Domingo, 1 de Março de 2009

PerCursos

Elisabete Oliveira | C12
Cisco Systems
San Jose, Silicon Valley - EUA

Desde o começo de cada vida, que os pais pensam no percurso para os seus filhos. Estes são cada vez mais bem planeados, a altura em que nascem, quantos irmãos vão ter, que escolas vão frequentar, e muitos até pensam o que irão estudar para que o seu futuro fique garantido.

Escola primária, escola preparatória, secundário, cursos profissionais tecnológicos para uns, licenciaturas e mestrados para outros; cada um escolhe o seu percurso, mas actualmente estas linhas já estão traçadas... Cerca de dezassete anos de estudo, aprendizagem contínua, experiências boas e más, que complementam cada indivíduo e o fazem uma pessoa particular.

Eis que chega o dia em que o ‘pacote’ está finalizado e embalado para seguir em frente. É hora de bater às portas para aplicar tudo aquilo que aprendemos e apreendemos durante a primeira fase das nossas vidas...
‘’É a crise! A culpa é da crise! ‘‘ Dizem alguns baixando os braços mas continuando a bater de porta em porta, depois de pedirem mais uns trocos aos pais para um café e retomarem forças. Outros não o dizem, mas ouvem: ‘’É a crise! A culpa é da crise! ‘‘.
Não pode ser isto que nos abala. Até já dizem que só há crise porque toda a gente fala dela! A comunicação social, os empresários, os estudantes, o governo...

Motivação, o que nós, jovens e menos jovens, precisamos é motivação...
Não só precisamos da motivação que temos dentro de nós, aquela que vamos construindo através dos nãos que ouvimos sucessivamente, de porta em porta. Mas também precisamos de ser motivados. Motivados para continuar a desenhar um percurso, e para desenhá-lo não podemos ir atrás dos outros... Não podemos continuar a seguir as linhas traçadas... Temos de ser inovadores, ver mais além e arriscar!
Temos que dizer não aos empresários que nos pedem constantemente para fazer um estágio de X meses (ganho=0) em troca de experiência, sim porque sem experiência ninguém contrata, e com experiência ninguém quer fazer estágios (ou continua a fazê-los a ganho zero para ganhar mais experiência...) e isso faz com que os licenciados vão parar atrás de um balcão de um estabelecimento ou call center.

Uma simples ideia, um acto inovador, uma nova aplicação de materiais ou ideologias pode virar completamente a história e fazer de um jovem à procura de uma oportunidade de emprego, um empreendedor.

O que não falta são bons exemplos para descrever boas ideias de sucesso.
Desde malas feitas de canetas de feltro recicladas (Just Beg de Naulila Luís), passando por um copo (re)vestido por uma manga, mantendo a tradição na utilização de objectos já caídos em desuso ou menos modernos, mas renovando a sua imagem com uma nova veste e uma nova utilidade (Mangas de Carina Martina); até ao sofá que estofado a desperdício de algodão aquece o utilizador nas noites mais frias através de uma manta escondida num bolso lateral, prolongando assim o conceito habitual de sofá (Re-Pocket de Henrique Ralheta e Miguel Flôr).

É através de uma simples ideia, de uma vontade de querer manter a tradição ou de querer fugir dela, inovando e surpreendendo, que a crise nos vai passando ao lado, até que se deixe de ouvir falar dela.
As ideias não se esgotam... Reciclam-se!

publicado por visaocontacto às 18:00
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Centro de Negócios

Alexandra Mota Leite | C12
 
Globally International Consulting
 
Madrid| Espanha
 
Um Centro de Negócios é uma área constituída por escritórios, salas e gabinetes, devidamente mobilados e equipados, dotada de tecnologia moderna e bem localizada, e também composta por áreas comuns, tais como recepção, salas de espera, zona de fotocopiadoras e impressoras, office e “cozinha”, etc.

Normalmente um Centro de Negócios localiza-se no centro económico-financeiro ou histórico das cidades, em zonas de prestígio e representativas. Isto dificulta a procura de locais adequados e implica custos elevados. No entanto, a tendência actual das grandes metrópoles/cidades é para a localização das empresas e de novos escritórios começar a descentralizar-se, situando-se em zonas mais periféricas (parques empresariais).

 

O Centro de Negócios está dirigido fundamentalmente a profissionais liberais, PME’s, empresas recém-criadas, que o utilizam como Sede operativa ou virtual, mas também está dirigido a grandes empresas que pretendam estabelecer as suas delegações

 

Os serviços básicos que um Centro de Negócios pode oferecer consistem em:

·  Distintas modalidades de aluguer de escritórios e gabinetes: aluguer por horas, dias, semanas, meses, ou anos, segundo as necessidades dos clientes;

· Aluguer de salas de reuniões para palestras, reuniões com accionistas, cursos de formação, entrevistas, apresentação de produtos...;

· Domiciliação de sociedades com recepção da respectiva correspondência;

· Serviços de Secretariado e Apoio Administrativo;

· Recepção e reencaminhamento de chamadas telefónicas;

· Recepção de visitas;

· Serviço de mensagens;

 

Para além destes, em alguns casos desenvolve-se também outra actividade paralela ao Centro de Negócios que se apoia na estrutura já montada  em termos tecnológicos, de pessoal e de localização, criando sinergias que se traduzem na possibilidade de oferecer serviços adicionais ao cliente. São exemplo desses serviços: assessoria económico-financeira, fiscal, jurídica, laboral, agência de publicidade e comunicação, organização de eventos, possibilidade de videoconferência, traduções, aluguer de viaturas, apoio informático, criação de páginas web, criação de logótipos, envio de faxes, reserva de voos e hotéis, catering, etc...

 

A eventual diferenciação entre os vários centros de negócios deriva da tipologia de serviços adicionais especializados oferecidos ou mesmo pela categoria do centro (económico, de luxo, com certificado de qualidade ISO...), que se reflecte nos aspectos dos serviços, das instalações, mobiliário, etc.

A forte componente de oferta de serviços é precisamente o que diferencia o Centro de Negócios de uma mera actividade de aluguer de espaços.

  

A principal vantagem para o cliente de um Centro de Negócios reside na possibilidade de iniciar a sua actividade de imediato, sem realizar elevados investimentos iniciais nomeadamente no que respeita a obras, contratação de pessoal e compra de mobiliário e equipamento, minimizando os custos fixos mensais e contando com pessoal qualificado de apoio. Qualquer profissional pode estar operacional em 24 horas a partir de um preço de cerca de 800€ mensais.

 

Em resumo essas vantagens traduzem-se em:

 

a)  Poupança em Investimentos: imobiliário, equipamentos de telecomunicações, fax, fotocopiadora, licenças de obra e construção, obras de adaptação do local;

b)  Poupança em Gastos Gerais: água, luz, aquecimento, ar condicionado, conservação e reparação de espaços e equipamentos, serviços de limpeza, serviços de segurança, apoio informático, etc.

c)  Poupança em Custos com Pessoal: selecção, formação, férias, etc., dado que o cliente paga única e exclusivamente as horas de pessoal que utilize de forma directa (redacção de cartas e apresentações, traduções, etc.)

d)  Poupança em tempo, esforço e preocupações: o cliente pode instalar-se de forma imediata e iniciar, desde logo, a sua actividade e, durante a sua ausência, não tem de preocupar-se com os problemas diários de funcionamento de um escritório. Isto permite-lhe concentrar-se apenas e totalmente na sua actividade.

  

COMPARAÇÃO DE GASTOS ENTRE UM CENTRO DE NEGÓCIOS E UM ESCRITÓRIO TRADICIONAL COM SECRETÁRIA/RECEPCIONISTA

 

INVESTIMENTO INICIAL

 

Tipo de Gastos

Escritório Tradicional com Secretária/Recepcionista

Escritório em Centro de Negócios

Depósito / Caução (a devolver)

1.200€

1.600€

1ª Mensalidade

600€

800€

Obras de adaptação do local

3.000€

0

Gastos de contrato

400€

0

Contratos de linha telefónica e Internet

900€

0

Telefax tradicional

500€

0

Fotocopiadora

3.000€

0

Mobiliário

1.500€

0

Selecção de Secretária

1.000€

0

Computador e impressora

1.500€

0

Total

13.600€

2.400€

 

Poupança de 82% dos gastos de investimento inicial no caso de escritório em Centro de Negócios.

 

 

GASTOS FIXOS MENSAIS

 

Tipo de Gastos

Escritório Tradicional com secretária/recepcionista

Escritório em Centro de Negócios

Mensalidade

600€

800€

Secretária/Recepcionista

1.000€

Conforme consumo

Serviço de limpeza

150€

0

Serviço de mantimento

100€

0

Electricidade

120€

0

Seguros

50€

0

Total

2.020€

800€ + consumos

 

Poupança de 60% dos gastos fixos mensais no caso de escritório em Centro de Negócios.

 

 

OS CENTROS DE NEGÓCIOS EM ESPANHA

 Os primeiros Centros de Negócios em Espanha foram criados nos anos 80 sendo que actualmente existem cerca de 300, segundo estimativas da Associação Espanhola de Centros de Negócios (ACN). Este é um sector atomizado, composto por uma grande maioria de centros independentes, estimando-se que 70% dos mesmos alugue as suas instalações, enquanto os restantes 30% possua instalações próprias.

 

Segundo um estudo da ACN, o tamanho médio de um centro de negócios em Espanha é de 813 m2, com uma média de 26 gabinetes e 50 empresas domiciliadas. Também segundo dados da ACN, a maioria dos clientes dos Centros de Negócios pertencem ao sector de Serviços (30%), seguido por Telecomunicações (19%) e Tecnologias (13%).

 

  

Os centros de negócios constituem uma solução óptima para as empresas já que supõe uma clara poupança de custos e de preocupações, oferecendo serviços e soluções à medida das diversas empresas. Proporcionam um ambiente de trabalho completo e eficiente, em alguns casos prestigioso, dotado de pessoal qualificado e de bons recursos tecnológicos, e oferecem ao cliente a oportunidade de começar a trabalhar de imediato, sem demoras nem elevados investimentos iniciais. Os elevados preços do aluguer tradicional de escritórios tornam-nos a solução mais conveniente para o estabelecimento de uma empresa.

 

publicado por visaocontacto às 12:17
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

Here n’there - Empreededores@Contacto

 A Here n’there, é um grupo de jovens com experiência de trabalho em diferentes países, mercados, culturas. Juntos ou cada um por si, desenvolve o conhecimento de diversos mercados e produtos e é especializada em indústrias e comércio em áreas como Artigos em Pele, Têxteis, Madeira, e Matérias-Primas.  

Os serviços da Here n’there são, fundamentalmente, dar conhecimento das melhores oportunidades nos diferentes mercados em que opera mas também apoia na logística, caso o cliente assim o pretenda.  

 

Este projecto foi fundado por Nuno Morais Martins, estagiário da edição 8 do programa. Nuno, realizou o seu estágio em Londres e é com ele que vamos conhecer um pouco mais esta empresa.
 
VC - Como nasceu a ideia de criar a Here n’there?
HNT - Depois de identificar as oportunidade que havia em representar os interesses de empresas em mercados que estas tenham dificuldade em termos de informação e mais ainda de comunicação
 
VC - Que razões estratégicas, abordagens, motivações o levaram a constituir a Here n’there?
HNT - A experiência profissional de ter trabalhado no estrangeiro (2 anos na Índia e 1 ano em Inglaterra). A minha e a dos meus sócios/colaboradores. Descobrimos que podíamos criar uma rede vasta que devíamos explorar.
 
VC - Quais são os objectivos da sua empresa, qual a sua área de actividade, principais clientes?
O mote é ser o Escritório das empresas onde estas precisem de ter os seus interesses representados. Oferecemos muitos serviços relacionados com isso, seja apenas para importação/exportação ou para internacionalização. Clientes para já só 2 e não muito grandes. Obviamente esperamos mais!
 
VC - Quanto tempo levou da idealização ao arranque da empresa?
HNT - 1 ano. Á espera dum subsídio para PMEs, (ILE) que não pagou o tempo que esperei por ele!
 
VC - Como avaliou as oportunidades em termos dos factores críticos de sucesso? Da concorrência? Do Mercado?
HNT - Da mesma maneira que o fiz aquando da formulação da ideia. Temos experiência e conhecimento em mercados importantes e que algumas empresas podem ter dificuldade em conhecer e por isso abandonar boas oportunidades. Já há várias empresas a oferecer o mesmo tipo de serviços, mas talvez não nos mercados que nós conhecemos melhor. Embora nos propomos a trabalhar onde for preciso.
O mercado para este tipo de negócio acho que continua a crescer, pois cada vez mais empresas compram ou vendem produtos e serviços no estrangeiro, independentemente da sua dimensão.
 
VC - Que dificuldades em entrar no mercado?
HNT - Falta de meios para apresentar os nossos serviços de um modo mais simples e concreto.
 
VC - Que características acha que os empreendedores devem ter?
HNT - Paciência e perseverança. Para tudo!
 
VC - Pretende manter a actividade? Expandir?
HNT - Evidentemente! Assim possamos aguentar!
 
VC - Quais as 3 lições mais importantes que aprendeu enquanto empreendedor?
HNT - 1: Ter paciência; 2: Depender de muita gente e situações, lidando e gerindo isso, 3: Trabalhar com a incerteza.
 
VC - Como teve conhecimento da existência do Programa Contacto?
HNT - Na Universidade, há muitos, muitos anos!!!
 
VC - Acha uma boa iniciativa?
HNT - Evidentemente.
 
VC - Quais as vantagens que o Programa Contacto trouxe á sua empresa?
HNT - Trouxe-me a mim, mais experiência internacional.
 
VC - Em que é que o Programa Contacto o ajudou a tornar-se empreendedor?
HNT - Ajudou-me a cimentar a ideia que já trazia, dando-me oportunidade de conhecer outros mercados, países e indústrias.
 
VC - Estaria disposto a receber estagiários Programa Contacto na sua empresa?
HNT - Sim, assim a empresa reúna as condições necessárias para tal.
 
publicado por visaocontacto às 17:10
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28

.Artigos recentes

. PerCursos

. Centro de Negócios

. Here n’there - Empreededo...

.Edições

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds