Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Hamburgo, na rota da aviação

Daniel Navalho | C13
GECI
Hamburgo | Alemanha
 
Hamburgo acolhe ao longo da margem do rio Elba um dos mais dinâmicos pólos de construção aeronáutica da Alemanha, alavancada pelo consórcio Airbus. Além de sentirmos a paixão pela aviação em cada pessoa que diariamente atravessa as águas geladas no ferry, sente-se, sobretudo, o orgulho comum por participarem em alguns dos projectos dos que mais têm sido motivo de orgulho para a Europa, quer pelo avanço que representam no campo tecnológico (mesmo sendo cenário diário, os olhares fixam-se no Beluga a cada aproximação à pista, escutando-se comentários misturados com sorrisos de um sarcasmo alegre, tais como “parece impossível, asas tão pequenas suportarem tamanha aeronave…” de uma criança com 20 anos de experiência  no  sector  aeronáutico  internacional),  quer  pelo simbolismo do que uma Europa verdadeiramente unida e aberta ao mundo consegue fazer.

 

Enquadrado na experiência Inov Contacto, integrei a filial de Hamburgo da empresa GECI International. Nesta primeira fase, o plano de trabalhos acarreta a integração na equipa de design do projecto Airbus A400M, levando a cabo os processos de formação e validação inerentes ao construtor - GECI International

 

A GECI International apresenta-se com o objectivo primário de ser um interveniente de vulto perante os principais construtores do sector dos transportes, sendo que, actualmente, o mercado aeronáutico representa aproximadamente 75% do seu volume de negócios, com o remanescente partilhado por posições em projectos ligados à Defesa, Naval, Propulsão, Espaço e Transportes Terrestres.

A sua oferta é focada nos serviços de engenharia e produção, com especial ênfase nos segmentos de estruturas e sistemas de integração. Entre os parceiros mais importantes no sector aeronáutico encontram-se a Airbus, EADS, Eurocopter, Dassault, entre outros, que presentemente ligam a GECI International a projectos como o superjumbo A380 do consórcio europeu, o avião militar europeu A400M ou o jacto F7X da Dassault, no segmento Business Jet. Skylander Suportada pela envolvência nas diversas fases de projecto aeronáutico dos principais construtores, o desenvolvimento de novos conceitos surge como o mais recente desafio da empresa, concentrando sinergias na construção do seu próprio produto denominado Skylander.

Situada no segmento da aviação ligeira, tem como aposta forte a versatilidade operacional, quer na caracterização primária do conceito quer na sua adaptabilidade ao longo do período de vida útil, sendo concebida para um leque variado de missões nas mais diversas áreas de intervenção: do transporte de passageiros e carga, à intervenção militar, passando por missões de vigilância, humanitárias e combate a incêndios, sustentadas fundamentalmente pela capacidade de aterrar em pistas pequenas ou mesmo improvisadas, aliadas à maximização do número de horas de voo entre abastecimentos.

Como principal característica do projecto, além da versatilidade supra mencionada, surge a ambição de criar uma aeronave cujos baixos custos de aquisição, operacionalidade e manutenção, aliados à elevada fiabilidade exigida pelo sector, será sem margem para dúvidas o grande desafio a que a companhia se propõe, quer pelas condições de mercado actuais, quer pela forte posição dos demais concorrentes.

Actualmente em fase de arranque na região francesa de Lorraine, Chambley, numa antiga base militar NATO, a fábrica que acolherá a produção e assemblagem do Skylander iniciou a actividade no passado mês de Setembro, acolhendo já o primeiro grupo de 65 engenheiros.

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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

The land of opportunities

   Ivone Pinto - Fleet Data, Frankfurt - Alemanha.

Ainda me lembro do GRANDE dia: divulgação da cidade-empresa onde seríamos colocados. Entre choro e ansiedade, descobri que passaria nove meses em Frankfurt. Se inicialmente me questionassem para onde gostaria de ir, essa não seria definitivamente a minha 1ª opção, no entanto deparei-me com as imensas vantagens desta cidade e o quanto podia ser enriquecedora uma experiência profissional neste país.

Francoforte (Frankfurt am Main), é a cidade mais internacional da Alemanha. Localiza–se no estado de Hessen e é a quinta maior cidade do país, com 667.598 habitantes em 2007. É conhecida, hoje, como uma localização central de negócios e finanças da Europa. Em 1998, foi a cidade eleita para o Banco Central Europeu (ECB).

A cidade oferece muito mais para além do mundo de negócios. Ao visitá-la poderá descobrir o gosto pela cultura (museus, teatros, ópera, monumentos e igrejas), por diversão (cinema, festivais, exposições, desporto, clubs, entre outros) e por compras (lojas, feiras). Pode-se, assim, dizer que em Francoforte a história e a modernidade estão sempre lado a lado!

O skyline da cidade continua a crescer. Em 1997 foi construída a torre de Commerzbank, o escritório mais alto de Europa com 299 metros (com antena) de altura. Outros skyscrapers se seguem, nomeadamente: Maintower, Main Plaza e Gallileo.

Aponto para uma análise SWOT do mercado alemão em geral. Como Strengths, a Alemanha apresenta boas infra-estruturas a nível de transportes e comunicação. O facto de estar inserida na Zona Euro facilita o fluxo de capitais e o empowerment da economia. No entanto, o desemprego ainda é demasiado elevado e a desintegração de alguns imigrantes são exemplos de algumas Weaknesses do país. Há que salientar que pese embora estas fraquezas, a Alemanha continua a ser “The land of opportunities” fortalecida pela sua economia que é reconhecida a nível mundial. As ameaças são inúmeras, nomeadamente a entrada de negócios competitivos com qualidade inferior (por exemplo a China). Para além disso, o mercado alemão está bastante saturado necessitando, mais do que nunca, com o alargamento da UE, de uma reestruturação da economia.

Para finalizar, e na perspectiva pessoal, posso afirmar que tudo o que vivi neste país superou as minhas expectativas. Tem sido uma experiência bastante positiva, pois permitiu-me conhecer mais de perto o funcionamento de uma economia com imensas potencialidades como a alemã. Para além disso, o justo agradecimento às pessoas com quem trabalho pois têm sido fundamentais para a minha integração e àqueles que me concederam a oportunidade desta experiência.

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Sábado, 22 de Março de 2008

Darmstadt - a capital da ciência

   Nuno Louro  -  Oristeba, S.A.

Darmstadt

Alemanha.

Situada no estado federal de Hesse, na Alemanha, a cidade de Darmstadt tem apenas 140'000 habitantes, destaca-se em várias vertentes, quer a nível da Alemanha quer a um nível europeu. A região de Starkenburg, que tem Darmstadt como principal cidade conquistou o 3º lugar na lista das melhores localizações para tecnologia, ficando apenas atrás de Munique e Estugarda e afirma-se hoje como a cidade da ciência sendo um conhecido pólo de alta tecnologia a menos de meia hora do aeroporto de Frankfurt.

 

É uma cidade que providencia 100'000 empregos, tendo como indústrias principais as tecnologias de informação, química, farmacêutica, cosmética, biotecnologia e mecatrónica. Importa também notar que mais de 1/5 destes empregos são ocupados por pessoas com formação superior.

A famosa Merck, fundada em Darmstadt em 1668 é uma das mais antigas empresas químicas e farmacêuticas ainda em funcionamento no mundo. A título de curiosidade a substância MDMA, mais conhecida por ecstasy, foi patenteada em 1912 pela Merck que hoje tem mais de 8000 pessoas apenas em Darmstadt. Destacam-se ainda empresas como a T-Systems (grupo Deutsch Telekom) com 6500 pessoas, a Software AG, a Danet, a Computer Associates no sector das tecnologias de informação, a Wella nos cosméticos, a Roehm nas áreas química e farmacêutica.

 

Para além das empresas presentes em Darmstadt existem outras organizações importantes e complementares às mesmas. A cidade tem cerca de 30´000 estudantes a frequentar as duas universidades locais. Destaca-se a Universidade Ténica de Darmstadt (TU Darmstadt) com 17'000 estudantes, que é uma importante universidade ao nível da Alemanha. A universidade é reconhecida nas áreas da engenharia, ciência política e ciência de computadores. A TUD foi a primeira universidade no mundo a oferecer estudos em engenharia electrotécnica em 1882/83.

Para além das universidades existem ainda mais de 30 institutos de investigação, tais como o ESOC - Centro de controlo de operações espaciais da ESA, o EUMETSAT – operador de satélites meteorológicos, o INI-GraphicsNet, quatro institutos  Fraunhofer (Portugal vai ter um!) e o GSI. O GSI realiza investigação na área dos iões pesados e descobriu entre outros elementos o Darmstadtium (numero atómico 110), que tornou a cidade uma das oito no mundo a ter um elemento químico com o seu nome.

 

A cidade está também bem classificada ao nível do rendimento dos seus habitantes obtendo um PIB médio de 32'465 Eur, quer comparando com a média da Alemanha, 23'005 Eur, quer com a União Europeia, 21'172 Eur.

 

Com uma boa oferta, quer de educação quer de empregos, aliada a uma boa qualidade de vida, a cidade atrai também muitos estrangeiros, perfazendo 16,4% dos residentes, o que torna a cidade muito interessante e multicultural

 

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

ESOC – 40 anos

   Hugo Albuquerque - ESA, Darmstadt, Alemanha.

No meu primeiro dia de trabalho na Alemanha, por entre a papelada que qualquer trainee recebe ao chegar à ESA, estava um convite para o aniversário dos 40 anos do ESOC (European Space Operation Center). À data pouco ou nada sabia sobre o ESOC, para além do nome, e de que iria ser o meu local estágio. Com todo o entusiasmo e envolvência que rodeava o evento acabei inevitavelmente por aprender um pouco sobre a história do ESOC. De imediato se tornou evidente que o nome de Portugal era raramente mencionado, e, de facto, havíamos aderido à Agência Espacial Europeia apenas em Novembro de 2000. Decidi então precisar a presença portuguesa no ESOC desde então, e tentar enquadrá-la nos seus 40 anos de existência.

Há quarenta anos atrás, a 8 de Setembro de 1967, foi oficialmente inaugurado o ESOC, na cidade de Darmstadt, Alemanha. O seu objectivo era providenciar um centro de controlo de satélites para a European Space Research Organization, hoje conhecida como ESA (European Space Agency). Contextualizando este acontecimento na curta vida da era espacial, o ESOC nasceu uma década após o lançamento do primeiro satélite artificial, em 1957 – o histórico satélite soviético Sputnik 1.

A história do ESOC escreveu-se não apenas repleta, mas somente de sucessos, e é hoje aliás (re)conhecida por nunca ter falhado uma missão. Entre as mais sonantes, encontram-se a SMART 1, primeiro satélite europeu a orbitar a Lua; e a Cassini-Huygens, famosa missão interplanetária que aterrou em Titão, a maior lua de Saturno. Hoje, com mais de 50 missões volvidas, o ESOC opera simultaneamente 10 missões espaciais, e prepara outras 11. Das presentes missões, destacam-se a Mars Express, primeira missão europeia a Marte; a Rosetta, que após 10 anos de viagem orbitará um cometa em 2014; e a Envisat, o maior satélite de observação da Terra construído até hoje, destinado a observar e monotorizar a poluição atmosférica, a camada do ozono, o degelo polar, e os desastres naturais.

A questão surge naturalmente: Qual a quota-parte portuguesa nestes 40 anos de sucesso europeu? Em 1967, o ESOC contava com 90 staffs, nenhum português. Quarenta anos depois o ESOC conta com cerca de 250 staffs, 500 contractors, e 20 trainees. Portugal aderiu à ESA apenas no ano 2000. Somos hoje 21 portugueses a trabalhar no ESOC, 9 dos quais começaram a partir do programa INOV Contacto. Se tivermos em conta que o primeiro português a trabalhar no ESOC chegou há apenas 5 anos atrás (também ele através do Contacto, na altura da Edição 6), apercebemo-nos do quão atrasados começámos esta “missão”, mas ao mesmo tempo do muito que alcançámos em tão pouco tempo.

A contribuição do programa INOV Contacto para estes números é clara, e reflecte a importância e o valor do programa no aparecimento e desenvolvimento da Língua Portuguesa neste centro espacial europeu. Resta-nos assim a nós, presentes e futuros Contactos no ESOC, trabalhar para que os próximos 40 anos sejam de tanto ou maior sucesso, não só europeu, mas agora também português.

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

O sistema de transportes públicos de Berlim

   Pedro Monteiro Ferreira

Active Space Technologies

Berlim

Alemanha

 

 

Pode-se dizer que o sistema de transportes públicos de Berlim funciona em torno da rede de metropolitano (U-Bahn). Nove linhas, num total de 145 quilómetros, cobrem 170 estações.

Uma esmagadora maioria das estações possui ligações à superfície com a rede de autocarros e de comboios rápidos (S-Bahn). Os S-Bahn cruzam o interior da cidade, ligando a uma linha fechada em torno do grande centro (Ringbahn) e daí irradiando para as povoações vizinhas.

Na zona oriental da cidade subsiste ainda a rede de eléctrico (Tram) que possui, por sua vez, conexões com o U-Bahn e o S-Bahn.

Todos estes meios de transporte são acessíveis com o mesmo tipo de bilhete e um passe mensal custa 70EUR. Existe uma página na Internet (http://www.vbb-fahrinfo.de/) que permite planear a viagem recorrendo a cada um dos transportes.

 

As várias linhas de metropolitano, graças às inúmeras intersecções, permitem que a vida da cidade, no Inverno, se passe tanto à superfície como debaixo dela! No centro da cidade é possível a deslocação de um local a outro mantendo o tempo de permanência ao frio (e à chuva!) inferior a 10 minutos. A apetência por este meio de transporte é ainda maior se considerarmos que uma parte significativa das estações possui quiosques, mercados, caixas automáticas (ATM), restaurantes de comida rápida e que as maiores estações têm inclusive bancos e farmácias! Desde 1995, toda a rede tem cobertura GSM, para telemóveis.

Estas comodidades e o facto de mais de 1 milhão de passageiros usar a rede diariamente dá origem a uma vida própria debaixo da cidade. Existem frequentadores assíduos das plataformas que, por se encontrarem desempregados ou por qualquer outra razão, ali permanecem de cerveja na mão (um hábito germânico) conversando sem intenções de usarem o transporte. Para isto contribui em muito o facto de o acesso às plataformas não exigir bilhete. Aliás, o próprio uso da rede não exige bilhete! O controlo é apenas ocasionalmente efectuado por inspectores em traje civil a bordo das carruagens.

 

Esta extensa rede de transportes permite-me fazer o trajecto de casa para o emprego usando um de 3 circuitos diferentes! Apesar de viver no centro e trabalhar nos arredores, sei que qualquer uma das alternativas não me obrigará a andar mais do que 5 minutos a pé. Tenho um metropolitano que circula a cada 5 minutos, autocarros de 10 em 10 e comboios a cada 20! A pontualidade é impressionante e a qualidade nada deixa a desejar.

 

Por isto, considero Berlim como um exemplo de cidade “amiga da mobilidade”. As distânicas desaparecem e o tempo de deslocação pode ser usado para ler ou qualquer outra actividade. Afinal de contas, demora mais tempo a aquecer o interior do carro do que esperar pelo próximo metropolitano!

 

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   Rodolfo João Oliveira de Andrade

Quimonda

Munique

Alemanha

Hoje, graças ao programa InovContacto, estou em Munique e trabalho numa das maiores empresas de fabrico de memórias no mundo - Qimonda.  Como o espaço é reduzido, gostaria de vos apresentar as minhas primeiras impressões da cidade e das pessoas que me acolheram... Esperando que noutra ocasião vos possa apresentar uma perspectiva sobre o meu trabalho e a cultura empresarial desta empresa que para mim tem sido uma surpresa muito agradável!

Munique é a capital da Baviera e está localizada no sul da Alemanha perto dos Alpes, a apenas a 350 Km de Viena de Áustria e 300 Km de Praga. Das coisas que mais me surpreenderam em Munique, tenho que destacar a a qualidade de vida na cidade. Apesar de ter aproximadamente 1,3 milhões de habitantes sem contar com a zona metropolitana, quem vive na cidade não se apercebe da sua real dimensão. Do que, até ao momento me consegui aperceber, as principais razões para este facto são os transportes, é possível deslocarmos para qualquer ponto da cidade com a maior das facilidades usando o metro, comboio, tram ou autocarro e a própria organização da cidade onde tudo parece que realmente funciona bem. A cidade parece que respira conforto e segurança, as pessoas são bastante acessíveis e na maior parte dos casos sempre dispostas a ajudar, apesar das barreiras linguísticas! Como uma colega Alemã ainda me referiu no outro dia, “Munique não é uma cidade é uma aldeia”! E eu concordo inteiramente!

Por outro lado Munique é uma cidade sede de grandes empresas da área tecnológica como a Qimonda, BMW, Siemens e a Infineon, só para referir algumas. O que para mim, sendo formado em Eng. Electrónica e Telecomunicações é um mundo de oportunidades, sendo perfeitamente natural encontrar e conhecer pessoas que estejam ligados à minha área. Como um colega meu português me referiu no outro dias, “Munique é a cidade de sonho para um engenheiro”. Obviamente que associado a este nível de qualidade de vida temos igualmente um elevado custo de vida, sendo dos maiores na Alemanha.

Apesar de todas as facilidades de transportes que Munique oferece, é impressionante o número de pessoal que mesmo assim prefere andar a pé ou de bicicleta no dia a dia, independente da época do ano, e no Inverno faz muito, muito frio! Por outro lado as ruas à noite estão sempre cheias de pessoas e é especialmente agradável no Natal onde podemos ver as ruas cheias de barracas onde se vende de tudo desde o famoso Glühwein (vinho quente doce) até qualquer tipo de guloseima que nos possamos lembrar (recomendo as espetadas de morangos com chocolate...).

Obviamente que em Munique como na Alemanha, a bebida de eleição é a cerveja, e como seria de esperar esta é consumida, não nas quantidades a que nós, Portugueses, estamos habituados mas em quantidades “ligeiramente” superiores. E como é óbvio existem diversos eventos durante o ano onde é possível apreciar diversos tipos de cerveja em Munique, sendo o mais conhecido a Oktoberfest, mas não a única.

 

Um facto curioso é os Alemães serem grandes apreciadores de vinho e uma das provas é a existência de diversos sítios onde se pode beber um copo de um vinho à escolha juntamente com os amigos. Ainda mais impressionante é a dificuldade de encontrar uma marca de vinho de mesa portuguesa, o que para mim como português, me deixa confuso. Até porque, por outro lado é possível encontrar facilmente, vinhos provenientes de países com uma longa tradição vinícola como, por exemplo, os Estados Unidos da América!

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

ORISTEBA - Empreendedores Contacto.

 

A validação e avaliação do "software" utilizado nas missões da Agência Espacial Europeia (ESA), é feita por dois portugueses, Ricardo Marvão e Nuno Sebastião, ambos estagiários do Programa Contacto - edições 6 e 7 respectivamente - que em 2004, criaram a Oristeba com cinco mil euros de investimento inicial. 

 

A Oristeba, sedeada no centro de operações da ESA (ESOC), em Darmstadt, Alemanha, a empresa actua quer ao nível das infra-estruturas (desde estações de terra a missões no espaço), como também no segmento dos simuladores e sistemas de controlo das missões de observação da Terra ou nas missões ciêntíficas.

Ricardo Marvão realizou o seu estágio na ESA e é com ele que vamos conhecer um pouco mais a Oristeba.

 

VC - Como nasceu a ideia de criar a Oristeba?


ORTB - Simples. Dois portugueses sentaram-se à mesa para comer um bacalhau assado. Começam a conversar: "Olha, o teu chefe acaba de me dizer que quer que fiques aqui na ESA. A sério? Excelente! Acho que temos que conversar. Tenho uma ideia mas comporta um sério risco. Parece-me que hoje e' um bom dia para arriscar." E o resto é Historia.


VC - Que razões estratégicas, abordagens, motivações o levaram a constituir a empresa?


ORTB - Ser um nicho de Mercado, o risco, o querer saber se éramos capazes, o estar numa posição privilegiada como empresa portuguesa num Organismo onde Portugal tinha acabado de entrar. No final: Adrenalina, pura adrenalina.

 


VC - Quais são os objectivos da Oristeba, qual a sua área de actividade, principais clientes?


ORTB - A curto prazo, diria que crescer no domínio dos Serviços de Verificação e Validação de Software em Sistemas  para o sector Aeroespacial e Aeronáutico, e continuar a crescer no domínio da ESA e da EUMETSAT.

 


VC - Quanto tempo levou da idealização ao arranque da empresa?


ORTB - 6 Meses de muito trabalho, muitas noites sem dormir, muita vontade de conseguir.

VC - Como avaliou as oportunidades em termos dos factores críticos de sucesso? Da competição? E do Mercado?  

 
ORTB - Fizemos uma enorme analise do Mercado e sabíamos que sem um primeiro grande contrato que não conseguiríamos sequer dizer ao Mundo que existíamos. Analisamos que apoios que conseguiríamos e atacamos as propostas de contrato que melhor sabíamos fazer. No final conseguimos um contrato de 5 anos com a ESA onde a nossa proposta foi a melhor classificada pela Agencia Espacial Europeia no meio de 12 propostas apresentadas. E onde apenas as duas primeiras foram aceites.



VC - Que dificuldades em entrar no Mercado?


ORTB - As dificuldades foram enormes, demoramos quase ano e meio a conseguir o nosso primeiro grande contrato. E' um Mercado muito fechado onde apenas entram alguns players e só de vez em quando a porta se abre para novas empresas. Devo admitir que não é só trabalho, trabalho, trabalho, há que ter também uma estrelinha da sorte que por acaso nos tocou na altura certa e no momento mais oportuno.


VC - Que características acha que os empreendedores devem ter?


ORTB - Visão, mente aberta, nunca desistir, tentar o impossível e ver que afinal as vezes sempre é possível, e é algo de extremamente satisfatório. E sobretudo ter uma experiência internacional.


VC - Pretende manter a actividade? Expandir?


ORTB - A expansão é um dado mais que certo. E' algo que acompanha a Oristeba desde a sua fundação. Não digo que seja algo fácil, mas como me diz sempre o meu pai "Se não fosse difícil depois não tinha piada nenhuma".
E desde já lanço aqui um convite a todos aqueles que se sintam atraídos por este Mercado que é o Espaço e que queiram participar nesta aventura, que nos enviem um e-mail ou nos contactem pois estamos sempre à procura de novas pessoas.


VC - Quais as 3 lições mais importantes que aprendeu enquanto empreendedor?


ORTB - Que o risco tem de estar sempre presente nas nossas mentes para bem avaliar as situações.
Que o stress mata e deturpa a visão clara da mente. É que existe sempre uma solução. Já o meu avo dizia que " a única coisa que não tem solução é a morte de Homem".


VC - Como teve conhecimento da existência do Programa Contacto?


ORTB - Duas amigas tinham participado no programa em anos anteriores e tinham-me explicado a filosofia. Pareceu-me interessante e resolvi inscrever-me.


VC - Acha uma boa iniciativa?


ORTB - Excelente. A experiência internacional e' extremamente importante na carreira dos jovens para melhor avaliar e conhecer as varias diferenças e formas de ser neste mundo, seja na cultura, no trabalho, na vivência e assim adaptar melhor 'a aldeia global em que vivemos hoje. Na minha opinião devia ser algo ate que começasse já nas universidades, algo que fosse encorajado pela sociedade.


VC - Quais as vantagens que o Programa Contacto trouxe à sua empresa?


ORTB - Uma preciosa ajuda inicial em contactos com o Governo, o próprio apoio por parte do ICEP e suporte 'a ideia da Oristeba aquando da sua apresentação à Agencia Espacial Europeia. E mais recentemente, novos trabalhadores incorporados, vindos do Programa. Neste momento já empregamos 5 engenheiros do Programa Contacto.


VC - Em que é que o Programa Contacto o ajudou a tornar-se empreendedor?


ORTB - Melhor gestão de problemas e situações num domínio internacional creio que foi a maior lição retirada.

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Domingo, 13 de Maio de 2007

A Próxima Geração de Telescópios, 2010-2020

 Manuel Menezes, ESO, Munique, Alemanha.

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A astronomia, estudo de objectos tão distantes e intangíveis como os planetas, as estrelas, ou mesmo outras galáxias, nunca seria praticável sem o seu instrumento essencial: o telescópio. Contudo, a noção romântica do astrónomo solitário, espreitando o céu nocturno através de um canudo com uma lente em cada ponta, não tem nada a ver com a prática profissional da astronomia nos dias de hoje. Os telescópios dos nossos dias são máquinas gigantescas, pesadas, complexas, minuciosamente preparadas e quase totalmente automatizadas. O astrónomo contemporâneo não olha o céu directamente, mas recebe do seu telescópio enormes quantidades de dados digitais, os quais deverá interpretar e manipular de modo a extrair imagens mais ou menos fiáveis que poderão finalmente ser visualizadas num ecrã de computador. 

               

A comunidade astronómica está constantemente a desenvolver projectos para novos instrumentos e tecnologias de investigação. Para assegurar o progresso de qualquer disciplina científica e estimular novas descobertas, é indispensável haver uma evolução das capacidades de medição e precisão dos instrumentos pertinentes. Segue-se um breve resumo de alguns telescópios espaciais e terrestres cujas datas de inauguração estão previstas para a próxima década.

 

Telescópios Extremamente Grandes

 

Para se conseguir ver os corpos celestes mais débeis e para observar com maior detalhe, torna-se necessário um telescópio maior. O tamanho de um telescópio mede-se habitualmente pelo diâmetro do reflector primário, e neste momento o telescópio com os maiores espelhos integrais é o Large Binocular Telescope no Arizona, Estados Unidos, com dois espelhos de 8,4m. É muito difícil construir um espelho curvo maior que isto a partir de um pedaço único de vidro. A alternativa é utilizar um espelho segmentado, embora este método também apresente grandes desafios técnicos, nomeadamente em conseguir manter um alinhamento quase perfeito entre os segmentos. Porém, esta será a solução provável para a próxima geração de telescópios ópticos terrestres, denominados ELTs (Extremely Large Telescopes), com mais de o triplo do tamanho dos maiores telescópios actuais.

 

Actualmente há três projectos ELT em desenvolvimento: o Thirty Meter Telescope, financiado por várias instituições americanas, que iniciará operações em 2015 (www.tmt.org); o Giant Magellan Telescope, proveninente de outra colaboração americana, que utilizará uma configuração de sete espelhos circulares com um diâmetro total de 24,5m, previsto para 2016 (www.gmto.org); e uma iniciativa do ESO, o European-ELT, projectado para 2017, com um espelho primário segmentado de 42m (www.eso.org/projects/e-elt).

 

Telescópios Panorâmicos e Topográficos

 

Nem sempre o objectivo do astrónomo é observar um objecto específico com grande precisão. Também é importante catalogar os objectos já conhecidos, conferir as suas propriedades físicas, e verificar se estas mudam com o passar do tempo. Em 2013 um telescópio bastante singular, o Large Synoptic Survey Telescope (www.lsst.org), começará a cartografar o céu nocturno, produzindo imagens mais amplas e profundas que as conseguidas até hoje graças ao seu sistema de três espelhos reflectores. A particularidade deste telescópio será a repetição do mesmo ciclo de observações de três em três noites, de modo a criar um registo temporal da nossa galáxia. Em Janeiro deste ano o Google juntou-se ao projecto LSST com o intuito de ajudar a processar os 1,3 petabytes de dados criados anualmente, e ao mesmo tempo disponibilizar ao público um mapa on-line da Via Láctea em tempo real, no estilo do “Google Earth”. Um projecto mais tradicional mas não menos interessante será o satélite GAIA (www.sci.esa.int/gaia) da ESA, cuja missão será medir com grande precisão as posições, distâncias e velocidades de aproximadamente um bilião de estrelas da Via Láctea de modo a criar um mapa tridimensional da galáxia.

 

Telescópios Espaciais

 

A radiação emitida pelos corpos celestes não se limita à luz visível, mas estende-se a todas as energias do espectro electromagnético, ou seja, raios gama, raios X, radiação ultravioleta, infravermelhos, microondas, etc. A maioria destes tipos de radiação é absorvida ou distorcida pela atmosfera terrestre, e só colocando telescópios no espaço é que se consegue evitar este efeito natural. Foi nos finais dos anos 70 que a humanidade começou a colocar telescópios em órbita terrestre, o mais célebre sendo o Hubble Space Telescope, colaboração entre a NASA e a ESA, lançado em 1990 e ainda operacional hoje.

 

O novo projecto da NASA, intitulado James Webb Space Telescope (www.jwst.nasa.gov), irá examinar o universo em luz infravermelha a partir de 2013. O design inclui um espelho desdobrável de 6,5m composto por 18 segmentos hexagonais, e um escudo anti-radiação que protegerá os instrumentos abordo do satélite da radiação infravermelha provinda do nosso sol. Dos vários satélites planeados pela ESA, destaca-se o X-Ray Evolving Universe Spectrometer (www.sci.esa.int/xeus), um telescópio de raios X para 2015 constituído por dois satélites (espelho e detector) fisicamente desconexos, mas mantidos a exactamente 35m de distância um do outro e alinhados com uma precisão de centésimas de milímetro pelo software de controlo.

 

Radiotelescópios Terrestres

 

A nossa atmosfera é praticamente transparente para as ondas de rádio e microondas provenientes do espaço, portanto é possível investigar estas formas de radiação a partir da superfície terrestre. Devido ao comprimento de onda maior destes tipos de radiação, os telescópios têm de ser bastante maiores que os de luz visível. Contudo, através de uma técnica chamada interferometria, é possível simular um reflector grande a partir de um conjunto (array) de antenas mais pequenas. A evolução destes interferómetros não passa portanto pela construção de reflectores maiores, mas sim pela construção de arrays mais flexíveis e com mais antenas, e pela introdução de novas tecnologias que permitam aumentar a sensibilidade das antenas.

O ALMA, Atacama Large Millimetre Array (www.eso.org/projects/alma), é um projecto de colaboração de três continentes para a construção do maior telescópio de microondas do mundo, a 5000m de altitude no Deserto de Atacama.   A Europa, representada pelo ESO, e a América do Norte, representada pelo NRAO (National Radio Astronomy Observatory), estão a desenvolver o sistema principal, que consiste de um agrupamento de 50 antenas de 12m. As antenas serão transportáveis dentro de um raio de 9km, e as suas localizações irão variar periodicamente. A JAXA (Agência Espacial Japonesa) contribuirá um array compacto complementar. Previsto para 2012, o ALMA permitirá aos astrónomos ver através das nuvens de poeira cósmica que obscurecem fenómenos como o enorme buraco negro situado no centro da nossa galáxia, ou a formação de estrelas jovens e sistemas planetários. 

É neste último projecto que me encontro inserido durante o meu estágio, a testar o software que futuros astrónomos irão utilizar para observarem com o ALMA.

Outro interferómetro que vale a pena mencionar, o Square Kilometer Array (www.skatelescope.org), ainda se encontra em fase de planeamento, mas pretende-se que seja ainda mais extenso que o ALMA, e que a soma das superfícies das suas centenas de reflectores seja 1km2. A localização deste telescópio de ondas de rádio está a ser concorrida entre a Austrália e a África do Sul, e só devera entrar em fase operacional em 2020.

publicado por visaocontacto às 15:49
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Networking

 Filipe Metelo, ESA ESOC, Darmstadt, Alemanha

 

Tinha acabado de passar o Natal e logo tivemos que partir! Cheguei a Darmstadt, Alemanha no dia 10 de Janeiro, juntamente com o Álvaro (que veio do Porto a Lisboa para apanhar o mesmo avião que eu) enquanto que a Filipa e o Hugo tinham vindo no voo anterior e o Bruno chegava um dia depois. A aventura estava a começar!

 

Para desenrascar essa noite, a Filipa tinha-nos arranjado o sofá de um conhecido dela, o Filipe (este nome, meu também, vais ser recorrente, ficam já avisados), estudante de Engenharia Mecânica da FEUP, em Erasmus aqui na TU-Darmstadt. Mas na noite seguinte chegava o Bruno e como estávamos 3 pessoas a dormir num pequeno sofá na sala de uma residência era um bocado desconfortável (e iria tornar-se insuportável com mais uma) resolvemos procurar outro lugar para ficar: a pousada da juventude (Jugendherberge) local, onde reservámos 2 noites, optimistas que rapidamente arranjávamos casa. A procura de casa já tinha começado e íamos ver nessa noite um quarto na residência de um francês (o Guillaume) que me respondeu a um e-mail oferecendo-se logo para me dar dormida, pois trabalhava aqui no ESOC, para onde eu vim estagiar. Infelizmente, a casa dele era muito longe mas serviu-nos de lição : era difícil arranjar uma casa como queríamos e assim começámos uma procura de casa mais exaustiva e aplicada, a ver anúncios no jornal, páginas de Internet, a telefonar, a visitar.

 

Dois dias depois, quando íamos renovar a estadia na pousada, descobrimos que estava esgotada. Aliás, era o caso da maior parte dos sítios aqui na cidade, por causa de uma feira que ia decorrer em Frankfurt. Estávamos, assim, sem sítio para dormir na semana seguinte. Mas mais uma vez nos safámos, desta vez, através de uns portugueses, o António e o Filipe (mais um), que estão cá a trabalhar num típico pub/cervejeira local (Ratskeller). Conhecemos o Ratskeller nos primeiros dias (ou noites) que cá estivemos e logo ficámos apaixonados pelo sítio, pela cerveja local, e pelo atendimento, passando a ir lá regularmente. E foi assim que perguntámos ao Filipe se conhecia algum sítio alternativo para ficarmos uns dias (ou semanas) ao que ele nos indicou a Pensão Müller, um sítio um bocado "underground", mas bem porreiro, onde morámos até ao fim do mês.

 

Entretanto, no dia 15, começámos a trabalhar e na mesma semana, finalmente, arranjámos casa. Tivemos a preciosa ajuda da Leonor (ex. colega de curso do meu irmão, em Lisboa, que trabalha aqui na Merck, uma empresa farmacêutica) para lermos e percebermos o contrato de aluguer em alemão (cheio de letras pequeninas e cláusulas esquisitas). Acabámos por não ficar com essa casa mas o tal contracto passou a ser-nos familiar e isto permitiu-nos fazer as perguntas certas quando finalmente (no final dessa mesma semana) alugámos a casa onde agora estamos a morar (um apartamento que partilho com o Álvaro).

 

E foi assim que começámos a nossa experiência aqui, na Alemanha. Graças a toda uma série de contactos que fomos fazendo e pessoas que fomos conhecendo, as coisas foram-se resolvendo e, naturalmente, o rebuliço foi diminuindo. Assim, após alguns outros episódios, cá estamos já numa situação estável, integrados, e a começar a desfrutar. E a sentir aquele sentimento tão português: a saudade!

 

publicado por visaocontacto às 14:59
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Curiosidades da Cultura Alemã

Álvaro Silva

Oristeba

Alemanha, Darmstadt

 

Ao fim de pouco mais de 6 semanas em terras germânicas já tive oportunidade de constatar algumas diferenças culturais entre a Alemanha e Portugal, vou tentar neste texto retratar alguns aspectos que achei curiosos que encontrei na cultura Alemã.

 

Pontualidade Germânica, é quase possível acertar o relógio com a hora em que passam os autocarros, dificilmente se atrasam mais do que 1 minuto, já cheguei mesmo a perder o eléctrico durante 3 dias consecutivos até me aperceber que tinha o relógio atrasado um minuto, mas se por um lado é bom haver pontualidade por outro não, num destes fins de semana fui visitar com um grupo de amigos uma fortaleza medieval situada nas margens do Rio Reno, “Burg Rheinfels”, famosa pelas suas misteriosas catacumbas. Quando lá chegamos fomos avisados que a fortaleza iria fechar em 45 minutos, achamos que era mais do que suficiente para fazer toda a visita. Guiados por um mapa á luz das velas percorremos então as misteriosas catacumbas labirínticas de “Burg Rheinfels”, a percurso não foi tão fácil como esperávamos, com alguns tropeções pelo caminho acabamos por nos perder duas vezes, quando finalmente chegamos ao final das catacumbas esperava-nos uma enorme porta de madeira fechada!!! Pois é, como já tinham passado mais do que 45 minutos a fortaleza estava fechada, mais uma vez vi-me confrontado com a pontualidade Germânica, aqui á hora de fechar fecha-se mesmo. Se acham que assaltar uma Fortaleza é difícil, tentem sair dela.

Gastronomia, confesso que já tenho saudades de peixe fresco, aqui ainda só consegui encontrar peixe congelado com pouca variedade e não era nada especial. Ao fim de pouco tempo apercebi-me de que é possível alimentar um alemão durante um ano usando apenas Salsichas e Cerveja, aliás salsichas cervejas e pão, mas enganam-se se pensam que eles tem uma alimentação pouco variada, pois existem mais duzentas variedades de pão, 1500 tipos de salsichas e qualquer coisa como 5000 marcas de cerveja, ou seja, quando se vai a um bar e se quer beber uma cerveja, não basta pedir uma cerveja, há que ser mais especifico. Em média um Alemão bebe cerca de 121,50 litros de cerveja por ano. Curiosamente aqui se formos apanhados a andar de bicicleta bêbados podemos perder a carta de condução.

 

Na rua os peões nunca atravessam se o sinal não estiver verde, pode não haver um único carro num raio de um quilómetro que mesmo assim ninguém atravessa a estrada. Já vi gente a perder autocarros só por não atravessar a rua num sinal vermelho.  

 

publicado por visaocontacto às 10:52
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Foto-Reportagem Darmstadt

Filipa  Andrade
INI Graphics
Alemanha, Darmstadt






1 Localização
Aqui fica um zoom sobre a minha localização: Darmstadt, Hessen, Alemanha, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea, Universo,...
Tive curiosidade em saber quão mundialmente abrangentes são as relações / contactos que tenho aqui em Darmstadt. Convém frisar que é o segundo ano que estou a viver aqui, fiz Erasmus na Technische Universität Darmstadt de Outubro de 2004 a Setembro de 2005, daí já ter alguns amigos na cidade.
Mantenho contacto com pessoas de vários países:
Casa: Alemanha
Trabalho: Alemanha, Bulgária, Portugal, Rússia
Amigos e Actividades: Alemanha, Bangladesh, Brasil, Camarões, Chile, China, Espanha, Irão, Peru, Portugal, Singapura, Turquia, Venezuela
Em relação às línguas o alemão predomina e ainda bem pois estou empenhada em melhorar o meu nível. Vivo com 3 alemãs num WG que é a abreviatura para Wohngemeinschaft que significa apartamento partilhado. Normalmente cada pessoa tem o seu quarto e todos partilham a cozinha, casa de banho, hall e eventualmente sala (se bem que não é comum haver sala). No trabalho falo mais inglês pois quando se trata de termos mais técnicos é sempre bom não surgirem dúvidas.
Também falo português porque o Bruno Fernandes, que também é estagiário do C10, trabalha mesmo à minha frente. Misturas das 3 línguas são inevitáveis e muitas vezes muito úteis, há palavras e expressões que são melhores numas línguas que noutras e é comum usá-las no meio de conversas noutra língua, uso principalmente alemão no meio do inglês. Por exemplo, em alemão a palavra doch é usada para negar uma negação de qualquer tipo e é comum usá-la no meio do inglês ou mesmo do português. Exemplo:
– Tu não contribuíste para a newsletter da Network Contacto.
– Doch!
Neste caso doch quer dizer “sim contribui para a newsletter”.
 
2 Foto-Reportagem
E agora mais um contributo visual, uma série de fotos de locais que já visitei perto de Darmstadt.
No mapa seguinte podemos ver a localização de Darmstadt, Frankfurt am Main, Bensheim, Weinheim, Heidelberg e Mainz.
 
2.1 Darmstadt
A cidade onde vivo e trabalho. É pequena mas tem muita actividade principalmente científica devido à Universidade e a variados institutos de investigação que aqui existem.
 
2.2 Bacharach
Uma pequena vila no estado de Rheinland-Pfalz. Banhada pelo Reno apresenta edifícios muito
bonitos destacando-se o Castelo Stahleck que actualmente é uma pousada de juventude.
2.3 Bensheim
Cidade a sul de Darmstadt situada na zona da Bergstrasse, zona conhecida pelo seu vinho.
2.4 Frankfurt am Main
Frankfurt é uma cidade banhada pelo rio Main conhecida pelos seus arranha-céus, que são maioritariamente sede de vários bancos incluindo o Banco Central Europeu. Römer que significa romano é o nome da câmara, situada na praça mais bonita e mais conhecida de Frankfurt.
2.5 Heidelberg
Uma cidade muito visitada devido ao seu castelo. É banhada pelo rio Neckar.
2.6 Lindenfels
Uma pequena vila com um castelo do século XI situada na floresta Odenwald.
A vista do castelo é muito bonita conseguindo avistar muitas outras vilas da região.
2.7 Mainz
É uma das cidades alemãs mais conhecidas pelo seu Carnaval. Foi exactamente na 2ª feira de Carnaval que lá fui. Aqui podemos ver o desfile onde os mascarados nos seus carros atiram guloseimas e outros brindes aos espectadores.
2.8 Michelstadt
Uma pequena vila muito bonita mesmo no centro da floresta Odenwald. O antigo edifício da câmara é simplesmente maravilhoso.
2.9 Rüdesheim
Vila banhada pelo Reno, do lado oposto de Bacharach. A rua Drosselgasse é uma pequena e estreita rua que, devido a uma grande acção de publicidade, conta com mais de 3 milhões de visitantes por ano.
publicado por visaocontacto às 10:45
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