Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

Rascunhos de Cabo Verde

   Maria Costa, Grupo Pestana, Cidade da Praia, Cabo Verde.
“Se não fores não chegas a voltar”, diz-nos a cidade da Praia assim que saímos do aeroporto e começamos a aventura de viver em Cabo Verde durante nove meses. Há medida que avançamos, as construções começam a surgir, primeiro esparsamente, e depois surge explosivamente o aglomerado que nos faz perceber que há um grande abismo entre a imagem projectada e a realidade. Antes de viajar, já sabia que o país era pobre e tinha carências básicas mas esperava uma paisagem, ainda que simples, bonita, feita de palmeiras e pequenas enseadas de água cristalina e areias brancas. A realidade da cidade da Praia é bem diferente e a minha paisagem idealizada afinal existe mas está na ilha da Boavista, do Maio ou do Sal.
               
À medida que os dias passam, os olhos educam-se e o abismo que se sente no primeiro dia dá lugar ao hábito mas ainda hoje a indiferença não consegue ganhar lugar. Os passeios pela ilha permitem ver um Santiago diferente daquele que a cidade da Praia transmite, com paisagens verdes e vales lindíssimos enquanto que o contacto com os Cabo-Verdianos dá a conhecer uma cultura onde o fundamental é aproveitar o dia de hoje e deixar as coisas acontecerem sem grandes preocupações.
 
Trabalho no Pestana Trópico que me recebe sempre de braços abertos seja para trabalhar, conviver, socializar pois, para além de um Hotel, é também factor de união e de encontro, onde sabemos encontrar sempre um rosto conhecido. As pessoas são simpáticas e afáveis e o trabalho desenvolve-se ao ritmo lento e lânguido dos Cabo-Verdianos.
A realidade da ilha não entusiasma o Turismo de Lazer, que vai aparecendo timidamente, mas que não se consegue desenvolver pois não estão criadas condições para tal. Neste aspecto, a Ilha do Sal é, sem dúvida, a mais preparada para o fazer, pois tem disponíveis os serviços que um turista de lazer procura e precisa. Aqui, trabalha-se sobretudo com Turismo de Negócios, pessoas que transitam continua e repetidamente entre este Pais e os seus de origem, por motivos de negócios, ligados a empresas, organizações não governamentais, embaixadas e cooperações internacionais.
 
Estar em Cabo Verde e trabalhar no Pestana Trópico tem-me proporcionado o privilégio de contactar com pessoas, sempre em trânsito, que não hesitam em desabafar sobre as realidades que vêem e os países que conhecem, ao mesmo tempo que me dá a conhecer a cultura, os hábitos de trabalho deste povo e deste País.
publicado por visaocontacto às 13:00
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28

.Artigos recentes

. Rascunhos de Cabo Verde

.Edições

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds