Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Empreender para Beber

Ricardo Lopes Pereira | C 13

 

Sociedade Agricola da Quinta da Lagoalva

 

New York  |  Estados Unidos da América

 

Albert Einstein “Em tempo de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento”.

 

A crise, sempre a crise

Que estamos em crise é por demais sabido, bem como que esta partiu dos Estados Unidos da América em direcção ao resto do globo. Pois claro, aqui na super potência estilhaçou-se o mercado de crédito e, consequentemente, rebentou a crise financeira redundando no final da colina, numa enorme bola de neve a entravar a paisagem. Duma forma simplista e geral, isto traduziu-se numa redução do poder de compra para maioria dos indivíduos, a confiança encolheu-se a todos os níveis de transacções e o desemprego tornou-se alpinista intrépido (só nos 2 primeiros meses de 2009 o número de novos desempregados nos EUA ultrapassou um milhão).

Em suma, tudo isto causou uma necessária alteração de estilos de vida; e por isto entenda-se uma crescente procura de bens substitutos menos dispendiosos.

É certo que existem planos de recuperação económica, mas estes são ainda uvas verdes esperando o momento certo da sua futura vindima. No entanto, até à data obscura dessa ansiada vindima, as pessoas continuarão a possuir dinheiro e a adquirir produtos.  Devido à situação actual, terão que ponderar as compras das suas marcas favoritas nos produtos de baixa implicação, substituindo-as muitas vezes por marcas de menor valor, tentando minimizar uma possível perda de qualidade.

 

As oportunidades

Neste mar de instabilidades, muitas empresas se debatem com vagas de procura de produtos diferentes daqueles oferecidos e em que a relação qualidade preço muitas vezes se sobrepõe ao valor de marca ou ao estatuto de qualidade. Precisamente por estas dificuldades em acompanhar as exigências repentinas dum mercado em si próprio ainda inseguro e instável, e também pelas muitas empresas que naufragam nesta difícil intempérie, surgem espaços nos mercados que se revelam excelentes oportunidades; caso se possua o produto trendy, claro está.

 

A glimpse over wines

Está provado que, em períodos de crise, seja pelo que for, as vendas de bens como tabaco e/ou bebidas alcoólicas tende a crescer. Contudo, o tipo de procura modifica-se, focando-se mais no preço competitivo. Especificamente no negócio do vinho, ate há bem pouco tempo o sinónimo de qualidade estava garantido numa marca italiana ou francesa; estes por sua vez aproveitavam posicionando-se com price points elevados.

Nos tempos que correm, o consumidor não dispensa a sua garrafa de vinho para o abençoado jantar de sexta-feira. Todavia, por forçosa necessidade, o price point decaiu na sua mente até cerca de 12 USD, e será isso que agora procurará tentando preservar a qualidade do que consome.

É aqui, nesta nova procura, em que há espaço no mercado e simultaneamente disponibilidade do consumidor para experimentar algo diferente, que os vinhos do Chile e da Argentina, e mais recentemente os portugueses, têm emergido como uma nova força. A aposta na relação qualidade preço vem surtindo o seu efeito, sendo que os vinhos portugueses começam a conquistar terreno. O facto de Portugal ser uma das potências mundiais na produção de vinho, com uma longa e vasta tradição mas, simultaneamente, apresentando vinhos de óptima qualidade a preços muito competitivos nos EUA representam vantagens para a penetração neste mercado.

  

O que faz falta

Porém, ocorre ainda que os nossos vinhos não são muito conhecidos. É agora tempo de disseminar o produto. Ter o produto certo nunca basta, é preciso vendê-lo, naturalmente, dá-lo a conhecer, promovê-lo criativamente. E isso cabe não apenas aos importadores e distribuidores nos EUA, mas implica também uma sólida participação das companhias produtoras, com representantes no terreno e conhecimento de mercado que permita alcançar uma posição sólida de referência. 

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Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Novos Conceitos

Susana Barbeiro
Vino Asia
Estados Unidos
 

A empresa onde me encontro a realizar o meu estágio, a vinoasia.com, por si só, tem um conceito de negócio não muito comum no mercado dos vinhos. Seleccionamos vinhos exclusivos – até 500 caixas ao ano – de qualidade revelada e, por vezes, com conceitos extraordinários, que oferecemos ao mercado Japonês, através do nosso website.

O mercado Japonês é muito particular, no sentido em que tudo o que seja inferior a excelente não é aceite, ou seja, é um mercado de excelência. Actualmente, a qualidade intrínseca do vinho produzido, já não é um factor decisivo no mercado, mesmo que tenha sido um mau ano de colheita, a tecnologia instalada na produção de vinho é de tal forma elaborada, que qualquer produtor consegue, com algum esforço, controlar a maioria das variáveis (temperatura, humidade, oxigénio, etc.,...) durante o processo de produção do vinho. É mais fácil atingir um resultado final de qualidade por qualquer produtor. Desta forma, há que criar novos conceitos que, para além das AVA – American Viticultural Áreas, façam diferenciar os vinhos perante os compradores e consumidores.

Após uma semana junto dos principais fornecedores da vinoasia.com, tive a oportunidade de conhecer alguns produtores de vinhos de qualidade e que nutrem uma dedicação admirável pelo produto e o mercado. Houve essencialmente três que captaram a minha atenção, não só pela qualidade do vinho, mas, principalmente, pelos conceitos que associam ao consumo dos seus vinhos. Gustavo Thrace Winery não será completamente estranho para algumas pessos. Com efeito, para muitos o filme “Bottle shock” (www.bottleshockthemovie.com), lançado em Setembro de 2008, baseado em factos verídicos, conta a história da ascensão e reconhecimento dos vinhos californianos nos anos 70, sendo uma das personagens do filme, na realidade, Gustavo Brambila, um reconhecido winemaker da região de Napa. Aproveitando esta oportunidade, a Gustavo Thrace Winery associou-se ao filme, oferecendo vinhos produzidos por Mr. Brambila. Actualmente, o seu Chardonnay Carnero Hill de 2005 é um dos vinhos favoritos dos clientes da vinoasia.com (ebiz.netopia.com/gustavothrace). Aliás, O’Brien Estate Bart O’Brien é um apaixonado pela sua vinha e pelo seu vinho. Criou um conceito único que transforma o consumo do seu vinho numa homenagem ao romance – Romantic Portfolio, um conjunto de diferentes vinhos que representam os diferentes estágios de uma relação amorosa: Flirtation Rosé, Attraction Chardonnay, Romance of the Heart Merlot,  Seduction Bordeaux Style Blend e Reflection Late Harvest Dessert Wine. No rótulo de cada um destes vinhos, em vez da tradicional descrição, é apresentado um pequeno poema sobre o vinho e o estágio da relação que representa (www.obrienestate.com). Jaqk Cellars – Play a little Como o próprio slogan sugere, o conceito deste produtor baseia-se no jogo. Como a apresentação da empresa e o conceito sugere: We’re JAQK Cellars, a new wine company. We’re also a new type of wine company. In addition to being dedicated to making great wine, we’re also passionate about something else: play. For us, play includes the excitement of testing our luck—and tempting fate—at games of chance. It also includes getting together with friends and enjoying each other’s company. And a bottle (or two) of great wine can be quite helpful in that regard. So, go ahead. Invite a few friends over, uncork a bottle of wine, and play a little. (http://jaqkcellars.com)

 

Na minha opinião, estes novos conceitos dão uma lufada de ar fresco ao mercado do vinho, transformando o consumo do mesmo em algo mais do que foi pensado até agora, em diferentes tipos de celebração, um hino a diferentes estilos de vida adoptados pelos consumidores

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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Wines of Portugal in USA

Ana Montenegro | C12
 
Companhia das Quintas
Newark | USA
 

Promover e melhorar a imagem de qualidade e o grau de conhecimento dos vinhos portugueses no mundo é essencial para que estes atinjam a posição que merecem.

 

Ao lado do azeite e da cortiça, o vinho e a viticultura portuguesa foram definidos como um dos clusters nacionais mais promissores, num célebre estudo sobre a economia lusa, feito na primeira parte da década de 1990, pela empresa de consultadoria fundada por Michael Porter.

 

É importante que as empresas e produtores percebam que é necessário investir, e que seja feito um esforço concertado e contínuo, no sentido de impor os vinhos portugueses, conquistando quota de mercado e criando condições para uma presença a longo prazo. Para isso, é crucial estar atento ao mercado, às novas tendências e possuir um profundo conhecimento do mesmo, o que só é possível estando no terreno.

 

Após o primeiro mês nos EUA, apercebi-me logo de quão importante e gratificante era o meu trabalho. Hoje tenho a confirmação de que este esforço vale a pena, e que se for feito em conjunto, os resultados irão estar à vista. Há um longo caminho a percorrer, e o sucesso só depende de nós.

 

Nos EUA, mais concretamente em Manhattan, o mercado demonstra forte capacidade de aceitar novos produtos de regiões produtoras de vinho, tanto do Novo como do Velho Mundo e o consumidor final mostra uma grande abertura e entusiasmo em conhecer os nossos vinhos. A confirmação está nas provas “in-store” que tenho realizado, as quais não poderiam correr melhor, onde os consumidores expressam reacções muito positivas. Curiosamente, em mercados étnicos, mais especificamente em comunidades portuguesas nos estados de New York e New Jersey, a introdução de uma nova referência poderá ser muito mais difícil dada a menor flexibilidade e abertura do consumidor.

 

De notar que os EUA são um dos maiores importadores de vinhos em todo o mundo, que este mercado apresentou o melhor desempenho recente para os vinhos de mesa portugueses durante os últimos cinco anos, e que há fortes possibilidades de aumentar as receitas provenientes da exportação deste  produto para o mercado americano.

 

Estabelecer categoria será desde já uma das grandes prioridades. Portugal tem que ter uma categoria própria que constitua um pólo de atracção para os consumidores, deixando a posição negativa que muitas vezes ocupa nas prateleiras das liquor stores, em que é inserido em categorias como Espanha, América do Sul, Resto do Mundo ou Não-Classificado. É também fundamental para o sucesso dos vinhos portugueses neste mercado, que os produtores apostem nos vinhos super-premium e com uma apresentação excelente. Produtos com má imagem são simplesmente rejeitados por mais de um terço dos consumidores e os norte-americanos preferem apresentações simples e clássicas, que conferem uma imagem de qualidade e de uma longa história na produção de vinhos. Há que ter também em conta os volumes, que devem ser suficientes, para que os stocks possam fazer face a possíveis picos de procura, resultantes da atenção crescente que os vinhos portugueses poderão receber regularmente devido a campanhas promocionais de sucesso, a ser lançadas progressivamente. Não menos importante, e por vezes  esquecida, é a manutenção de uma disciplina rigorosa em termos de definição de preços.

 

Estando há já quase quatro meses neste mercado, acredito que os vinhos portugueses vão chegar muito mais longe, já que temos néctares únicos, plenos de saberes e sabores únicos. E, tendo em conta a aceitação do produto, a actual quota de mercado de Portugal a nível de importações nos EUA apresenta um valor surpreendentemente baixo. Para isso, todos os produtores deverão unir-se para conquistar este mercado num trabalho conjunto, passando também por dar formação a toda a comunidade envolvente (retalhistas, consumidores, imprensa, etc.), dando a conhecer Portugal como região produtora de vinhos, e os seus vinhos com excelente relação qualidade/preço, para que todos possam obter os resultados esperados.

 

Querer é poder! Assim, se formos todos à luta, temos um lugar no pódio. Fica aqui o apelo, e o desejo de que os vinhos portugueses cheguem rapidamente a uma posição cimeira e que sejam reconhecidos mundialmente.

 

Eu já estou a dar a minha pequena contribuição!

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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

A mais antiga região vitivinícula do novo mundo

   Liliana Teixieira

 

   Esprit Du Monde   |   Napa   |   E.U.A.   |   C11

 

A Califórnia é das regiões vinícolas mais diversificadas do mundo, com quase 100  castas diferentes, dezenas de microclimas e solos diferentes, assim como diferentes estilos de enólogos com experiência internacional. Os vinhos são conhecidos pela sua qualidade, confiança e diversidade.

O constante bom tempo permite que as uvas sejam colhidas bem maduras resultando em vinhos com aromas frutificados e de teor alcoólico superior a 13,5%. Desta forma, estes diferenciam-se dos vinhos europeus com características de terroir e minerais mais presentes.

·         O Chardonnay da Califórnia é mais encorpado e amanteigado, do que o chardonnay de Chablis- Burgundy-França, uma vez que se utiliza um estilo de fermentação diferente e o vinho é envelhecido em carvalho. Este oferece um intenso sabor a frutas como pêra, maçã, melão, e pêssego com notas de carvalho. No entanto, nos últimos tempos algumas adegas começaram a desenvolver um novo estilo de Chardonnay mais fresco com poucas ou nenhumas notas a carvalho.

·          O Sauvignon apresenta notas de flores e é ligeiramente ácido, diferente do estilo dos vinhos da mesma casta provenientes de Loire Valley-França e New Zealand.

·         Cabernet Sauvignon foi a casta que lançou a Califórnia no mundo do vinho. São vinhos encorpados que envelhecem muito bem com sabores a cerejas, amoras entre outros frutos silvestres. A região Alexander Valley produz os melhores Cabs da Califórnia.

·         Pinot Noir é mais intenso e frutificado que o mesmo de Burgundy-França e Oregon- USA. Estes últimos são mais elegantes. O vinho desta casta é delicado e rico, distinto e suave, caracterizado pela sua complexidade de sabores e aromas. Russian River Valley é famoso devido à produção de vinho desta casta.

·         Syrah apresenta um balanço entre sabores de cerejas e frutos silvestres com a complexidade de sabores de terroir, fumo e pimenta.

·          Zinfandel é uma casta versátil resultando em diferentes estilos de vinho. Do branco refrescante e seco ao vinho tinto forte, frutificado, com presença de taninos. Os sabores predominantes são os mirtilos e pimenta. Dry Creek Valley produz o melhor Zin da Califórnia.

A procura internacional de vinhos californianos continua a crescer rapidamente. Em 20 anos, as exportações aumentaram de $35 milhões (1985) para $808 milhões (2005). Estes valores representam um crescimento médio de quase 20%. Hoje em dia, 18% da produção total é exportada para mais de 125 países. Os dez países que importam mais vinho californiano são: Reino Unido, Canadá, Alemanha, Japão, Holanda, Suiça, Irlanda, México, Dinamarca e Bélgica.

 

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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

Os Vinhos no país do Tango.

   Ana Mesquita, Sogrape, Buenos Aires, Argentina.

 

 

 
“Pero siempre he sentido que hay algo en Buenos Aires que me gusta. Me gusta tanto que no me gusta que le guste a otras personas. Es un amor así, celoso”
Jorge Luis Borges
 
Como estagiária do ICEP na Argentina - Buenos Aires, seria impensável falar desta cidade e deste país sem enunciar o grande autor e poeta Jorge Luis Borges que tão bem retratou esta capital no século passado com o seu livro de Poemas “Fervor de Buenos Aires” (1923). E “fervor” será o adjectivo que persiste até hoje nesta cidade considerada a Paris da América Latina, que pela sua diversidade de culturas tem o encanto não só dos argentinos, mas também dos espanhóis, ingleses, franceses, italianos e até judeus que após a Segunda Guerra Mundial se refugiaram neste canto latino-americano. E assim é Buenos Aires, mergulhada num país marcado pela ditadura, pela instabilidade político-social e até recentemente por uma profunda crise financeira. Mas a Argentina é hoje uma roda em movimento a tentar reconquistar o seu equilíbrio e a sua posição na América Latina, estando esse esforço claramente presente num sector que tão bem representa este País: O Sector dos Vinhos.
As “Bodegas” (Caves) Argentinas têm vindo a apostar fortemente no seu posicionamento não só a nível nacional mas também no estrangeiro, sendo em alguns casos o principal mercado, o da exportação.
Considerados como “Vinhos do Novo Mundo”, os vinhos argentinos são sobretudo oriundos da região de Mendoza, localizada nos Andes, e que pela sua especificidade climatérica confere aos vinhos um aroma e sabor inigualáveis.
E será nesta qualidade e tipicidade que as Bodegas alavancam o seu potencial turístico. Com a entrada anual de 3,2 milhões de turistas em território argentino, e com 2% dos visitantes dedicados ao turismo enológico, não será surpreendente o facto de todas as bodegas contarem com um circuito turístico pelas vinhas, pela cave e por fim, com uma prova de vinhos. Mas há bodegas que vão mais longe. Actualmente quem se interessar pela arte do vinho, pode participar na dura jornada das vindimas, na poda das vinhas ou até num curso de vinhos, contando ainda com um restaurante típico da região onde se poderá usufruir dos pratos mais característicos acompanhados pelo vinho ideal para a ocasião. Mas as oportunidades de apreciar esta cultura que é a do vinho, não terminam aqui. Existem inclusivamente bodegas que já contam, entre os seus serviços, com um pequeno hotel, onde na cave, à temperatura e humidade exactas, descansam os melhores vinhos da região. Considerados como verdadeiros “Hotéis do Vinho”, este é já um serviço quase obrigatório para as mais prestigiadas bodegas argentinas, pois é uma excelente forma de, num ambiente cálido e acolhedor, o visitante provar e desfrutar dos melhores vinhos, proporcionando-lhe assim uma experiência única e inesquecível.
Perante todo este esforço de crescimento argentino, será que Portugal pode aprender com os seus exemplos desenvolvendo ainda mais a sua vertente de turismo enológico? Afinal, com a entrada anual de mais 12 milhões de turistas, e sendo o sector dos vinhos um dos mais característicos do nosso país, reúnem-se todas as condições para que sejamos um verdadeiro exemplo nesta área que é o Enoturismo.
publicado por visaocontacto às 17:07
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