimento na Turquia, como a Mota Ceramics, Tim We, Millenium, Cimpor, a Emparque, e a última investidora portuguesa - Portek, entre muitas outras, com presença na Turquia.

 

Portanto sao muitos os exemplos a seguir... E muitas as chances de sucesso. Bastando para tal: conhecer-se bem, conhecer os outros e, por fim, arriscar de acordo com a oportunidade que se vislumbre, sem ter que “dar um tiro no escuro”.

Podendo agora contar com a “luz” (ou ajuda) da AICEP de Ancara e Istanbul, ou ainda com um Gestor de Portugal.

 

Boa sorte! Qualquer que seja a vossa opção!

 

 

*Noutro artigo.

publicado por visaocontacto às 12:19
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Parte do rosto de Portugal: Holanda

 

Ana Luísa Fonseca | C13
Aicep Portugal Global
Haia, Holanda

 

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP Portugal Global) tem escritórios que representam o país em todo o mundo – daí a indicação Portugal Global. O grande valor desta realidade é o facto de Portugal se tornar globalmente presente, participando em eventos locais e conseguindo contactos que lhe abram portas para novos projectos. É aquilo que popularmente chamamos de estar no sítio certo à hora certa.
 
Se um holandês quiser importar um produto português, pode (à partida) ter dúvidas quanto ao produto ou relativamente à escolha mais acertada para o seu interesse. A título exemplar, e de grande importância nas relações comerciais entre Portugal e a Holanda, aparece-nos o vinho. Imaginando que um holandês pretende importar vinho português, surgem-lhe algumas perguntas; por exemplo: que vinho escolher, com quem contactar ou qual a legislação a ter em conta. Entrará, em princípio, em contacto com a Aicep, seja porque conhece as suas competências, seja porque para aí é orientado pelos serviços diplomáticos e consulares. A Aicep é, verdadeiramente, parte do rosto de Portugal para os holandeses.
 
A Aicep também apresenta iniciativas de captação de investimento, que se traduzem em dois modos de actuação:
 
- Antes de mais, a aproximação pode ser feita através de uma abordagem directa das empresas potenciais. Esta abordagem é feita após uma pesquisa exaustiva daquelas que são potenciais investidoras, através de alguns critérios como a dimensão da empresa, o facto de já investir no estrangeiro (ou de demonstrar interesse nesse sentido) e a dedicação a sectores que interessem a Portugal. Esta abordagem é feita, primeiramente por escrito e, eventualmente, de forma pessoal. Não podemos esquecer que tratando-se de empresas de grande dimensão, se torna muito complicado chegar a uma efectiva conversação com os responsáveis;
- Outro modo de acção possível é a representação de Portugal em eventos (por si  ou por outrem organizados) onde possam estar presentes potenciais empresas, para aí divulgar o país e as suas potencialidades e conseguir contactos que permitam desenvolver projectos futuros, em Portugal. Porém, para que isto aconteça são necessárias condições, principalmente, orçamentais. Sem estas participações ou mesmo a organização destes eventos, e ficando os pontos de rede confinados ao trabalho que vai aparecendo na secretária, a Aicep no mundo perde grande parte do seu potencial. Afinal, vivemos tempos dominados pela internet e pela informação à distância de um clique em que apenas a presença física das pessoas nos diversos eventos ainda vai sendo insubstituível.
 
Em relação à internacionalização do tecido empresarial português, podemos afirmar que, em fases críticas, como a que vivemos actualmente, sendo as verbas disponíveis muito inferiores ao que seria necessário para levar a cabo as boas intenções existentes, aquilo que a Aicep apresenta de fundamental e precioso é o know how dos seus funcionários. A mais-valia dos pontos de rede é, nas palavras de um deles, o conhecimento do mercado e a bagagem de contactos. Neste campo, grande parte do trabalho da Aicep passa pelo chamado lobby, que foi sendo construído através de campanhas de divulgação - organização de eventos, viagens a Portugal (nomeadamente para jornalistas), entre outros.
 
Hoje em dia, devido à escassez de verbas e consequente escassez de iniciativas promocionais da Aicep, este lobby vai, naturalmente, perdendo força. Muito do que ainda vai subsistindo deste lobby explica-se pelas iniciativas de outrora e pelas boas relações que foram ficando mas que também se vão perdendo (e a verdade é que, com estas perdas, muito perde o país). É importante não esquecer que os restantes países têm continuado a investir em campanhas de divulgação e, com estas, vão puxando para si preciosos contactos que procedem ao investimento e à promoção do país em causa.  
 
Em conclusão, Portugal é um país com grandes potencialidades e os estrangeiros que as conhecem, apostam nelas. O grande problema é que a maioria dos estrangeiros as desconhece, nomeadamente pela falta de divulgação de que padecem. A concorrência é grande demais para nos darmos ao luxo de esperar que os investidores venham ter connosco. Com a Aicep, temos o conhecimento dos mercados estrangeiros e os contactos ideiais dentro destes mercados. Isto leva-me a pensar: até onde iria Portugal se a Aicep tivesse verbas suficientes para investir? Com o reconhecimento estrangeiro da qualidade que temos, não cresceria apenas a economia mas também o orgulho e a motivação dos portugueses. O orgulho em ser português hoje, deixando de centrar tal orgulho nos feitos passados, e, por conseguinte, a motivação desejável para melhorar e aumentar as suas relações comerciais externas.

 

 

 

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

aicep Portugal Global - Londres

 

Marta Pinto | C13

 

Representação da AICEP - Centro de Negócios de Londres

Inglaterra

 

A desregulamentação dos mercados, sobretudo no pós Segunda Guerra Mundial com o GATT/OMC, obriga a que os Estados mantenham uma Diplomacia Económica dinâmica, sob pena de se tornarem irrelevantes. Esta premissa é válida sobretudo para países como Portugal, com uma localização periférica e que se encontra incluído num Mercado Único, com política económica e monetária comum a Estados com um nível de desenvolvimento e competitividade superiores ao seu. 

 

A Diplomacia Económica é um conceito que sempre existiu, mesmo quando ainda não tinha significante. Ao longo da História encontram-se vários Tratados de Comércio que mostram esta realidade. Em Portugal, sempre houve Diplomacia Económica, mas foi com o XV Governo Constitucional que as relações económicas exteriores de Portugal sofreram um face-lift. Em consequência desta readaptação das estruturas à realidade económica mundial, o ICEP e a AIP fundiram-se na aicep Portugal Global, uma entidade pública empresarial sob alçada do Ministério da Economia e Inovação que tem por missão precisamente a Diplomacia Económica. Sem excluir outros agentes importantes do Estado, que também concorrem para o mesmo fim – o interesse nacional – a aicep é aquela entidade que tem como missão promover o país como um destino de investimento e como uma fonte de tecnologia, mão-de-obra qualificada, produtos de qualidade, etc. Tal objectivo atinge-se através do apoio à internacionalização das empresas portuguesas (sobretudo as PME’s), da realização de eventos nos vários mercados, com principal destaque para os que são estratégicos para o país e do acompanhamento próximo de investidores estrangeiros que desejem entrar no mercado português ou cooperar com empresas portuguesas. 

 

A aicep Portugal Global não se resume a uma sede em Portugal, onde as empresas portuguesas podem contar com uma equipe de apoio à internacionalização e a quarenta delegações em mercados decisivos para Portugal. A aicep Portugal Global engloba também a aicep Capital Global, uma sociedade de gestão de capitais de risco e a aicep Global Parques, a entidade que gere alguns dos principais e mais modernos parques industriais de Portugal. As três entidades funcionam em conjugação por forma a optimizar os objectivos já referidos.  

 

No que se refere à rede externa da aicep, a missão é estar próximo do mercado, tanto para mais facilmente (e em tempo útil) estar presente para promover o país, como para observar e analisar a realidade em busca das melhores oportunidades de negócio para os empresários portugueses ou da melhor forma de penetrar no mercado.

 

O Centro de Negócios de Londres tem a responsabilidade de gerir todo o mercado do Reino Unido, país com tanta ligação histórica a Portugal. É nesta delegação que nos encontramos presentemente a estagiar.

As relações económicas entre Portugal e o Reino Unido remontam a tempos distantes. Seja com o Tratado de Westminster, de 1654, que garantia a segurança das frotas portuguesas no atlântico em troca de apoio logístico em portos distantes (este Tratado nunca chegou a ser ratificado por D. João IV); o Tratado de Methuen, de 1703, onde se acordava a troca de têxteis britânicos por vinho português; o Ultimato Inglês, que tinha óbvias consequências económicas, apenas para citar casos de maior destaque na história das relações entre os dois países.

Além da relação diplomática, os dois países partilham o atlântico norte, a tradição ultramarina e a experiência do Mar, a situação geográfica não central relativamente  à Europa, a hospitalidade na recepção dos imigrantes das antigas colónias. Nas mais variadas vertentes, as sociedades britânica e portuguesa cruzam-se amiúde.

Apesar desta proximidade e “boa relação” entre os dois países, existe no Reino Unido um fenómeno de redução de Portugal a canto europeu de lazer. Esta associação é vantajosa para o turismo em Portugal, mas é muitas vezes contraproducente para a realização de negócios. É neste contexto paradoxal que o Centro de Negócios de Londres se encontra no momento a realizar um projecto que será, com certeza, um caso de sucesso. Trata-se de renovar a imagem de Portugal sem esbater ou secundarizar o turismo.

 

Innovating Portugal é um esforço para divulgar junto dos principais decisores económicos britânicos áreas onde o país é cada vez mais competitivo, sem que tal ainda se saiba no estrangeiro: as energias renováveis, a biotecnologia, construção civil, oceanografia, tecnologias de ponta. São áreas onde Portugal dá cartas atrás de nomes estrangeirados como Critical Software, Number Five, Chipidea, Master Guardian ou YDreams. O momento de revelar ao Reino Unido a capacidade de Portugal chegou e cremos que será o caso de sucesso que fará Portugal entrar numa nova dimensão de desenvolvimento e negócios.   

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

O Novo Mundo das oportunidades

Elisete A. G. Barbosa | C13

AICEP Caracas

Venezuela Edição

 

Estou no NOVO MUNDO! Esta foi a minha primeira impressão da Venezuela!

 

À partida, a Venezuela não era um destino especialmente exótico, mas a verdade é que tudo se revelou diferente. Embora seja Ocidente e a cultura seja Latina, estamos cultural e socialmente muito distantes.

Nas ruas há sempre muita música, muito Sol e uma enorme multidão de pessoas que inunda as ruas de Caracas, mostrando a diversidade de culturas e gentes que fazem parte deste país, desde sempre habituado a diferentes raças.

 

As notícias que saíam nos meios de comunicação fizeram com que viesse para a Venezuela com o pré-conceito de que trabalhar numa representação da AICEP em Caracas ou seria uma tarefa titânica, ou então iria limitar-me a fazer o pouco que me era possível. Tudo se revelou muito diferente. O trabalho é muito, muito interessante e com tendência a melhorar.

Estou a trabalhar na Embaixada de Portugal em Caracas, onde está a Representação da AICEP na Venezuela.

Esta Embaixada é uma das representações com melhores relações diplomáticas com a República Bolivariana da Venezuela. E não podia desejar nada melhor. O meu trabalho consiste em responder o pedidos (diários) de empresários portugueses que não se deixam intimidar com as notícias que ouvem e decidem investir cá. Este país é de facto o American Dream de muitos portugueses que cá estão há vários anos, e o sonho daqueles que agora começam a investir. A representação da AICEP em Caracas tem-se revelado de uma importância vital.

 

Nós somos a ligação que une os empresários Venezuelanos aos empresários Portugueses . Fazemos uma “ponte” transatlântica a nível de negócios, facilitando e melhorando os contactos entre estes dois países. Há muito interesse e vontade, tanto por parte dos Portugueses que nos enviam os seus pedidos de Portugal, como por parte dos Venezuelanos que, devido à fama criada pela nossa já antiga comunidade de imigrantes ( até existe um Estado Federal que se chama PORTUGUESA), confiam e querem fazer negócios com empresários lusos. Caracas é uma cidade muito povoada, sendo uma das características mais marcantes desta população o facto de ser muito consumista, isto é, vende-se muito e em grande quantidade. Existem cerca de 30 shoppings de grande dimensão só em Caracas, os quais estão sempre cheios de compradores. Há vendedores de rua, vendedores de comércio tradicional, vendedores de shopping, enfim, aqui tudo se vende porque há sempre quem queira comprar.

 

A Venezuela é detentora de muitas e importantes riquezas naturais (minério, gás natural, petróleo) o que a inclui nas grandes cimeiras internacionais mas, é esta enorme massa consumista que torna este mercado tão apelativo. Aqui é a Terra das Oportunidades, pois de tudo se vende e de tudo se compra.

 

Recomendo a todos uma visita à Venezuela pois decerto ficarão impressionados com o potencial que existe aqui. Numa altura em que o conceito “crise” é um dado adquirido no Velho Mundo , do lado de cá não faltam oportunidades de fazer negócios.  

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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Ireland Portugal Business Network

Thursday 20th November


The next meeting of the Ireland Portugal Business Network will be held on Thursday evening November 20th in the Sheraton Hotel, Lisbon.
 

 

On this occasion the guest speaker will be Antonio Mexia, Chairman of the Executive Board of Directors of EDP and former Minister of Public Works and Transport.

Antonio Mexia will focus on the issues of future supplies of energy and we expect the talk to be both interesting and challenging.

 

[03-11-2008] [ aicep Portugal Global ]

Antonio Mexia - short biography.

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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Programa para jovens licenciados abre portas a carreiras internacionais

 

Programa para jovens licenciados abre portas a carreiras internacionais

INOV CONTACTO tem 370 vagas para estágios

Os estágios têm a duração de 9 meses e são feitos em empresas, de referência. As candidaturas vão até 17.

[01-08-2008] [ Almerinda Romeira, Correio da Manhã ]

És licenciado, tens menos de 30 anos, não tens emprego e gostarias de encetar uma carreira internacional? O programa Inov Contact dá-te essa possibilidade. Há 370 vagas para estágios no estrangeiro. Os estágios têm a duração máxima de nove meses e realizam-se em mercados de interesse estratégico para Portugal, em empresas multinacionais de referência a nível mundial ou em PME com potencial de internacionalização e organismos internacionais de reconhecido interesse e mérito. Os jovens poderão efectuar as suas candidaturas até ao próximo dia 17. Maria João Bobone, responsável na AICEP Portugal Global pela gestão do INOV Contacto, diz que este é o "acesso aos jovens para uma oportunidade de alavancar a sua carreira profissional, internacionalizando-a!". Entre 2005 e 2008, o INOV Contacto garantiu 733 estágios, que verificaram uma taxa de empregabilidade de 90%. O INOV Contacto é promovido pelo Ministério da Economia e da Inovação, através dos fundos comunitários e do QREN Poph, sendo a AICEP Portugal Global a entidade gestora.

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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Divulgação - Inscrições C12

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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Sabia Que...

 

AICEP NOMEIA "CONTACTEANTES"

PARA ESCRITÓRIOS DA REDE EXTERNA

 

A Comissão Executiva da Aicep Portugal Global, no âmbito do processo de reorganização da sua Rede Externa, decidiu nomear 3 antigos estagiários do INOV Contacto como responsáveis de escritórios (Business Offices) da Agência.


Desde Janeiro, o Dr. Jorge Salvador (C9), o Dr. Diogo Araújo  (C4) e o Dr. Rui Gomes (C6) passarão a ser responsáveis, respectivamente, pelos escritórios de Santiago do Chile, Tunis e Cidade do México

 

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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Oportunidades de Negócio

   Raquel Rio Tinto - AICEP,  Madrid,  Espanha.

 

Serviços ajustados às carreiras internacionais

 

Num mundo cada vez mais globalizado, as empresas vêem-se tentadas a entrar em novos mercados e, para um profissional dos dias de hoje, o local de trabalho começa a não ter poiso certo e a necessidade de viajar em negócios passa a ser uma constante. É então curioso observar a forma como os serviços se vão adaptando (por vezes de uma forma tardia, é certo) às necessidades de cada época.

 

A viagem de avião, levada durante demasiado tempo de uma forma pesada e enfadonha, exigia a quem se deslocava em trabalho o desperdício de muito tempo por causa de um simples vôo. O tempo de permanência no aeroporto (check-in, embarque e recolha de bagagem no destino) é muitas vezes superior àquele passado a voar.

Desde há algum tempo, companhias aéreas como a Lufthansa, por exemplo, começaram a oferecer serviços como o Quick Checkin (checkin automático em máquinas no aeroporto), ou o Checkin Online com a impressão do cartão de embarque a partir de casa, tendo o passageiro apenas de estar no aeroporto pouco antes de o avião levantar vôo. Há que estar focalizado no consumidor e na experiência que este gostaria de ter ao viajar e, no que diz respeito às viajens de negócios, o tempo é um factor preponderante.

Ao que parece, o próximo passo que virá acelerar o processo de embarque nos aeroportos consiste numa espécie de “Via Verde” para quem tenha o passaporte electrónico.

 

A empresa portuguesa Vision Box, de sistemas de biometria, vai instalar nos aeroportos um sistema de leitura automática dos dados dos passaportes electrónicos para controle de fronteiras. O sistema efectua a leitura dos dados no momento em que os passageiros por ele passam, sendo tirada uma fotografia do passageiro imediatamente comparada com a que consta no passaporte.

 

Procuram oportunidades de negócio??? Encontrem soluções integradas que garantam Alta Segurança, Eficiência, Rapidez, Simplicidade, User-Friendly e Low Cost.

 

publicado por visaocontacto às 15:52
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Visita Presidencial / Empresarial ao Chile - A Nova Aicep.

   Fernando Figueiredo - Aicep,   Santiago do Chile,   Chile.

 

 

Entre 6 e 10 de Novembro de 2007, decorreu a visita oficial do Presidente da República Portuguesa ao Chile e, em simultâneo, deslocaram-se 30 dos maiores empresários portugueses incluídos na comitiva. Claramente, tratou-se de uma aposta da Presidência em incentivar o crescimento das relações comerciais com o Chile e com a América do Sul, isto porque, pela primeira vez, fez-se coincidir uma visita empresarial portuguesa, com a realização de uma Cimeira Ibero Americana. Actualmente, o Chile é o segundo parceiro comercial na zona, a seguir ao Brasil. É por isso mais que justificada a aposta de Portugal neste mercado, que apesar de distante, tem registado nos últimos anos subidas constantes no volume de exportações e investimento português.

 

Obviamente, os resultados práticos desta visita só serão conhecidos a médio e longo prazo, de qualquer modo foi muito bom o feedback dado não só pelos empresários portugueses, mas também da parte chilena, com várias hipóteses comerciais e de cooperação deixadas em aberto. Cabe agora às empresas portuguesas, manter e reforçar os contactos iniciados, num mercado como o chileno que exige persistência e uma atenção continua.

 

Em termos do meu trabalho na Delegação, estes dias foram muito interessantes e importantes pelo contacto com as empresas e empresários portugueses e o reconhecimento de todo o trabalho efectuado, patente na satisfação que todos, sem excepção, demonstraram. Tudo isto seria um mero exercício de “auto-glorificação e imodéstia” não fossem alguns aspectos que eu gostaria de referir. O primeiro é que nenhum dos 4 membros da Delegação, antes da visita, tinha a sua situação laboral definida. O segundo foi toda a atribulação que as delegações e a sede da AICEP sofreram durante este ano, por motivo da reestruturação que bloqueou muitas actividades e que tantas vezes nos deixou a todos literalmente “à beira de um ataque de nervos”. O terceiro aspecto é que toda estruturação no terreno das reuniões e encontros teve de ser feita em 2 semanas, com um fim-de-semana prolongado pelo meio!

 

O Dr. Basílio Horta, que acompanhou a visita, referiu a certa altura que esta era “A nova AICEP”, pelo bom trabalho que estava a ser efectuado. Em termos pessoais espero sinceramente que sim, que sirva de exemplo, que apesar de todas as dificuldades, quando se assume profissionalismo, tudo se pode conseguir.

No entanto, falta que a AICEP crie as condições para que esse profissionalismo não redunde tantas vezes em “carolice”, passando a ser uma imagem de marca da instituição em todas as suas actividades, e não algo que dependa da boa-vontade dos seus funcionários.

Concluo com os meus parabéns ao Dr. Eduardo Henriques, nosso Delegado, e aos meus colegas da Delegação e da AICEP em Portugal, pelo excelente trabalho realizado nesta visita, e a todos que em condições de trabalho tão adversas durante este ano, em Portugal e nas delegações, não deixaram de trabalhar e fazer um pouco mais pelo nosso país.

 

publicado por visaocontacto às 12:50
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Entrevista com o técnico da Delegação da AICEP de Buenos Aires, Mathias Oporto

   Frederico Gomes - AICEP, Buenos Aires, Argentina.

Frederico Gomes- Há quanto tempo trabalhas na Delegação da AICEP de Buenos Aires?

Mathias Oporto- Há quatro anos.

 

F G- Com quantos Delegados já trabalhaste?

M O- Com dois.

 

F G- Reconheces algum traço em comum nos portugueses com quem trabalhaste/ lidaste (delegados, colegas de trabalho, funcionários do Consulado/ Embaixada)?

M O- O trabalho numa Delegação da AICEP é muito diferente do trabalho num Consulado ou numa Embaixada. Os funcionários possuem diferentes atitudes em relação ao seu trabalho e existem grandes diferenças entre os trabalhadores da Delegação e os do Consulado/ Embaixada. Algumas semelhanças são:

   a) Pouca capacidade de reacção imediata face a condições adversas;

   b) Boa predisposição para o trabalho;

   c) Falta de capacidade de decisão;

   d) Boa adaptação à mudança cultural.

  

F G- Na relação de trabalho que tipo de obstáculos culturais encontraste ao lidares com portugueses?

M O- O principal obstáculo que se manifesta quase de imediato tem que ver com as expressões idiomáticas. Existem formas e modos de comunicação por parte dos portugueses que para um argentino carecem de sensibilidade e que até parecem conter, à luz da cultura argentina, uma certa agressividade, e vice-versa.

   Outro obstáculo em relação à língua diz respeito às palavras que são escritas e que se pronunciam da mesma maneira em ambos os países mas que têm um significado diferente, originando problemas na comunicação. Esta situação é, contudo, rapidamente detectável e solucionável.

 

F G- Como classificarias o tipo de relacionamento na delegação: formal, hierarquizado, informal?

M O- A Delegação encontra-se actualmente composta por um Delegado e dois funcionários (ocasionalmente contamos com a presença de um estagiário do programa INOV Contacto). Devido ao facto de ser uma Delegação pequena, o tipo de relacionamento entre as três pessoas possui características dos três tipos mencionados. A título de exemplo pode-se dizer que a cooperação necessária para cumprir as várias actividades torna o ambiente mais informal sem que isso se reflicta na hierarquia normal existente nem na formalidade utilizada no dia-a-dia.

 

F G- De que forma é que, na tua perspectiva, a tua postura influenciou a cultura organizacional da Delegação?

M O- A minha postura trouxe dinamismo a várias áreas de trabalho da Delegação e colaborei em diversas tarefas onde era importante esta postura.

 

F G- Na tua opinião achas que a cultura organizacional da Delegação é permeável aos inputs dos funcionários?

M O- Pelo facto de ser uma Delegação pequena está sempre permeável a receber inputs dos funcionários. Não é, no entanto, razão suficiente para alterações na cultura organizacional já estabelecida. Os funcionários trazem algumas influências próprias que induzem alterações no modelo de organização.

 

F G- Em relação aos empresários portugueses que conheceste quais são, na tua opinião, as suas principais vantagens ao entrarem no mercado argentino?

M O- Os empresários portugueses têm a vantagem de encontrarem um mercado com grandes semelhanças culturais. Outra vantagem tem que ver com a excelente imagem que os produtos portugueses têm no que toca à qualidade. Os empresários portugueses têm também uma boa capacidade de negociação sendo a sua forma de negociar muito bem vista por parte dos empresários argentinos.   

 

F G- E aspectos que deveriam acautelar?

M O- Os aspectos que deverão ter em conta são semelhantes aos das negociações com empresários de outros países. Isto é, utilizar os mesmos mecanismos e recursos utilizados normalmente e só depois de haver realizado vários negócios com uma mesma empresa e de ter ganho uma relação de confiança é que se poderão flexibilizar as formas de negociação.

 

F G- Três ideias/ conselhos a empresários portugueses que queiram exportar/ investir na Argentina.

M O- Investigar as possibilidades do mercado para o produto em causa. No caso de se exportar é importante ter uma representação local de forma a obter um follow-up das negociações. No caso de investimentos, é necessário encomendar um trabalho a uma consultora especializada de forma a obter informação mais detalhada sobre os passos a seguir.

Realizar visitas ao mercado, participar em feiras, realizar actividades de promoção, etc., com maior frequência de forma a obter uma presença mais destacada são tarefas indispensáveis.

publicado por visaocontacto às 11:18
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